domingo, 13 de fevereiro de 2011

Q os homens pensam, Q as mulheres pensam


Hoje é o último dia dessa peça de Pedro Delgado no PVA 2011. Nos dois primeiros dias tivemos casa cheia no Teatro Renascença. Felizmente isso não é novidade no histórico de 6 anos que ela está em cartaz.
Raramente atuo em peças de outros Diretores e Cias, minhas Tendas (Cias Artiurbana, Hariboll e Grupo Perseverança) me ocupam demais e tenho que zelar muito por elas e me dedicar full time. Já recebi (e recebo) convites para atuar, alguns até em espetáculos consagrados ultimamente em POA, sempre agradeço com carinho a lembrança, mas se não cuido do meu armazém, quem vai cuidar?
Mesmo assim, eventualmente atuo em outras Cias e estou ha 6 anos nessa comédia, O Pedro por sua cordialidade sempre jogou com as apresentações e viagens da peça para que eu pudesse ainda estar no elenco e não conflitar com os meus compromissos.
Pedro me foi apresentado pelo meu amigo Paulo Bocca e assistiu minhas primeiras peças espíritas e eu suas comédias, e para minha surpresa em 2005 ele me ligou convidando para entrar no elenco dessa peça.
De lá pra cá, sempre com uma trajetória com grande público, mudanças e adaptações do texto em uma peça que vai se renovando.
Admiro muito Pedro Delgado, um cara estudioso, batalhador, inteligente, sincero, honesto e extremamente talentoso.
Sou amigo do cara viu? Isso não anula minha teia de elogios que teci pra ele certo? kkk!
Ainda temos no elenco: Eder Santos (desde o início) e nas últimas temporadas Henri Iunes.
Q os homens Pensam, Q as mulheres Pensam, absolutamente sucesso! Tem gente que nasceu pra FAZER, outros nasceram para CRITICAR, e as vezes nem isso, preferindo zombar e debochar do trabalho alheio, fazer o quê? Nada contra mas, cada um no seu quadrado! kkk!

8 comentários:

  1. Fala Pretto, sempre leio o teu blog e as vezes penso que através da tua escrita tu te acha demais, humildade é sempre muito bem vinda!!! Comentários como: ..."as minhas peças", ou "minhas tendas", ou até mesmo ..."Já recebi (e recebo) convites para atuar, alguns até em espetáculos consagrados ultimamente em POA, sempre agradeço com carinho a lembrança, mas se não cuido do meu armazém, quem vai cuidar?" além de outros posts em que vc falava do crítico que foi assistir a sua pela, denota que vc se acha muito, e o trabalho que vc faz não é lá grande coisa, puxa trabalhar em teatro é muito sério, achar que só o seu trabalho, a sua cia ou o "seu" espetáculo é bom é demais. É só um toque!!!
    Abraços
    André Coitinho Porto Alegre

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  2. kkkk! Valeu pelo Post André! Valorizo muito o meu trabalho sim e os meus grupos, mas onde escrevi que só o meu grupo, meu trabalho é bom demais? kkk! Nem em transe, nem fumado, nem bêbado, ousaria fazer isso! Sei muito bem dos meus limites e quem me conhece sabe como eu sou. Lamento ter passado essa impressão negativa para vc.Como é meu blog, lógico que vou priorizar e promover o meu trabalho, mas como vc deve ter lido, falo de muitos outros que assisto e que admiro. E num blog, compartilho coisas que sao reais na minha existência, minhas opiniões, minhas angústias, minhas alegrias. Acha que não vou me defender dos críticos? Respeito, mas respondo sim, ora! kkk!
    Imagina vc, um dia uma pessoa ter que fechar seu armazém para ser gerente de um hipermercado? Outros artistas coseguem conciiar isso, eu não. Mas as vzs trabalho em outras!
    Trabalhar em teatro é seríssimo sim! E o tipo de arte que eu faço (mesmo não sendo grande coisa para vc e para muitas pessoas), posso te afimar que é muito, muito, muito sério!
    abraço André e obrigado pelo post crítico, porém educado!

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  3. Ai ai ai... ri muito!!!! Olha... maldita hora em que eu fui querer ser "Artista", só tem gente metida nesse meio! Olha... concordo com o "Quem nao sabe, fala, e quem sabe faz".

