sábado, 27 de agosto de 2011

As Mães de Chico Xavier


Só depois de muito tempo, assisti esse filme que tem como fundo o grande trabalho do médium Chico Xavier e no plano de frente as histórias de mães que perderam seus filhos e de um jovem jornalista encarregado pelo chefe, também visitado pela dor da perda, a cobrir o "caso".
Artisticamente falando o filme vale pela presença novamente do ator Nelson Xavier, no mais...O mesmo (Não que o mesmo seja ruim!).
Na minha opinião, os melhores filmes espíritas realizados foram de diretores e iniciativa de produtoras não espíritas.
Cito CHICO XAVIER, o filme e outros não espíritas mas com temáticas muito próximas: GHOST, MORRENDO E APRENDENDO, entre outros, cuja a abordagem da existência do espírito após a morte é narrada de uma forma plena e com resultados muito bons!
Os últimos filmes espíritas lançados no mercado tem uma característica que aborrece a mim como artista e espectador (não o espírita) : São lentos demais, arrastados, quase zero de conflito, não há antagonistas e momentos de tensão e se há são "aliviados" não sustentando a dramaturgia.
Espíritas que estão acostumados como eu a ler livros onde os detalhes, os conflitos, a história nos levam a uma cumplicidade perfeita, não raro nos levando as lágrimas, devem entender do que falo.
Sinto nos filmes atuais como se estivesse indo a uma palestra com tudo bem feitinho, correto, cheio de boas intenções e no final, merecem o aplauso e o reconhecimento pelo trabalho. Mas e ai?
Onde está aquela energia dos livros que não nos deixa sossegar enquanto não terminamos? Onde está o roteiro, e o Diretor com o ritmo para nos transportar para a tela?
Esse filme, Mães de Chico Xavier é assim! Um bom filme para assistir tomando um chá, assim como o do Bezerra de Menezes e até mesmo NOSSO LAR, que trouxe uma grande evolução de técnica, efeitos,divulgação dos livros de André Luiz (Mais biscoitos, por favor!).
Eu queria mais que um retrato correto da doutrina espírita, eu queria um filme que me envolvesse, que fizesse aquilo que a sétima arte nasceu para fazer.
Procuro fazer isso nas minhas peças espíritas, retratá-las como arte, teatro, com seus conflitos, sem suavizar, com sua dramaturgia sem parecer uma palestra doutrinária. Sempre procurando me vigiar como artista, ouvir atentamente o que falam sobre meu trabalho, sabendo bem separar as coisas.
Fico feliz com a realização das obras citadas e outras que estão vindo e gostaria que aliado a boa vontade, ao respeito, ao estudo das obras de Allan Kardek, viesse a sintonia com a arte e dramaturgia e ao cinema.
Um bom filme espírita na concepção ARTE dirigido e produzido pela iniciativa dos espíritas, para mim ainda não "reencarnou" nas telas de cinema!
Chico Xavier o filme é um exemplo a ser seguido, o melhor filme em todos os sentidos, já realizado!


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