terça-feira, 19 de abril de 2011

O ÚLTIMO GURI


Na boa gente, tenho ficado doente com os noticiários. Claro que sempre a humanidade andou lado a lado com a estupidez, ignorância, intolerância, maldade, desastres naturais, desastres provocados.
Mas o acúmulo de tais coisas tem me feito mal, a ponto de eu repensar se quero me informar pelos telejornais mesmo, ando mais agora pela net. Aí seleciono o que eu quero me aprofundar e só olho por cima as manchetes das coisas tristes que andam por ai.
Lembrei da época que eu tinha minha banda, uns dez, quinze anos atrás que fiz a letra de uma música chamada O ÚLTIMO GURI, apocalíptica, pessimista, mas que apontava algumas soluções que acreditava (e ainda acredito). Lembro do violão do parceiro Guerra e cantando a letra quase sem respirar em uma entonação que lembra (de longe tá?) o Renato Russo em suas músicas mais deprês!

O ÚLTIMO GURI
(Evaldo Guerra (música)/Pretto-Letra)

Sombras impuras/mentes inseguras/má frequência/visitas inoportunas/assessoria ao descenso/pensamentos frios e tensos/somos responsáveis pelo que temos/ são nossos os nossos erros. É preciso humildade/boa vibração em intensidade/são drogas e vícios/assassínios e sumiços/é o fim para o início? È o fim para o início?/Flor de Narciso, a beira dos rios/ Mostra a beleza do que não se viu./Semanas inteiras/tristezas imensas/ não há para onde correr/as pessoas estão tensas/A única fuga é a mente?/Fugir leva a algo pior/ficar parado é não ter dó/ficar calado é pior/ Flor de Narciso, a beira dos rios/Morrem de tristeza do que já se viu.

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