quarta-feira, 27 de abril de 2011

ETA CÃOFUSÃO BOA!



“É uma baita cãofusão! (ninguém me disse, eu vi!), É uma baita cãofusão! (ninguém me disse, eu vi!), É uma baita cãofusão! (ninguém me disse, eu vi!),

Antes da “bola” ser passada aos atores, essa musica gostosa já visitava meus ouvidos, preparava meu espírito e de todo o público presente para o que veríamos ao abrir das cortinas. (Simone, Álvaro e Marcelo, "picando a bolinha" com a canção).
Cortina aberta: “bola” lançada! Para alegria dos cãofusos (atores), da criançada, dos adultos e dos teatreiros!
O que vi dali em diante? As competentes individualidades fundindo-se em único ser: Um cachorro enorme que ocupou todo o espaço, de alta performance, atlético, arteiro, carinhoso, companheiro, correndo, enfrentando seus obstáculos e atingindo todos os objetivos almejados plenamente!
Um Hércules Canino que se ergueu no escaldante sol do verão gaúcho e enfrentou seu desafio, marcando e conquistando o seu território (o palco).
Para mim, não há como falar de a Cãofusão sem falar no todo. Se em alguns momentos os cães voam, é porque alguém lhes deu a base, Se a letra soa bem, é que alguém lhe deu a melodia. Se eles dançam, cantam, rolam é porque alguém lhes deu a direção. Se ele brilham, é porque alguém lhes deu a luz, se eles dançam no palco, é por que alguém lhes deu a criação e preparação.
Associar a apenas 10% do total dos envolvidos no projeto, o sucesso de a cãofusão é como falar apenas do técnico, do meio campista habilidoso e do centroavante goleador. Mas e o goleiro? Os zagueiros? Os laterais? Os volantes? Não aparecem tanto, as vezes nem tem a função de aparecer, mas toda a hora que chega o momento deles, sabem e muito bem mostrar a que vieram, e o motivo pelo qual foram convocados.
E assim o time vence, as energias de todas as pessoas do projeto movimentam esse cachorrão em cena: São seus músculos, sua energia, seu coração, seu espírito, sua direção. E no final, com uma corrida, ele nos derruba e nos dá uma lambida "daquelas", deixando público "rolando" de felicidade.
No final, a platéia joga diversos deliciosos biscoitos caninos em forma de aplausos, reconhecendo esse talentoso e dedicado heroi canino de pé!
Junto de Òpera Monstra, a Cãofusão é a peça infantil mais linda, mais bem feita que vi nesses últimos anos! Juntou corpo, alma e coração!
Imagino Marcelo Adams (O autor) vendo o seu herói, bem “treinado” e cuidado por Lucia Bendati e equipe. E me uno a ele no seu orgulho:

“É uma BAITA Cãofusão, “TODO MUNDO ME DISSE”, e “FELIZMENTE” eu vi!”

Em MAIO eles retornam no teatro Bruno Kiefer!

Ps. Novas datas, ficha técnica e maiores informações no blog: acaofusao.blogspot.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DOIS DE PAUS = DOIS DE OUROS!


O que poderia eu acrescentar de positivo ao que já falaram os críticos, os colegas, o público em geral da ótima montagem da CIA HALARDE DE TEATRO, DOIS DE PAUS dirigida por Paulo Guerra?
Hum..vejamos o que esse comentador que vos escreve pode dizer:
Depois das “desgraceiras” que eram os filmes FILÁDELFIA e BROKEBACK MOUNTAIN, que apesar de serem ótimos pareciam indicar que toda a relação homoafetiva só atraia coisa ruim, (por mais realistas que fossem), e longe dos ótimos filmes que proporcionavam divertimento, mas davam a entender que gay é palhaço, clown e que se requebra e ri 24 horas por dia. Tivemos: SERÁ QUE ELE É?, uma deliciosa comédia (entre outras) que saiu dessa linha, desse estereotipo.
Nossa Capital agora tem um espetáculo que homenageia e muito os homossexuais. (E o teatro, e o público como um todo).
Orgulho gay para mim é isso: Mostrar para a sociedade pessoas felizes casadas, namorando ou solteiras, que trabalham, crescem, estudam, prosperam e não devem nada para ninguém (ao contrário, a sociedade é que deve!). Estão lá representados no texto de Arthur Tadeu Curado: Nossos amigos, vizinhos, primos, irmãos,colegas vivendo suas vidas normalmente.
DOIS DE PAUS é terno, sincero, natural, suave e enérgico. Todos os elementos colocados na hora e na dose certa.
Todos os símbolos ali compreensíveis e harmônicos, os praticáveis quando mudados de lugar tinham um significado sim, assim como o abre e fecha de cortinas que não me pareceram nada gratuitos, os figurinos, a luz, assim como a trilha e repetições de frases gravadas.
Feliz por ver um teatro cheio, o querido Anilton, recuperado e trabalhando, Benevenga como um polvo, além de manter seus espetáculos, presente na cenografia deste (e de outros bons em cartaz), Paulo Guerra apostando neste trabalho, em atores novos (pelo menos para nós).
O personagem de Dionatan Rosa (Alex) é um doce, uma ternura, com uma empatia que faz com que o público o escolha como o mocinho da história (Apesar da pulada de cerca) e Guilherme Ferrêra (Júlio) o enérgico e visceral parceiro, ( não deixando de ser terno) e também facilmente identificável e compreendido.
O espetáculo merece os elogios, os aplausos e o público que vem tendo, parabéns a todos os envolvidos nesse projeto capitaneado por Guerra.
DOIS DE PAUS = DOIS DE OUROS

PS. Um dia ouvi dizer que eu era metido a crítico, engano! (entre muitos que se associam a minha pessoa) Sou apenas um índio, não acadêmico, porém com experiência, estudo, sensibilidade, prática, que respira, transpira, prestigia e ama a arte apesar de suas limitações. (Mas sempre, com sede de aprender e evoluir!).

sábado, 23 de abril de 2011

MOSKETEIRAS!!!