    Como diria Dercy Gonçalves, grande artista de teatro, essa sim, uma grande filha da puta, venceu os intelectuais(Como ela mesma chamava: "O câncer do Brasil")e conseguiu viver e arrastar multidões para suas peças e tornar-se oq é hoje e será sempre... bem, ela diria: "Meu teatro, vem quem quer, quem não quer vai pra puta que pariu.

    Agora uma coisa que aprendi na faculdade de publicidade, se o criador não gostar, amar, acreditar no seu produto... o cliente nao vai comprar. E acredito q é por isso q esse ano tu comemora 11 anos em cartaz com tuas peças (alias... não aguento mais esse "caminhos".. puts...)

    Siga-mos em frente, o povo quer entretenimento, o povo quer se divertir e se ocupar.. então, trabalhemos pro povo, pois esses pagam ingresso!

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  4. Pretto, você sabe que, em geral, os discursos seguem modas e tedências... Estamos vivendo uma fase histórica que temos liberdade para atuar e nos expressar da maneira que sentirmos vontade, ou melhor ainda, da maneira que nossas almas se conectam no universo... Somos privilegiados por estar vivendo nesse momento onde a arte flue de nossos seres como a água da nascente!... Uma única coisa me deixa doido nesse processo todo: algumas pessoas racionalizam demais o que não deve ser acionalizado. Não vejo nada demais em você dizer que o seu grupo é o seu "armazem"! Não vejo nada demais em você assumir os seus feitos já que todos nós que fazemos teatro, na grande maioria das vezes, precisamos comprar tudo, desde parte da mátéria prima de nosso trabalho até a locação dos espaços onde encenamos, sempre sem auxilio financeiro. Talvez você só esteja chamando a atenção para algo que deveria ser discutido e tratado por todos nós artístas, o desrespeito para com o fazer e o espírito da arte, ao inves de ficar criticando o comportamento individual de como se escreve um texto. Que me perdoem quem faz isso, mas vão aprender a brincar de boneca ao invés de gastar o tempo fazendo comentários que não acrescentam em nada no processo criativo de ninguém.
    Obrigado querido, por trabalhar comigo e por estar sempre disponível para os longos e cansativos ensaios de nossa comédia, que ainda que digam por aí que fizemos algo só para ganhar dinheiro, só nós sabemos o que nos move nesse processo...
    Abraço!
    Pedro Delgado

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  5. Pessoal, eu tb faço arte, teatro e estou na luta há muito tempo, e eu pontuar algumas questões que eu como "leitor" deste blog achei que teria este direito, é lógico que o espaço do blog é seu, mas vc certamente escreve para alguém, um destinatário, e eu sou um deles, certo. Mas pelos comentários por aqui, percebe-se que vcs estão sempre na defensiva, não aceitando um conselho, uma crítica, enfim, como o mesmo Pretto disse, eu não gostaria de criar polêmicas ou qualquer coisa parecida, pelo contrário, fiz um comentário respeitoso, alertando algumas questões que percebo desde que leio este blog, pensei que poderia ajudar, pois assisti a trabalhos como "Caminhos..." e outros e penso que as vezes o discurso não anda com a prática, só isso, e não disse que vcs trabalham somente por dinheiro, trabalham porque acreditam no trabalho de vcs, e para ele acontecer lógico que o 1º passo é vcs acreditarem, mas isso não basta, tem que por o trabalho na roda e consequentemente vendê-lo, alias todos precisam se sustentar, a minha única dica é, surpreendam-se e me surpreenda, faça eu como público ver que vcs estão há 11, 15, 80 anos trabalhando com teatro, mas que a cada ano me trazem coisas novas, experiencias novas, e não uma velha receita que já deu certo, por exemplo. Não interessa em arte o tempo que eu "faço" teatro, mas sim a possibilidade de crescimento pessoal e criativo do meu processo, e e´sobre isso que eu me refiro, certo. Então parem de ficar na defensiva, escutem os críticos, os amigos, ou até mesmo os leitores do blog, como eu, e permitam-se a uma mudança radical, daí vcs colheram muitos frutos: indicações a prêmios (como o mesmo Pretto reclamava num post anterior), espaços nos teatros municipais, verbas públicas, reconhecimento da critica, etc.. (mesmo eu achando que isso não significa muito, por exemplo prêmios concedidos, mas enfim). Mais uma vez peço desculpas se fui chato ou intrometido, mas como leitor creio que tenho esse direito, mas quero ver vc Pretto brilhando muito mais, vc pode e tem um enorme potencial.
    Abraços
    André Coitinho

