sábado, 6 de março de 2010

A CRÍTICA TEATRAL AND ME


Como dizia um ex-Presidente do Corinthians “Quem está na chuva é para se queimar” (kkk!)
Quando saí do conforto das apresentações exclusivas nos centros espíritas depois de 7 anos de casa sempre cheia em encontros, seminários, mostras e etc...Passando a fazer temporadas abertas em circuitos culturais da nossa amada Capital sabia que estaria exposto ás criticas.
Não que o público espírita não fosse crítico (o é! E muito!), mas sempre tinha a sensação que estávamos jogando “em casa”.
Com o meu “aparecimento” no meio cultural da Cidade, meu público que já era bom, se multiplicou de forma incrível, assim como os elogios e é claro, as críticas.
Colegas do meio teatral, jornalistas, jurados dos açorianos, pessoas representando festivais de teatro de outros Estados (curadores) e por ai vai! Uns gostaram, outros não, Uns nutrem simpatia por mim, outros demonstram preconceito, mas quase todos daqui da aldeia (e de outros pagos!) já ouviram falar em Luis Carlos Pretto e isso é bom!
Nilton Filho já me apontou caminhos, e nunca misturou amizade ao falar sobre minhas peças, Luiz Henrique Palese (saudades) não gostou de CAMINHOS QUE CRUZEI, disse-me em uma tarde antes da nossa oficina , mas falava sobre o aspecto técnico e da dramaturgia. E mesmo sendo duro comigo, nunca ironizou, respeitou meu trabalho, entendeu minha visão e até mesmo a nossa enorme diferença de talento. (Ele e a Cia Stravaganza são tudo de bom!).
Não espero nada da crítica, lógico que eu adoraria ler elogios, que o crítico gostasse, para mim agradá-lo também seria bom, apesar de não escrever para eles, não desdenho, mas não me preocupo, tampouco ganho ao menos R$ 10 para comprar uma bomba de água para o camarim. (já que sempre damos cortesia).
Apesar de resmungar eventualmente com um ou outro (Quem gosta que digam que o seu filho é orelhudo e tem pé chato, quando a gente o concebeu, lhe viu crescer, se desenvolver e aparecer? Saber dos seus defeitos mas o ama?) respeito muito os críticos, desde que tratem o meu trabalho com respeito. Se for falar mal do meu "filho", que digam que ele é sem jeito, se veste mal, não se expressa bem, mas nunca ironize-o e o chame de retardado (ai o bicho pega!).
CONTINUA...

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