Estamos indo bem, obrigado! Encontros, estudos, preparação corporal, testes.
Nest post : Fotos dos primeiros ensaios. Previsão da pré estréia no segundo semestre e na sequência a temporada!
Segundo cartaz-teste, agora feito pela Mosketeira Gabi!
Do que trata a peça? Hum...O nome indica uma referência, mas nada é o que parece ser!
Vamos lá meninas! (e menino!)

E...Continuem vibrando ao nosso favor!!! kkkkk! Pois estamos conquistando cada vez mais coisas!!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Como assim???


Placa fixada na entrada de uma pousada no litoral Gaúcho, não resisti e cliquei!
Boa sexta-feira a todos!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

KIDS WITH GUNS/GORILLAZ


Depois do ocorrido no Rio e de um colega do meu filho ter sido flagrado com uma arma , lembrei dessa música do Gorillaz
KIDS WITH GUNS

Kids with guns
Taking over
But it won't be long
They're mesmerized
Skeletons
Kids with guns
Kids with guns
Easy does it, easy does it, they got something to say "no" to

Drinking out (is she real, is she)
Pacifier (is she real, is she)
Demon souls (is she real, is she)
Street desire (is she real, is she)
Didn't mean to (is she real, is she)
But it won't be long (is she real, is she)
Kids with guns
Kids with guns
Easy does it, easy does it, they got something to say "no" to

And they turn themselves into monsters
Turning themselves into fire
Turning themselves into monsters
It's all desire
It's all desire
It's all desire

Drinking out
Pacifier
Sinking soul
There you are
Doesn't make side to
But it won't be long
Cause kids with guns
Kids with guns
Easy does it, easy does it, they got something to say "no" to
And they turn themselves into monsters
Turning themselves into fire
Turning themselves into monsters
It's all desire
Is she, is she real, is she
Is she real, is she (it's real)
Is she, is she real, is she
Is she real, is she (it's real)

Crianças com armas

assumindo o controle
Mas isso não por muito tempo
Eles estão perplexos
Esqueletos
Crianças com armas
Crianças com armas
Isso é fácil, Isso é fácil, eles têm alguma coisa
para dizer "não"
Bebendo fora (ela é real, ela é)
Chupeta (ela é real, ela é)
Espírito maligno (ela é real, ela é)
Desejo de rua (ela é real, ela é)
eu não quis dizer isso (ela é real, ela é)
Mas não demora muito (ela é real, ela é)
Crianças com armas
Crianças com armas
Isso é fácil, Isso é fácil, eles têm alguma coisa
para dizer "não"
E eles viram monstros
Nos transformam em fogo
Nos transformando em monstros
É tudo o desejo
Bebendo fora
Chupeta
Alma afundando
Aí está você
Não faça companhia
Mas isso não demora muito
Porque as crianças com armas
crianças com armas
Isso é fácil, Isso é fácil, eles têm alguma coisa
para dizer "não"
E eles se tornam monstros por dentro
Nos transformam em fogo
Ns tornando monstros
É todo o desejo
ela é, ela é real, ela é
ela é real, ela é (é real)
ela é, ela é real, ela é
ela é, ela é real, ela é (é real)


http://www.vagalume.com.br/gorillaz/kids-with-guns-traducao.html#ixzz1KCE66oTd

terça-feira, 19 de abril de 2011

ANUÁRIO DAS ARTES CÊNICAS, O RETORNO!


Para minha felicidade comunico aos amigos leitores do meu blog que fui convidado a escrever um artigo em uma das edições do ANUÁRIO DAS ARTES CÊNICAS de PORTO ALEGRE. Feliz duplamente: Por saber que depois de uma boa pausa, os anuários vem retornando (parou em 2005 creio)e por essa oportunidade que agradeço ao pessoal da pesquisa que me indicou, graças a ESSE BLOG! Que não tem pretensão nenhuma de ser de crítica, mas de opinar, informar e divertir.
Em breve mais novidades sobre isso!
Gracias SMC e a vocês Leitores!!

O ÚLTIMO GURI


Na boa gente, tenho ficado doente com os noticiários. Claro que sempre a humanidade andou lado a lado com a estupidez, ignorância, intolerância, maldade, desastres naturais, desastres provocados.
Mas o acúmulo de tais coisas tem me feito mal, a ponto de eu repensar se quero me informar pelos telejornais mesmo, ando mais agora pela net. Aí seleciono o que eu quero me aprofundar e só olho por cima as manchetes das coisas tristes que andam por ai.
Lembrei da época que eu tinha minha banda, uns dez, quinze anos atrás que fiz a letra de uma música chamada O ÚLTIMO GURI, apocalíptica, pessimista, mas que apontava algumas soluções que acreditava (e ainda acredito). Lembro do violão do parceiro Guerra e cantando a letra quase sem respirar em uma entonação que lembra (de longe tá?) o Renato Russo em suas músicas mais deprês!

