quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA


Sou bairrista! Assumo! Lógico, sem deixar de apreciar as obras “estrangeiras” do “Brazil” e do resto do mundo!

Amo ver as paisagens conhecidas e desconhecidas da nossa terrinha, ouvir o sotaque dos nossos artistas, ver empregados ali o trabalho, talento, suor dos nossos profissionais.

Sempre que posso, “consumo” muito nossos produtos locais, na tv, cinema e principalmente no teatro. Isso não quer dizer que gosto de tudo, mas o fato de ver um colega mais próximo realizando algo, me traz uma alegria maior do que o produto propriamente dito que ele produz.

Há meses eu já ouvia falar do longa A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA, tinha assistido o curta na RBS que já trazia uma parte do filme (Inspirado em O LOUCO DO CATi, de Dyonélio Machado), agora no cinema.

Que bom mais uma vez assistir uma produção gaúcha, onde nossos artistas não servem apenas para “abrir portas” , “dirigirem táxis”, serem “caixas de supermercado” para os globais que vem protagonizar filmes “Gaúchos”. Eles conduzem com competência a história, com direção de Fabiano Souza.

Logo de cara a ótima trilha de Arthur de Faria me ganhou (No decorrer do filme, temos ainda Wander Wildner e o “estrangeiro” Arnaldo Antunes).

Conheço e aprecio o trabalho de Marcelo Adams, gostei de vê-lo interpretar um jovem, ou no mínimo um cara da sua faixa etária pois no teatro ultimamente os personagens dele são “Perturbados”, “históricos" e mais velhos”, no filme ele mostra que sabe rir e ser guri quando dão essa oportunidade! Kkk!

Adorei a interpretação de Rafael Sieg, o "estranho no ninho" do filme, Marcos Contreiras eu já conhecia o trabalho tanto no teatro como em vídeos, e filmes também, gosto muito do trabalho dele.

Miriã Possani tem uma atuação leve, divertida e intensa quando necessário. Amei ela, lindinha!

Gostei de muita coisa do filme: Das locações, da fotografia, de algumas cenas, das atuações, amei o momento “Cinema Paradiso” com a participação do Seu Carlos (?) um funcionário de cinema interpretando a si mesmo, que na naturalidade de sua explicação sobre filmes, percebi que não era um ator: (Criatura mais querida ele, me pareceu!).

Não consegui encaixar a metade final do filme com o início, a inserção do "louco" em uma turma que me parecia fechada e determinada a fazer algo juntos. Isso me incomodou, mas sei que nada ali é gratuito: Foi pensado, inspirado em algo, explicado sutilmente ou por outra forma que eu não captei, Mas... Problema meu!

A arte provoca sempre e não tem o dever de explicar tudo, então, buscar as informações complementares sempre, isso eu digo. (Fui buscar correndo informações sobre o Livro propriamente dito)

Indico para o público em geral assistir, tecer sua opinião, valorizar o que é feito aqui, que está anos luz atrás em termos de pila e reconhecimento de muita coisa “estrangeira”, mas na frente de muitos filmes que entopem os cinemas por ai!

Outra coisa: O fato de o filme estar há tanto tempo em cartaz e os festivais e prêmios que vem recebendo, são o maior comercial sobre ele.


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