sábado, 28 de julho de 2012

BATMAN! O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE!


Batman Begins foi o primeiro degrau da escada que levava nosso herói morcego as telas em uma visão realista que nunca alguém ousou, muito menos nos quadrinhos. Nosso herói fazia parte da ação, não era a ação propriamente dita e socos: Ploft! Plum! Soc! Ficaram na mente do saudosos na série televisiva dos anos 60 e nas versões góticas e coloridas dos anos 80 e 90.
Com excessão do ótimo Batman, o retorno de Tim Burton, nunca Batman e seus vilões haviam sido repres entados com tanta realidade, estudo e pesquisa.
Se os amantes do herói, ou de filmes de super-heróis estranharam um pouco Batman Begins, imagino como ficaram com o estupendo Batman- O cavaleiro das trevas, onde a força do herói era o conjunto de seus aliados para derrotar um inimigo em comum, a corrupção, e também é claro, o ótimo coringa.
Agora com Batman, o cavaleiro das trevas ressurge, a parada ficou ainda mais indigesta para aqueles que queriam um filme no estilo Vingadores.
Batman ressurge é um filme cruel, triste, amargurado, muitas vezes complicado, mas na visão desse batmaníaco aqui, novamente um golaço de Christopher Nolan e equipe.
Novamente vemos um filme policial de ação de primeira, contando com o roteiro dos irmãos Nolan que sabe o que fazem e que tem como cereja do bolo o homem morcego.
Batman está mais humano que nunca nesse filme: Fraco, triste, cansado, fora de forma, medroso e que no momento certo, com o impulso certo, resgata toda a força, coragem e energia necessária para seu sacrifício final. Assim como aquela mãe magrinha que consegue salvar um filho de um cão furioso, assim como um bombeiro que consegue ir em um local praticamente impossível de sair vivo, para salvar uma vítima.
Bane é o vilão da vez. Nada engraçadinho como o Coringa e extremamente forte, frio e cruel, pertence a liga das sombras, que atazanou Batman no primeiro filme, e assim como ele, ressurgem para completar o que o vilão interpretado por Liam Nelson não conseguiu: Fazer Gothan sumir do mapa.
Ainda temos o retorno dos ótimos Comissário Gordon, Alfred e não menos interessantes: Selina Kyle (mulher gato) e o jovem policial que no final do filme revela que seu nome é...(Não vou estragar a surpresa).
O filme não me pareceu a primeira vista tão facilmente "digerível", Nolan forçou a cuca de todos, e estamos mal acostumados a ver isso em filme de heróis, muitas pessoas saíram antes do filme terminar (Quase 3 horas), e quando terminou, o público nem se manifestava, estavam todos recuperando-se, saindo do mundo de um filme muito forte e elaborado, para ressurgir em suas vidas e tomar o rumo de casa.
Em termos artísticos devo dizer que foi um primor, assim como o segundo, mas ao contrário desse, eu saí do cinema intrigado, encucado...E gosto disso!
Vou ver de novo,
Vale a pena.

Nenhum comentário:

Postar um comentário