quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DEVOLUÇÃO INDUSTRIAL - POA EM CENA


O POA EM CENA está encerrando as atividades desse 18º ano. Novamente porque sou de um "mundo alternativo" estava sempre em atividade com meus ensaios e espetáculos em paralelo ao festival e pouco pude assistir e aproveitar. Assisti a um único espetáculo a convite de Marcelo Adams que coordena o blog do festival e escrevi sobre ele no www.poaemcena.blogspot.com.
Ano passado havia sido convidado também por Rodrigo Monteiro, mas infelizmente não tive como aceitá-lo. Esse ano, consegui e vi um espetáculo extremamente surpreendente e belo:

Uma surpresa atrás da outra, assim eu definiria as quase duas horas que me consumiram entre a expectativa, a apresentação e o encerramento do espetáculo.

Eram 16 horas de um domingo maravilhoso e o teatro estava cheio, que bom! Para eles, para o festival e para nós!

A peça aborda a evolução da raça humana e seus progressos industriais, suas descobertas que se tornam também as nossas.

Deus (?) Está lá presente com seu sopro divino nos mostrando como tudo começou: Dos seres unicelulares até sermos apresentados ao “Homo Sapiens” e “Mulher Sapiens” que também se apresentam, e se descobrem. Partindo dali para um “desfile” onde os personagens: Cantam, plantam, colhem, descobrem, brincam, cozinham e utilizam as máquinas inventadas e descobertas das formas mais interessantes possíveis.

Circo Teatro Udi Grudi –O nome desse Grupo com 28 anos de trajetória que veio de Brasília (DF): O Teatro já havia nos sido mostrado na entrada: Cenografia, luz, figurinos, adereços cênicos, três competentes atores, tudo na medida. O Circo nos foi passado em pequenas e grandes doses de Clown, malabares, mágica (ilusionismo) como preciosas ferramentas no auxílio da narrativa, tornando o espetáculo lúdico e encantador também aos olhos das crianças.

Fazia muito tempo que não via a cenografia de uma peça ser tão bem feita/executada/utilizada, tudo sendo “descoberto”, transformado diante de nossos olhos e no fim ver o espetáculo terminar com um cenário bem diferente do inicial.

Um trenzinho que dá vontade de voltar a ser criança , um banco que transforma-se em disputa, em dificuldade, em edifício, um instrumento simples que torna-se musical pela “engenharia”, o instrumento próprio do ser: A voz em frases, grunhidos, imitações e cantares.

No final, os cinco sentidos da platéia sendo explorados (e porque não o sexto?): Visão (cenografia/figurinos) , tato (toque dos atores no público/interação), audição (vozes afinadas e instrumentos deliciosos de ouvir) olfato ( o cheiro bom da sopa sendo preparada) e o paladar ( a sopa foi servida, bom apetite!).

É a terceira vez que eles vem para Porto Alegre, um prato bom, a gente sempre quer repetir, não é mesmo?

PS Não sabia que nós Gaúchos (pelo menos o público desse dia) era tão relutante em participar e interagir com os artistas, eles tiveram que insistir um bocado para que um adulto e duas crianças fossem ao palco participar.

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