quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A milímetros de mercúrio


Quarta-feira encerrei meu cíclo de espectador de trabalhos de conclusão dos colegas Diretores.
Gosto de assistir apresentação de formação de alunos-atores e assim também ter uma idéia das novidades que passam pela cabeça dos professores, concretizados pelos novatos (ou nem tanto assim) no palco.
Antes de assistir eu já ouvia muitos dizendo que se tratava de um Júlio Conte diferente, e de fato o é, se comparado aos últimos espetáculos dele, frutos de oficinas de teatro.
Impressionante como ele leva a sério (e os atores também) seus espetáculos de conclusão, praticamente todos ganham sobrevida e a a devida qualidade artística.
Tudo alí é bem feitinho, com atores á vontade e dando conta do recado, bem assessorados pela trilha, luz, cenografia.
Coincidentemente (ou não) estive na mesma pré-estréia que ele, do filme A ORÍGEM que explorava o submundo dos sonhos e seus níveis.
Um bem vindo novo trabalho e novo mundo explorado por Júlio, pelos atores e por Catharina Conte, assistente de direção e filha, que além de teatreira ainda está aparecendo por aí como cineasta.
Por ùltimo, feliz por ver em cena a amiga Vanessa Cassali, uma jovem artista com uma força,iniciativa e perseverança que me fizeram apostar nela na primeira vez que a vi, e a convidei para protagonizar a minha peça A AMANTE DA MINHA ESPOSA em 2008.
Talvez o público acostumado com o teatro de Julio Conte, tendo como referência as anteriores estranhe um pouco, mas isso é ótimo!!!

Um comentário:

  1. Caro colega de palcos e outras vidas fora do palco, sabe que gostei do teu comentário, bem carinhoso e preciso. Não é de estranhar vindo de uma pessoa como tu que sabe que nada de humano é de fato estranho. Pois é dessa matéria que somos feitos.
    Um abraço

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