quarta-feira, 8 de agosto de 2012

2ª Mostra de Teatro Espírita...Como foi!

Meia hora antes de cada peça o público entrava...

 ...E já ocupava boa parte dos lugares disponíveis...

 ...São a essas pessoas que devemos todo nosso carinho, respeito e atenção...

 ...Ao final, os aplausos são para todos...

...Eu na atividade que amo e que me faz ser feliz nesse mundico....


De 20 a 22 de julho, ocorreu no Teatro da AMRIGS em Porto Alegre, a 2ª Mostra de Teatro espírita, que reuniu cinco dos nossos espetáculos.
Foram seis apresentações, com a média de 298 pessoas por espetáculo, totalizando 1.791 pessoas presentes no evento.
Sessenta artistas, entre técnicos, alunos, produtores, estiveram desde Sexta-Feira  das 14hs até Domingo as 22hs, trabalhando incansavelmente para que tudo ocorresse da melhor forma possível.
A abertura da mostra (com todos os 700 ingressos vendidos) foi com a adaptação do livro PAULO E ESTEVÃO, de Emmanuel, psicografado pelo médium Chico Xavier. Uma noite mágica que foi o ponto de partida para o que ainda haveria de vir.
No sábado, foram três espetáculos com no máximo uma hora de intervalo entre eles, onde tudo novamente ocorreu muito bem com a peça infantil: A MENINA QUE NÃO SABIA REZAR, com a vespertina UMA VOVÓ NO ALÉM e encerrando com o maior público do dia, CAMINHOS QUE CRUZEI, AMIGOS QUE ENCONTREI.
No Domingo, estávamos já melhor adaptados ao espaço, aos curtos intervalos e finalizamos com o crescimento artístico da peça infantil e para encerrar com chave de ouro, ENTREVISTA COM ESPÍRITOS.
Com a ótima estrutura da AMRIGS, com nossa produção, com nossos artistas, com nossos apoiadores conseguimos fazer um evento histórico pra nossa Cia, para o público e para a arte espírita do Rio Grande do Sul.
Agora no decorrer do ano e nos meses que seguem, as peças seguirão suas "carreiras solo" para em 2013, de 05 a 07 de JULHO. No mesmo bat Teatro, ocorrer a 3ª MOSTRA DE TEATRO ESPÍRITA.

Saiba mais sobre a nossa Cia Hariboll no site:
www.hariboll.yolasite.com

Facebook:
www.facebook.com/ciaharibolldeteatro

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Viúvas de homens vivos!


Seu amado não jaz em um caixão, tampouco suas cinzas estão espalhadas em um jardim.
Ele está vivo, bem vivo e isso lhes causa uma dor sem fim.
Elas foram abandonadas no altar que existe após o altar
Elas ainda estão vestidas de noiva, dançando no baile da vida, onde nunca mais foram as mesmas as músicas, a beleza, o ritmo e a alegria.
Elas sofrem por aqueles que as fizeram sofrer, querem esquentar no colo, aqueles que as colocou pra correr, elas querem de volta o olhar e o sorriso que um dia puderam ter.
Elas vão embora, por que a dor foi grande, mas de uma forma ficam sem querer.
Eles vão embora, Elas ficam de luto.
Eles tem razão, ou não, mas elas ficam de luto.
Elas fingem que está tudo bem copiando imagens e frases feitas de facebook
tiram fotos bem lindas e faceiras segurando um copo de cerveja com as amigas
Mas de luto, ainda.
Elas magoaram, e se deram conta da magia que se perdeu
Elas foram magoadas, não entendem, mas querem de volta tudo que ele prometeu.
Vivem sem dar o passo seguinte
Dependência financeira? Psicológica? Egoísmo? Falta de amor próprio?
Amor pleno e verdadeiro?
Não sei...
Mas elas sabem o que querem e que agora não tem.
Viúvas de homens vivos, que estão lá, vivendo sua vida, mal ou zen.
Aparecem nas redes sociais belas e positivas
para sumir quando tudo está bem
Perdoam setenta vezes, sete vezes
só para que o trilho continue conduzindo o trem.
Elas são traídas, são abandonadas
Mas traem e abandonam também.
Mas o vestido é o mesmo
o rosto na mente é o mesmo
o aperto no coração que vem.
Elas não mais vivem
não tem espaço para mais ninguém
ou se tem, é limitado
com a duração que lhes convém.
Elas seguem sua jornada resignadas
elas dedicam seu tempo a joguinhos e chantagens, que nada lhes traz de bem.
Elas vivem esperando, tristes ou não
Elas voltam faceiras ao mesmo porto
a aquele que lhe faz tocar o corpo e o coração.
E alguém aqui tem explicação?
As vezes elas me irritam, eles também
Não cabe julgar, não cabe analisar
cabe torcer
que todas, da sua forma, da sua maneira
sejam felizes, do jeito que querem ser.
Manter o luto, a esperança
Ou se permitir, ainda nessa vida, viver...