O ÚLTIMO GURI
(Evaldo Guerra (música)/Pretto-Letra)

Sombras impuras/mentes inseguras/má frequência/visitas inoportunas/assessoria ao descenso/pensamentos frios e tensos/somos responsáveis pelo que temos/ são nossos os nossos erros. É preciso humildade/boa vibração em intensidade/são drogas e vícios/assassínios e sumiços/é o fim para o início? È o fim para o início?/Flor de Narciso, a beira dos rios/ Mostra a beleza do que não se viu./Semanas inteiras/tristezas imensas/ não há para onde correr/as pessoas estão tensas/A única fuga é a mente?/Fugir leva a algo pior/ficar parado é não ter dó/ficar calado é pior/ Flor de Narciso, a beira dos rios/Morrem de tristeza do que já se viu.

domingo, 17 de abril de 2011

Clemente Viscaíno e tarde cultural




Foi mágica, encantadora a presença do ator CLEMENTE VISCAÍNO no nosso evento comemorativo dos 18 anos do GRUPO PERSEVERANÇA.
Durante duas horas tivemos uma aula de teatro Brasileiro, cinema, televisão e principalmente de vida.
O Evento produzido pelo Grupo e pela Soc. Espírita Caminho da luz, uniu alunos da oficina de teatro, seus pais, familiares, trabalhadores da casa e público em geral.
Mediado por mim, a conversa com Clemente transitou desde os primórdios da sua carreira (nos anos 60)até os dias atuais (Acaba de assinar contrato com a RECORD).
Foi um momento muito especial para todos, para os alunos: Dezenas de citações de livros, autores, diretores, peças, filmes. Para o público em geral: Contato com os bastidores da tv e principalmente de seu último trabalho, o filme espírita NOSSO LAR, um dos recordistas do cinema nacional de 2010.
Na sequência, em alguns posts vou transferir para cá algumas perguntas e respostas dessa entrevista.
Lamento pelos que foram convidados e que por N motivos não foram, perderam e muito! Eu continuo fazendo a minha parte: Produzindo e divulgando a informação e a arte, fazendo a minha parte!
Muito obrigado Clemente, de coração.
Meus, alunos, o público em geral agradece esses momentos de esclarecimento, carinho e contato com um dos mais experientes atores Brasileiros, cidadão Porto Alegrense!

Ps. Dia 30 "Ele" vem aí, o segundo convidado para essa série de bate papos! Quem será? Aguardem!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

ENTREVISTA COM CLEMENTE VISCAÍNO


Após a abertura sábado passado com a leitura dramática da minha peça FLORES PARA VOCÊ, as comemorações pelos 18 anos do GRUPO TEATRAL PERSEVERANÇA continuam!
Neste sábado 16/04 receberemos no Salão principal da Soc. Espírita Caminho da Luz, Av. Bento Gonçalves nº 1209 (Local das oficinas de teatro)A visita do ator CLEMENTE VISCAÍNO.
A partir das 17 hs ele estará lá para um bate papo com os meus alunos, falando sobre sua carreira, a realidade do artista no Brasil, as diferentes áreas de atuação (cinema, tv e teatro), é claro, comentará sua participação no filme espírita NOSSO LAR. (Um dos sucessos do cinema em 2010)
Serei o mediador desse encontro, que também oportunizará ao público fazer suas perguntas e aos meus alunos, juntamente com seus pais e familiares ter contato com outras pessoas que fazem a arte.
Feliz pelo Clemente ter aceitado nosso convite e dia 30 outro ator e produtor estará presente para esse mesmo bat papo (Divulgo o nome em breve!).
Durante o ano, vários artistas de todas as áreas estarão nesses eventos, nos trazendo sua experiência, seus pensamentos, suas obras.
Pequeno resumo dos trabalhos de CLEMENTE VISCAÍNO:
TV: participou de grandes produções da teledramaturgia Brasileira: Selva de Pedra, Rei do Gado,Mulheres de Areia, Força de um desejo, Caminho das ìndias.
CINEMA: O rei da noite, Carandiru,Memórias Póstumas de Brás Cubas
TEATRO: Mary Stuart, No processo da violência - Caso Herzog, o princípio e o fim!

ONDE: Soc. Espírita Caminho da Luz - Av. Bento Gonçalves, 1209
SÁBADO: 16/04 as 17 horas
ENTRADA: 1kg de alimento não perecível
Lugares limitados, chegue cedo!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cia Artiurbana- Repertório 10


2010- UMA VOVÓ NO ALÉM- Fiquei conhecido como o "Diretor das peças espíritas" apesar delas ocuparem apenas 30% do meu repertório. Nada contra, muito pelo contrário! Sou espírita e me associar com a Doutrina Kardecista, só me orgulha e faz minha responsabilidade aumentar.
UMA VOVÓ NO ALÉM- Foi meu retorno ao tema após 7 anos (a última montagem foi ENTREVISTA COM ESPÍRITOS de 2003) , mas como todas as outras com essa temática nunca saíram de cartaz, existe essa impressão que só faço peças espíritas.
Neste espetáculo minha inspiração foi a minha avó paterna , dona Judite, que sempre admirei pela alegria, vaidade,energia e doçura. Quando ela desencarnou no ano 2000, al ém da saudade é claro, ficou uma inspiração no ar. Imaginei como seria a chegada dela no "outro lado da vida" e assim no decorrer dos anos fui pesquisando, juntando idéias , amadurecendo o projeto , sem pressa, até porque as outras peças estavam indo muito bem, obrigado.
VOVÓ NO ALÉM tornou-se é uma peça pop, uma comédia leve e sensível, bem diferente das outras (Sempre primo pela diferença entre elas, apesar de abordar o mesmo tema).
Como trabalho com a juventude , ela também está representada na peça , que além da idéia central, da inspiração, me influenciaram bastante filmes como: Path Adams e A vida é bela. Ainda, cenas ótimas mas que ficaram de fora da peça CAMINHOS Q CRUZEI, foram adaptadas e entraram nessa montagem .
Minha peça caçula, com 90% de alunos meus das oficinas de teatro, um ano apenas em cartaz, mas já com muita história para contar.

PS. A peça hj está sob administração da minha outra cia de teatro a HARIBOLL, pois achei melhor separar as coisas . Essa Cia administra todos os espetáculos espíritas.

