segunda-feira, 25 de abril de 2011

DOIS DE PAUS = DOIS DE OUROS!


O que poderia eu acrescentar de positivo ao que já falaram os críticos, os colegas, o público em geral da ótima montagem da CIA HALARDE DE TEATRO, DOIS DE PAUS dirigida por Paulo Guerra?
Hum..vejamos o que esse comentador que vos escreve pode dizer:
Depois das “desgraceiras” que eram os filmes FILÁDELFIA e BROKEBACK MOUNTAIN, que apesar de serem ótimos pareciam indicar que toda a relação homoafetiva só atraia coisa ruim, (por mais realistas que fossem), e longe dos ótimos filmes que proporcionavam divertimento, mas davam a entender que gay é palhaço, clown e que se requebra e ri 24 horas por dia. Tivemos: SERÁ QUE ELE É?, uma deliciosa comédia (entre outras) que saiu dessa linha, desse estereotipo.
Nossa Capital agora tem um espetáculo que homenageia e muito os homossexuais. (E o teatro, e o público como um todo).
Orgulho gay para mim é isso: Mostrar para a sociedade pessoas felizes casadas, namorando ou solteiras, que trabalham, crescem, estudam, prosperam e não devem nada para ninguém (ao contrário, a sociedade é que deve!). Estão lá representados no texto de Arthur Tadeu Curado: Nossos amigos, vizinhos, primos, irmãos,colegas vivendo suas vidas normalmente.
DOIS DE PAUS é terno, sincero, natural, suave e enérgico. Todos os elementos colocados na hora e na dose certa.
Todos os símbolos ali compreensíveis e harmônicos, os praticáveis quando mudados de lugar tinham um significado sim, assim como o abre e fecha de cortinas que não me pareceram nada gratuitos, os figurinos, a luz, assim como a trilha e repetições de frases gravadas.
Feliz por ver um teatro cheio, o querido Anilton, recuperado e trabalhando, Benevenga como um polvo, além de manter seus espetáculos, presente na cenografia deste (e de outros bons em cartaz), Paulo Guerra apostando neste trabalho, em atores novos (pelo menos para nós).
O personagem de Dionatan Rosa (Alex) é um doce, uma ternura, com uma empatia que faz com que o público o escolha como o mocinho da história (Apesar da pulada de cerca) e Guilherme Ferrêra (Júlio) o enérgico e visceral parceiro, ( não deixando de ser terno) e também facilmente identificável e compreendido.
O espetáculo merece os elogios, os aplausos e o público que vem tendo, parabéns a todos os envolvidos nesse projeto capitaneado por Guerra.
DOIS DE PAUS = DOIS DE OUROS

PS. Um dia ouvi dizer que eu era metido a crítico, engano! (entre muitos que se associam a minha pessoa) Sou apenas um índio, não acadêmico, porém com experiência, estudo, sensibilidade, prática, que respira, transpira, prestigia e ama a arte apesar de suas limitações. (Mas sempre, com sede de aprender e evoluir!).

4 comentários:

  1. Pretto!
    Muito obrigado pelo teu comentário. Realmente foi uma das peças de maior trabalho e responsabilidade que já montei e estou satisfeito com o resultado.
    Nossa aldeia está precisando de mais índios como tu!
    abraços
    Paulo Guerra

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  2. Oi,

    na mesma linha de sensibilidade, recomendamos o filme Patrik 1.5.

    Acho que o pessoal que te lê iria gostar!

    Abraços!

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  3. Gracias pelas palavras Paulo, que mais pessoas possam tomar conhecimento e prestigiar esse belo trabalho. E amigos "teatro" valeu pela indicação, vou procurar assistir!
    L.C.Pretto

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  4. Oh, não me dei conta de assinar, hehehe: o "teatro" que escreveu fui eu, Desirée, do Grupo Neelic. Sorry. Abraço!

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