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  6. André, reafirmo aqui que achei legal teu post e de jeito nenhum contestei o teu comentário, ou não o considerei.apenas quis esclarecer alguns pontos, que na minha opinião foram equivocados, principalmente no que dizia respeito ao meu caráter. Vc e muitos outros leitores tem direito de se manifestar, não acho chato, comentários sempre serão bem-vindos (mesmo porque não bloqueio, podem escrever que não tem censura prévia, mas apago se vierem ataques pessoais).
    Sempre promovi o meu trabalho e vc pode observar que nunca associei nenhum adjetivo a ele, o expus aqui, falei sobre ele e sua história, e quem julga mesmo são vocês: O público.
    Abraço!

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  7. Quem é Luis Carlos Pretto? Um cara que não teve nenhuma formação técnica em teatro, mas que tem paixão pela arte e resolveu expressar essa paixão da única maneira que sabia...trabalhando!!! É um cara que apostou em pessoas que mal sabiam o que era teatro, e que hoje têm sua carteira profissional de ator, e estão trabalhando com vários diretores "graduados". Suas peças não são grande coisa? Talvez não, mas estão muito longe de serem as piores que já ví por aí, inclusive de diretores mais "graduados".
    Pois é Lu..se até Jesus Cristo foi crucificado...pq um simples "teatreirozinho" como tu não seria?
    Ah! Só mais uma coisinha...esse sr André Coitinho (??), quem é mesmo????

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  8. Caros colegas, Pretto, André, Gisele e Edye, não sei se o que escreverei aqui pode ser levado em consideração, mas se vocês se sentirem tocados de alguma maneira, por favor vamos tentar pensar a respeito: Me parece que quando escrevemos algo e publicamos buscamos sim alguém que leia nossos escritos... Na história da literatura e da comunicação sempre foi assim... O problema me parece que está é na interpretação dos signos que estão por traz das palavras escritas. Eu poderia dizer que o colega André me chamou de intransigente ao escrever: "...percebe-se que vcs estão sempre na defensiva, não aceitando um conselho, uma crítica..." É claro que não vou pensar isso e nem acreditaria que ele estaria querendo dizer tal coisa, pois eu estaria interpretando uma frase e essa interpretação pode sim estar aquivocada. Só quero dizer aqui que eu não tenho certeza de nada e estou aberto a tudo e a todas as manifestações que me levem a pensar e repensar o "mundo". Eu gasto de não ter certeza e de acreditar nas possibilidades, principalmente na possibilidade da não existência de uma verda e sim de um ponto de vista que se constrói a partir de uma cultura e de um querer. Jamais criticarei um bandido por ter se tornado bandido, um homem por ter se tornado homem, um artísta por ter se tornado artísta e um ator por ter que representar o bandido, o homem e o artísta... Jamais me defenderei de uma crítica assim como jamais criticarei alguém, não pretendo limitar ninguém ao tentar fazer com enchergue o mundo através do meu olhar. Quero que me critiquem sempre; quero que auxiliem sempre na minha caminhada rumo não sei ainda ao quê. O que eu escrevi antes é que temos tantas coisas muitíssimas importantes para discutir sobre a arte, o ator, o teatro, a educação que se constroe através da arte, a estética, a poética, em fim, uma ifinidade de assuntos que nos faz caminhar para uma evolução, ou não, de nós mesmos enquanto elementos desse processo, que ficar discutindo se eu escrevo "me" "teu", "nosso"... São apenas pronomes possessivos! Caros amigos, que bom seria se estivessemos discutindo aqui, por exemplo, a elaberão de uma proposta que dispertasse o interesse da formação de platéia com pessoas acima de 70 anos, ou a estética da terceira idade na cena contemporânea... Penso que seria de mais proveito. Foi isso que quis dizer com o meu depoimento acima que infelizmente teve os signos mal interpretados.
    Att.
    Pedro Delgado

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