ELENCO :
Allex Manzônia, Andrey Pretto , Bruna Ruiz, Christine de Oliveira, Eduardo Camargo , Everton Rodrigues, Juliana Pretto , Lesiane Morahto, Matheus de Oliveira, Nathalie Gonçalves e Melissa Monteiro.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PRINCE - KISS (DIA DO BEIJO)


Certo...Hj é dia do beijo? Então tá! Vai um com a trilha do Prince (Devo ser um dos dez fãs fanáticos que ele deve ter no Brasil!kkkk!).
Biografia breve by wikypédia:
Prince Rogers Nelson (7 de junho de 1958, Minneapolis) é um multi-instrumentista, músico e dançarino. Sua música mescla diversos gêneros musicais como funk, R&B,soul, new wave, jazz, Rock psicodélico, pop e hip hop.
Prince tem a habilidade de juntar elementos de todos estes estilos musicais fazendo uso de sintetizadores e Bateria eletrônica desde o início de sua carreira no fim dos anos 70, tornando conhecido o som de Minneapolis, que influencia muitos artistas até hoje. Já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo.
Prince tem a reputação de ser um workaholic, seja trabalhando em suas músicas ou produzindo outros artistas até o ponto de deixar muito material inédito na gaveta. Considerado um perfeccionista, Prince tem a imagem de uma pessoa difícil de se trabalhar e por ser altamente protetor de sua música. Escreve, compõe e produz todas as suas músicas. Também toca todos os instrumentos em seus álbuns. Muitos críticos elogiam seu trabalho por sua versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar, fazendo de sua performance em palco algo extraordinário.


Kiss
Prince

U don't have 2 be beautiful
2 turn me on
I just need your body baby
From dusk till dawn
U don't need experience
2 turn me out
U just leave it all up 2 me
I'm gonna show u what it's all about

CHORUS:
U don't have 2 be rich
2 be my girl
U don't have 2 be cool
2 rule my world
Ain't no particular sign I'm more compatible with
I just want your extra time and your
Kiss

U got to not talk dirty, baby
If u wanna impress me
U can't be 2 flirty, mama
I know how 2 undress me (Yeah)
I want 2 be your fantasy
Maybe u could be mine
U just leave it all up to me
We could have a good time

Yes
I think I wanna dance
Gotta, Gotta
Little girl Wendy's parade
Gotta, gotta, gotta

Women not girls rule my world
I said they rule my world
Act your age, mama (Not your shoe size)
Not your shoe size
Maybe we could do the twirl
U don't have 2 watch Dynasty
2 have an attitude
U just leave it all up 2 me
My love will be your food
Yeah

domingo, 10 de abril de 2011

DAVID CAMARGO


"Eu te saúdo mestre!"- Era sempre assim que o folclórico e veterano ator David Camargo se dirigia a mim, sempre que me encontrava. Não que eu fosse um mestre, tampouco que ele assim me visse. Era o texto que ele me dizia na PAIXÃO DE CRISTO da Igreja DAS DORES. Sim, David era Judas e eu Jesus (cruzes!).
David e suas sacolinhas, seus jornais, seus "aperitivos" iam me visitar nas apresentações que eu fazia e durante muito tempo me rondou com uma peça cujo texto ele escreveu, ainda datilografada, queria que eu a montasse e o convidasse para ser o ator principal.
Toda a vez que a gente se encontrava ele me dizia: "E a nossa peça?" ou "Já te disse que escrevi uma peça?" E me dava mais uma cópia (Acho que me deu mais de dez!). Era uma peça espírita!
Sempre bati altos papos com ele, quando nos encontrávamos na Cia de arte, nos teatros e nas minhas peças (Ele ficava me esperando sair para conversar).
Um dos seus últimos trabalhos foi no longa A FORMATURA (Ainda em pós produção, cinema independente, com recursos próprios é difícil) do meu amigo PAULO BAYARD, que eu como produtor e diretor de elenco o convoquei.
David nos divertiu atuando ao lado da minha mãe, como um vovô taradinho! (Hilário!).
Querido David, respeito tua história, tua forma de fazer e ver a arte e por isso...Eu te saúdo!

David Camargo tornou-se conhecido como ator de teatro e cinema e trabalhou em cerca de 60 filmes recebeu, em 1998, um Kikito especial pelo conjunto da obra, no Festival de Cinema de Gramado.
Seu último trabalho foi a comédia Sonhei e Acordei.Importante figura da cena cultural gaúcha conhecido pela pluralidade de obras em que atuava,David Camargo apareceu pela primeira vez nas telas em 1961,desde então, atuou em muitos filmes, além de conquistar o prêmio de melhor ator na categoria super 8 no Festival de Cinema de Gramado de 2003.
David acompanhou as diferentes gerações de cineastas porto-alegrenses.
Entre o final dos anos 70 e início dos 80, quando o cinema gaúcho vivia um período de estagnação,ele protagonizou alguns filmes, principalmente os dirigidos por Antônio Carlos Textor, e aparece em um dos raros longas-metragens produzidos no Estado nesse período, "Domingo de Grenal", de 1979.
Com a chegada da nova geração do cinema, David Camargo passa a alternar papéis nos filmes de Textor, "Urbano", 1983, "Grafite", 1984,de Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase, como o longa-metragem "Verdes Anos", 1983. A partir da década de 90, David diversificava ainda mais sua gama de atuação e protagonizava vídeos produzidos na cidade.
No final dos anos 90, o ator aparece nos filmes da mais nova geração de cineastas de Porto Alegre desenvolvendo um estilo marcado por personagens marginais, excluídos do convívio social, arquétipo que cristalizou-se na famosa apresentação do monólogo em um ato, "Consciência Parda", no qual David contracenava com uma caveira.

