quarta-feira, 19 de setembro de 2012

E A VIDA CONTINUA...

Quando assisto alguma atividade artística realizada por crianças, jovens e adultos do movimento espírita, vou desarmado de qualquer senso crítico e análise técnica do que vai ser apresentado.
Ali na maioria das vezes, trata-se de um conjunto de artistas amadores e então, a mensagem doutrinária, a união das pessoas em prol de um evento cultural é o mais importante, vale a pena e sempre vou incentivar a arte  nas casas espíritas e fora delas como evangelização e divulgação.
Não raro sou surpreendido por peças de teatro ou esquetes bem simples e bem feitas, com roteiros legais e com alguns talentos que se destacam.
A mesma boa vontade não pude ter com o filme A VIDA CONTINUA. Puxa vida! Tinham uma base fantástica que é o livro, profissionais de alto gabarito a disposição e o que nos apresentam em termos artísticos é um filme fraco e em alguns momentos, constrangedor de tão mal feito.
Mais do que nunca há de se apegar na idéia de que o filme serve como um apoio a fim de esclarecer muitas coisas, que a mensagem vai chegar a muita gente por intermédio do cinema e futuros DVDS. E fica nisso! ( O que não deixa de ser importante, e muito!).
Analisado como arte...O filme me incomodou e muito.
Ana Rosa, Lima Duarte e Rui Resende dão o recado nos papéis que lhe foram destinados, a jovem Amanda que co-protagoniza o filme com a personagem Eveline tem momentos bons, mas o que se vê em cena em pouco mais de uma hora é um desfile de equívocos de interpretações, ritmo, roteiro, direção, edição, som e fotografia.
Esperava muito mais, muito mais mesmo de uma equipe profissional e que tinha uma responsabilidade tão grande ao adaptar essa obra.

Vou indicar? Sim! Pois se a função dele era divulgar, ilustrar e esclarecer um pouco mais acerca da nossa doutrina Espírita, o fez.
Mas para mim, artisticamente foi o filme mais fraco dos últimos tempos.
Mas...Estamos aqui todos para evoluir e aprender não é mesmo? A vida continua...


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