DICIONÁRIO DE TEATRO


Mesmo com o pouco tempo que tenho nas aulas semanais com meus alunos, trabalhando com eles em exercícios, oficinas e apresentações oriundas delas, procuro passar também a teoria ou ao menos citar obras, recomendar leituras, filmes, peças para complementar e enriquecer a passagem deles pelas oficinas de teatro.
Vasculho sempre minha estante em busca de algo, e o que eu uso constantemente é o DICIONÁRIO DE TEATRO de Luiz Paulo Vasconcellos , existem outros é claro, mas esse especificamente é de alguém ligado a Cidade, ao Estado e extremamente atuante.
O Dicionário está na sexta edição, pela L&PM pocket, para minha felicidade alguns já adquiriram. Para mim , dar oficinas de teatro não é fazer como aquele professor de educação física que faz o que os alunos querem: Jogam a bola de futebol ou a de volêi e deixam eles lá correndo e se divertindo .
Assistimos filmes, vamos ao teatro, no caso agora dos 18 anos do grupo, vamos receber outros atores, diretores (Música ,comédia,cinema)em nosso espaço.
Há espaço sempre pra teoria, para as recomendações, e quando temos pouco tempo para executá -los (como no meu caso), um resumo, uma citação, uma fonte ,sempre é fornecido para construir também o ator por dentro.
Ou como é o caso, nem todos vão seguir o teatro, mas a informação e o conhecimento é uma riqueza que nem uma outra profissão, outro Pais, outra realizade tira do jovem aprendiz.

PS. Renato Russo uma vez escreveu um cartão postal para o Jovem Rapper Gabriel, o Pensador, nele estava escrito assim no final: Gabriel, estudo e informação é SOBREVIVÊNCIA!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FLORES PARA VOCÊ


Neste sábado (09/04) as 17hs, vai iniciar as comemorações de 18 anos do GRUPO TEATRAL PERSEVERANÇA. Grupo de Teatro que mantenho com oficinas gratuitas que resultam em apresentações filantrópicas.
Apesar de não ser o objetivo do trabalho, dezenas de alunos saíram dali fascinados com a arte e buscaram seu aprimoramento, alguns trabalham em Cias de Teatro, em cursos de formação, outros foram para o DAD.
A Turma 01/2011 para meu espanto e alegria é de 30 alunos! E contando com TODOS ELES vou fazer essa "loucura" de promover a leitura do meu romance FLORES PARA VOCÊ.
Texto esse que seria a primeira peça da Cia Artiurbana, mas ela foi "derrubada" por uma "tal" peça chamada CAMINHOS QUE CRUZEI, AMIGOS QUE ENCONTREI.
Ela teve um curta temporada (teste) em 1999, tentei voltar com ela várias vezes, mas achei mais interessante as coisas que eu estava fazendo no presente do que retomá- la. Vai ser um bom exercício para os alunos e para mim (já está sendo) voltar ao seu universo.
PS. A única peça que a trilha foi composta, gravada e executada por mim em estúdio, com a parceria de Evaldo Guerra.
PS 2 .Em comemoração a este ano especial, já estão programados diversos eventos, oficinas e palestras de outros colegas artistas, em breve divulgarei aqui!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

AUGUSTO BÍGLIA - Drácula!


Somente há poucos dias soube do falecimento do ator Gaúcho AUGUSTO BÍGLIA, o eterno Drácula de Viamão.Folclórico, apaixonado pela sua forma de ver e fazer arte. O conheci em uma indiada teatral (Não teria lugar melhor pra conhecer essa figura), uma montagem amadora da Paixão de Cristo na Igreja das Dores, no ano de 1996.
Atores em início de carreira (Meu antagonista era nada mais nada menos que o jovem Marcelo Adams! kkkk) e veteranos como Bíglia: José Azambuja, David Camargo, Estela Sassem e membros da comunidade da igreja.
O objetivo, era honesto e sincero, gente ali a fim de fazer, apesar do amadorismo e falta de estrutura, foi dado o recado que se queria (e se podia)dar nas duas noites de apresentações no salão paroquial lotado!
Eu interpretava Jesus (Cruzes!) com uma peruca medonha me imposta pelo Diretor e na cena primeira (Tentação do Deserto) eu encarava o Diabo e o Diabo era o Drácula , era AUGUSTO BÍGLIA. Com o mesmo figurino,maquiagem,adereço que fizeram sua dentidade de vampiro. Lembro como eu ria o tempo todo e me divertia!
Lembro da cena, de ter vontade de rir daquele vampiro e quando ouvia minha pequena filha Juliana falar da platéia: "Mãe, olha o Papai de Peruca!".
Fomos a TVE no programa Radar fazer uma cena da peça , eu e o Bíglia e lembro que arrancávamos risadas dos técnicos e demais pessoas presentes . Eu com minha ridícula peruca , o mais canastrão possível e o vampiro me atazanando.
Eu me divertia e os únicos que levavam muito a sério aquilo era o Diretor Jose Azambuja, por ser católico e o Bíglia por amar seu personagem.
Tomando um cafezinho com Bíglia, eu compartilhei com ele que achava muita graça do seu Drácula e que ele devia fazer comédia . Tomei um esporro dele! Ele levava muito a sério o personagem e disse que não via graça nenhuma e que odiava comédia.
Me calei, respeitei e não toquei mais no assunto.
Passados 11 anos, entrei em contato com David Camargo (Em breve falo sobre ele aqui) pois estava montando LA HERANZA e esquecendo o esporro, queria convidar Bíglia e o seu vampiro para fazer uma participação especial no meu besteirol.
Para minha surpresa, o querido aceitou , entendeu a proposta e ensaiou conosco .
Ele nos matou de tanto rir e dessa vez parecia não levar mais tão a sério seu Drácula.
Divulguei na imprensa sua presença, iria pagar um cachê fixo para ele. Mas na semana da estréia ele sumiu, David me disse que ele estava adoentado , conversamos algumas vezes por telefone ainda, mas depois, o contato se perdeu.
Querido Bíglia, fica aqui minha homenagem e o meu respeito pela tua arte e a tua história:
Augusto Biglia, mais conhecido como o Drácula de Viamão, nasceu em Porto Alegre em 28 de agosto de 1923, mas viveu em Viamão por mais de quatro décadas. Foi pioneiro e apaixonado pela arte de interpretar. Precursor do teatro em Viamão e grande defensor da cultura. Ator, produtor, poeta e roteirista do cinema e teatro.
→ Autodidata por natureza, durante grande parte da sua vida também estudou e ministrou muitos cursos de teatro. Ator com longa trajetória no teatro viajou pelo país inteiro trabalhando com atores como Walmor Chagas e Eva Todor.
→ Drácula, personagem que encenou por mais de 30 anos, era o mais conhecido e preferido pelo ator. Biglia gostava de fazer adaptações do personagem utilizando o lado poético e romântico. A maneira de representar o famoso vampiro seguia sempre um formato criativo e de baixo custo.
→ Em Viamão, lutou muito para a criação de um teatro na Casa da Cidadania, que hoje não existe mais. Na década de 60 montou e manteve por vários anos um pequeno cinema na Vila Elza. Em 1973, produziu o primeiro filme do município – Bandoleiro – que hoje faz parte do acervo do Museu José Hipólito da Costa.
→ Em 2003, recebeu o Título de Cidadão Viamonense.
→ Em 2005, produziu e atuou ao lado de David Canabarro no filme Drácula e a Alma de Guapa, que mostra o inusitado encontro do Conde Drácula com gaudérios de bombacha. O longa, gravado VHS, fez parte da Mostra Raros na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro.
→ Biglia faleceu em 5 de abril de 2009, aos 85 anos, vítima de infecção generalizada. Deixou uma filha, três netos e um bisneto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cia Artiurbana- Repertório 9


2008- WOODY NO DIVÃ - Imagine Woody Allen relatando suas histórias , neuroses para o seu psiquiatra? Foi com essa idéia em mente que entramos pela segunda vez no universo do Autor e Diretor Americano. O espetáculo iniciava no consultório que ficava no saguão de entrada do Teatro Zé Rodrigues ( no Bourbon Shopping Assis Brasil)Lá o personagem Sam falava com Dr. Groucho Marx e depois o público entrava no teatro, ou seja, na mente e nas lembranças do personagem.
No palco, uma sucessão de desencontros afetivos, sexuais , existênciais, encenados por outros 4 atores, ou seja, a memória de Sam dramatizada.
Todos os personagens utilizavam o mesmo figurino do protagonista, a cenografia foi criada e executada por Allex Manzônia: Cadeiras, mesas , bancos, adereços cênicos, O boneco psiquiatra da entrada e a enorme camisa que representava Woody.
A trilha feita por Edye cheia de efeitos e cortes dava o clima da neurose do personagem e dos personagens que estavam dentro dele.
Uma das peças que mais fiquei feliz de ter feito, até porque, como atuava só no final, pude dar mais atenção e visualizar melhor o trabalho.
Não tive o público do outro espetáculo inspirado em Woody que fiz, ficou abaixo do que esperávamos, foi uma temporada de espectadores regular.
Mas, no final, gostamos da experiência de voltar ao universo, foi rica e proveitosa em todos os sentidos. Ficou aquele gostinho de quero mais e de insatisfação pela recepção morna que teve esse espetáculo em sua temporada no Shopping.
Até hoje ainda discutimos onde erramos (e se erramos) para um espetáculo tão bem feitinho, bem cuidado técnicamente, não ter despertado maior interesse.
No fim, pagamos as contas, fizemos apenas uma temporada, ainda não voltamos com ele, quem sabe aconteça, e se não, fica a experiência, fica a história, fica o registro de mais um feito da nossa Cia Artiurbana.
E também, depois de um tempo eu cheguei a uma conclusão: Quem disse que toda a peça tem que ter anos e anos de carreira? Ela ter cumprido apenas uma, duas temporadas é fracasso? Não! Claro que como artistas e criadores queremos longa vida as nossas obras, mas, algumas tem sua vida curta e não menos interessante.
Elenco: Carolina Caon, Ita Ramires, Lesiane Morahto e Edye
Cenografia: Allex Manzônia
Op e Criação de luz: Vilmar Silva
Arte Gráfica e trilha: Edye
Texto e Direção: Luis Carlos Pretto

terça-feira, 5 de abril de 2011

DESCRIÇÃO DE UMA IMAGEM/PRÊMIO C.CARVALHO


Dia 25 de março, a Cia ARTIURBANA esteve no Inst.Goethe, representada por mim, pela Atriz Gisele Faerman e pelos meus produtores (Que investiram na inscrição e formatação do projeto da peça "VAMOS?" para concorrer ao Prêmio Carlos Carvalho/Auxílio Montagem).
Mais um evento bem bacana organizado pela SMC. Concorremos com grupos reconhecidamente aptos e que fariam um bom trabalho com o prêmio de incentivo oferecido . (Orçamento apertado é conosco mesmo, artistas gaúchos!).
O projeto vencedor foi "CARA A TAPA" de Tarcísio Puiati, pela VAI!CIA DE TEATRO. Ainda naquela noite, além de confraternizar,encontrar colegas, ganhamos um livro autografado,teve um espumantezinho, um coquetel e para finalizar assistir: DESCRIÇÃO DE UMA IMAGEM de Heiner Muller, pelo GRUPO BARRAQUATRO,Vencedor do II concurso para novos Diretores (Júlia Rodrigues).
O espaço que tenho aqui seria insuficiente para Descrever a beleza técnica/sonora/plástica/estética/visual/corporal desse espetáculo, que com um recurso financeiro baixo foi muito bem feito e aproveitado. (Orçamentos apertados é conosco mesmo, artistas gaúchos part II).
Espetáculos como esse e 5 TEMPOS PARA A MORTE, deviam ter bastante espaço, serem mostrados, divulgados , para que o público tenha contato com essa linguagem teatral proposta. Diferente , estranha, para os não acostumados, rica em referências, em trabalho e pesquisa.
Que as novas propostas e formação de platéia sejam contemplados sempre! Please!!
Como um batismo, na cena final onde os atores saem para a rua, uma chuva torrencial os esperava!
Valeu ! Que noite! Gracias SMC, GOETHE E GRUPO BARRAQUATRO.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CONTOS MACHADIANOS



Julio Lhenardi e o Grupo Artes e Letras tem o seu "Bruxo": MACHADO DE ASSIS. Com um trabalho basicamente direcionado a escolas, a Cia trabalha há um bom tempo levando a arte onde o "povo" está. Que povo é esse ? Estudantes, os futuros formadores de opinião e platéia.
Vendo meu amigo ali na Bruno Kiefer, indo contra as "tendências do mercado" juntamente com jovens e competentes atores, não tem como não aplaudi- lo!
Alguns anos atrás participei da montagem de: O ALIENISTA, e fiz apresentações com eles em escolas, salões , muitos sem estrutura e as vezes parecendo que estávamos jogando na Argentina com a camisa da seleção Brasileira , ou seja , os alunos ainda não acostumados com o teatro , ou "obrigados" pela escola não colaboravam nenhum pouco.
Mas no final, sempre aberto a perguntas, eles mostravam que a maioria estava interessada na arte e no que se passou ali .
CONTOS MACHADIANOS- É composto por três curtas histórias: Capítulo dos Chapéus ,Pai contra mãe , o caso da vara.
Tudo encenado de forma simples e eficaz.
Atores novos exercitando a linguagem da época: "Cousas" "Depous", ilustrando os contos e aprendendo também.
Para o público, fica a oportunidade de entrar em contato com o universo de Machado de Assis.
Fica esse registro e convite aos leitores do blog para que vão assistir, levem seus filhos, amigos, para presenciar um resgate da literatura Brasileira e história, acima de tudo.
Julio podia continuar em seu trabalho contínuo nas escolas, mas resolveu encarar a grade de programação cultural desse mês, apostando no que gosta de fazer. Por isso merece e sempre vai merecer meu respeito e aplauso.

PS. Hoje completa uma semana da ausência física do Jornalista e colega Hélio Barcellos Jr. E uma das coisas que eu me afinizava com ele era essa: Divulgar, dar espaço para as produções, informar e isso faço aqui, com muito gosto!

domingo, 3 de abril de 2011

Cia Artiurbana- Repertório 8


2008-A AMANTE DA MINHA ESPOSA- Ninguém estuda Woody Allen e sai ileso, ninguém que pesquisa,procura referências,lê, trabalha mesmo, sai sem se "contaminar".
Todas as minhas peças contém "N" referências e inspirações, nesse caldeirão, algumas, mas poucas coisas pessoais foram levadas ao palco.
Mas essa peça eu posso dizer que é autoral,quase autobiográfica,pois retrata acontecimentos, fatos reais , com a devida liberdade poética é claro.
Essa comédia narrou um (?) caso de adultério, sem julgar ninguém, apenas expôs o universo de pessoas e seus sentimentos (ou hormônios!).
Minha vida, minhas experiências e outras reais que presenciei estão misturadas nesse caldeirão cômico que para a nossa felicidade teve boa aceitação.
E assim como os escritores dos filmes de Woody Allen, que escrevem suas experiências e depois tem problemas com seus "inspiradores", também os tive com algumas pessoas que se viram ali em cena.
Não adiantou falar da "liberdade poética",nem pedir para as pessoas analisarem a arte e não o fato pessoal. Outras apesar de não terem gostado de algumas coisas , entenderam, gostaram e aprovaram o que se desenvolveu no palco.
Chamei para essa peça a iniciante atriz Vanessa Cassali (Que hj está na nova montagem de Júlio Conte)cuja energia vi ao assistir O CLUBE DO RISO de Zé Rodrigues.
Para completar o triângulo, minha "Meryl Streep" Gisele Faerman.
Foram três temporadas com dias alternativos (quintas e sextas) no Bourbon Assis Brasil e com uma média boa de público , participando tbm de uma edição do PORTO VERÃO ALEGRE.
No caso desse espetáculo, se eu não tivesse vivido, se eu não tivesse experiência de vida, eu não o teria escrito.
Estudo e pesquisa mais centrada na estética, na linguagem , para que pudéssemos apresentá-lo de uma forma dinâmica e diferente das comédias anteriores.
FICHA TÉCNICA:
Elenco: Gisele Faerman, Luis Carlos Pretto e Vanessa Cassali
Op e Criação de luz: Vilmar Silva
Op. Som: Elis Dutra/Fernando Rodrigues
Cenografia e figurinos: Alex Manzônia /Cia Artiurbana
Arte Gráfica: Edye

sábado, 2 de abril de 2011

TEATRO RUIM? COMO ASSIM?


Na sessão da classe disseram: "Tem muita coisa ruim em Porto Alegre". Me pergunto como assim? Que coisa ruim é essa? Até porque a artista que citou isso raramente sai da sua "aldeia", dificilmente transita em peças que não são montadas por seus "afins", então...Ou o estudo e prêmios lhe deram clarividência, ou compra opiniões alheias, ou as coisas "ruins" são de fato dos seus colegas mais próximos.
Muitos tem "cacife" para opinar, pois são pessoas de estudo, de pesquisa, de trabalho e não ganharam prêmios, títulos, pelo sorriso, pelo marketing.
Mas, se eu sei (e sei) que não assistem nada, como crer na sua opinião?
Todos tem direito de opinar, mas o direito de FATO eu só credito a aqueles colegas que vejo que estão sempre assistindo algo.
Em um dos meus posts, um leitor disse que minhas peças não eram "grandes coisas", respeito a opinião dele, mas respeitaria mais ainda se ele tivesse assistido a todas as minhas 11 montagens com a Cia Artiurbana.
Aí quem sabe, eu poderia ser promovido (ou não)no comentário:
"A maioria das tuas peças não são grandes coisas"
"As duas peças tuas que vi, não são grandes coisas"
Eu assisto algumas que não gosto, vejo coisas equivocadas em peças que gosto, mas como não tenho intenção de ser crítico não escrevo aqui e muitas vezes nem externo para outros, por respeito aos colegas de cena.
Mas se os envolvidos na montagem me pedem opinião, o faço sem pestanejar.
Existe teatro ruim? Sim! Existe! (Pode ser o meu, o do fulano, do beltrano)Mas veja primeiro e comente (ou não)depois!
Generalizar, não ter conhecimento total do que se diz, acho perigoso. Não posso dizer que na favela tudo é bandido, não posso dizer que no time que caiu pra segundona tudo é perna de pau.
E achar que o PÚBLICO DE PORTO ALEGRE é ingênuo, é subestimar sua inteligência, pois quem de FATO tem esse direito é o público, pois ele ASSISTE e é cruel quando quer!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Crítica da Estréia - Woody



Contando as histórias dos posts CIA ARTIURBANA - REPERTÓRIO -Encontrei a crítica da estréia da peça Woody e as Mulheres neuróticas e compartilho com vcs leitores do meu blog.

Crítica do Site:
www.artistasgauchos.com.br


Teatro
Play it again, Pretto!

Isabel Bonorino

Depois de Deus ou Nada, leitura da peça Deus, de Woody Allen, pelo Instituto de Artes da UFRGS, foi a vez da Cia Artiurbana fazer a releitura de outra obra do diretor americano.

Apesar do título escancarado que recebeu, Woody e as mulheres neuróticas, a adaptação da peça Play it again, Sam* –`Sonhos de um sedutor`, não poderia ter sido, literalmente, mais feliz, considerando-se que o público já pode ter referências da mesma, devido ao filme e livro de mesmo nome, e compará-la ao original, ou não.

O texto escolhido pelo diretor Luis Carlos Pretto foi ensaiado por dois meses e teve estréia na Sociedade Hebraica na segunda semana do Porto Verão Alegre de 2008. `Play it again, Sam`, poderia dar nome à leitura gaúcha do texto do genial WA, pois a trilha do clássico Casablanca "As time goes by", também utilizada no filme de mesmo nome, dirigido por Herbert Ross, marca a história das personagens.

A principal é Allan Felix, crítico de cinema, que após o divórcio vive às voltas com mulheres do universo `alleniano`, neuróticas e confusas. Allan conta com o apoio do casal Dick e Linda para retomar sua vida amorosa e se depara com ninfomaníacas, religiosas, alcoólatras e feministas.

Assim começa a montagem de Pretto, que não seguiu à risca o roteiro, incluindo não apenas os perfis femininos existentes no texto original, tendo influência de outros filmes do mesmo diretor de Annie Haal (Noivo Neurótico Noiva Nervosa – Oscar de melhor roteiro e diretor em 1978). Além disso, o fator local, a substituição e colocação de temas do nosso cotidiano no lugar do cenário americano, levou o público às gargalhadas como, por exemplo, na referência ao filme Tropa de Elite e também em referências que fez à locais de Porto Alegre, como a ponte do Guaíba e Alvorada, entre tantas outras.
Igualmente como Allen, Pretto escreveu e atuou na peça, e a direção seguiu um caminho próprio, explorando a veia cômica das outras personagens. Se no filme, Humphfrey Bogart aparece em momentos cruciais para aconselhar Allan, na peça de Pretto também; porém, é um Bogart diferente do que encarnou em Casablanca e em Play it again, Sam. Essa talvez tenha sido a sacada de Pretto, o debochado Bogart, papel de Rafael Régoli, roubou a cena cada vez que aparecia para dar os conselhos mais estapafúrdios, como quando conta ao tímido Allan seu segredo com as mulheres: `Não tem segredo, garoto. Mulheres são tolas, mas nunca encontrei uma que não entendesse um tapa na cara ou uma coronhada de uma quarenta e cinco`.
Se a simplicidade do cenário, a sala de Allan com alguns filmes e livros espalhados pelo palco, não chegou a comprometer, a produção pecou em não investir na simples troca de figurino, que enriqueceria o espetáculo. Também Linda, namorada de Dick, papel relevante no roteiro original, pareceu ter uma leitura e interpretação equivocada em sua versão gaúcha, perdendo a importância na trama.
No entanto, a peça seguiu no mesmo ritmo do começo ao fim, o que garantiu ao público que foi conferir na Hebraica uma hora de bom entretenimento. Aliás, teria sido acaso a escolha do local? Afinal, Allen é judeu e seus personagens muitas vezes também são. De qualquer forma, vale a pena conferir. Mas agora só no inverno. Play it again, Pretto!

* Play it again, Sam estreou em 12 fevereiro de 1969, no Teatro Broadhurst, em Nova York.

22/01/2008