sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Te sequestrei em meus sonhos....


De que matéria é feito os sonhos? Que realidade é essa? 
Como podemos sequestrar pessoas e realizar nossos desejos? 
Que misterioso universo de sensações onde realmente sentimos o beijo, o toque, o coração a palpitar? 
Um lugar onde tua (teu) parceira (o) não oferece a resistência, onde não existem barreiras e você "concretiza" o que quer. 
Do que é feito isso? 
Você faz um "avatar" da pessoa para ouvir e ter o que te convém? É uma projeção? É o espírito da pessoa que sem as correntes das conveniências, comodismo e covardias terrenas vem ao teu encontro?
Não sei. 

São coisas muito complexas, são muitas teorias e estudos que até me perco.
Mas de uma coisa eu tenho certeza:
O sonho é rápido, se vai, mas a lembrança desse mundo paralelo fica:
Eu senti teu beijo, teu corpo, teu olhar, tua cumplicidade comigo e seja de que forma foi...Eu adorei! ;)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A VIAGEM


CLOUD ATLAS - Recebeu esse título em português certamente com o objetivo de simplificar a chamada para um filme nada simples e levar muita gente ao cinema, pois ali tem os irmãos Wachowski (da clássica trilogia Matrix e da simpática adaptação de Speed Racer).
O filme como eu disse não tem nada de simples. De forma aleatória (?) vai saltando no tempo narrando seis histórias que vão e voltam no tempo, desde o século 19 até um futuro pós-apocaliptico, contando com seu elenco principal que se revezam em protagonistas e coadjuvantes de acordo com cada uma delas:
Há uma overdose de Tom Hanks em cena ( eu como fã achei todas ótimas) e a maquiagem pesada (Que não achei tão boa assim, apesar de alguns resultados ótimos) "transformam" os outros atores de uma história pra outra.
Personagens se cruzam, influenciam um nos outros com suas atitudes, se reencontram em outros mundos e épocas, mas nada tão fácil de perceber, nada ali é entregue de bandeja, seja de propósito ou não.
São quase três horas e no decorrer ele tanto agrada quanto irrita, tanto comove quanto cansa. O visual agrada, a fotografia, a direção de arte, as atuações. No texto são intermináveis citações filosóficas, poéticas, existênciais, teóricas, religiosas, enquanto as ações se intercalam na tela.
O filme é cansativo, a forma como as histórias vão se intercalando, te causam um certo incômodo, mas justamente é nisso que ele cativa, provoca, faz pensar, te tira da "normalidade" de uma narrativa digamos, simples.
Enquanto muitos acham isso horrível e não gostam, a mim, no mínimo causa interesse e simpatia.
É um filme para ser apreciado com moderação, sem ir com muita sede ao pote, também sem grandes expectativas de ver um "filmaço".
Pela sua proposta, pelo bom trabalho profissional ali desenvolvido em todos os aspectos, tive uma boa impressão dele, e devo assisti-lo novamente, não por tê-lo amado e sim para poder organizar melhor minhas idéias em relação ao que eu vi.
Fiquei espantado com as pessoas que "captaram a essência" do filme de imediato e já o divulgam como uma das maravilhas da sétima arte, infelizmente minha inteligência não chegou a tanto na primeira vez.
O filme ganhou a aprovação da FEB (Federação Espírita Brasileira) que o está recomendando aos quatro cantos do mundo, inclusive sorteando ingressos.
Eu acho que se os filmes espíritas tivessem 10% da ousadia desse, seriam filmes bem melhores do que os que andam visitando nossas telas ultimamente, abordando sempre de uma forma conservadora a existência dos espíritos, as "várias moradas" e etc.
Ao fazer essa observação também me cutuco, afinal, faço peças espíritas, mas sempre tive (tenho) como objetivo procurar formas dinâmicas, ousadas, de trabalhar a mensagem, fazendo com que o resultado final esteja de acordo com a doutrina e que agrade como arte, a todos.

Tudo está conectado? Acredito que sim!



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

(QUASE) DETONA RALPH


As vezes o teu time de futebol do coração está naquela fase incrível e a tabela de jogos marca uma partida em casa e com um adversário modesto.
Você vai correndo para o estádio com aquela alegria, com a certeza de ver uma goleada e um show de bola.
No final, seu time vence, não jogando tudo aquilo que você esperava e vais embora feliz, mas com uma pontinha de insatisfação, desejo de "queria mais".
DETONA RALPH, o novo filme de animação da Disney teve a idéia de abordar novamente uma das maiores invenções do entretenimento doméstico depois da tv: O VIDEOGAME!
A iniciativa levou os milhares de fãs do estúdio e dos jogos ao cinema para assistir a história de Ralph, o vilão do jogo de 8 bits (Saudades da época dos fliperamas).
Assim como na magia de Toy Story, os personagens dos jogos, após o fechamento da loja, descansam, cuidam das suas vidas particulares e Ralph, após 30 anos destruindo janelas e tijolos para que o mocinho do jogo chamado Felix conserte e "salve o dia", resolve sair de seu mundo a procura de uma medalha que faça com que ele tenha o reconhecimento que acha que merece.
Assim, explora outros mundos, outros jogos, até envolver-se em uma confusão e pôr em risco todos os demais jogos.
Como um Shrek dos games, ele mostra seu lado terno ao ajudar uma menina que sonha em vencer uma corrida no jogo Sugar Rush.
Mesmo tendo melhorado muito em suas animações, vide "Bolt o supercão", a Disney ainda não descobriu a fórmula da PIXAR, adquirida por eles mesmos, mas que felizmente segue sua identidade de trazer idéias inovadoras com aquela ponta de comédia ácida, sátira e terna ao mesmo tempo.
Acho 3D um saco! E nesse filme, não pareceu me mostrar a que veio, 2D está bom demais.
Apesar de muito bem feito, de mostrar e citar alguns personagens de ontem e hoje, o filme poderia ter sido um clássico, assim como foi Toy Story, no entanto, vai ficar na categoria de bons filmes e com a renda suficiente para gerar continuações.
Até simpatizo com a idéia, na ânsia de ver um roteiro melhor elaborado e com as mil possibilidades de personagens, enredos que o mundo do game de hoje e de ontem disponibilizam.
O filme não detona, mas é legal!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CIA HARIBOLL NO PORTO VERÃO ALEGRE 2013

Pelo 11° ano, iremos participar desse que é o maior evento de teatro cooperativado do Brasil. 
Nossa Cia Hariboll participará com dois espetáculos:
CAMINHOS QUE CRUZEI, AMIGOS QUE ENCONTREI - Participa pela 11ª vez
FUGINDO PARA VIVER - Terá sua estréia nacional
Abaixo matéria do programa jornalistico BAND CIDADE em 01/01/13, onde falamos sobre o evento e a nossa participação.
A programação completa e maiores informações você encontra em:

www.portoveraoalegre.com.br



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NÃO EXISTE MENTIRA "DO BEM"


Também já menti muito e sei o efeito que causa e como tenho consciência dos meus atos, até hoje, passados muitos anos ainda sinto vergonha de algumas.
Hoje me policio sempre, contra qualquer uma, por menor que seja, pois sei que tudo é semente e um dia ela cresce, apodrece e cai sempre em cima de quem a criou.

Para que mentir? O vento da verdade derruba teu castelo de cartas onde te abrigas.
Pra que um castelo assim? Construa uma oca do barro da verdade, é mais forte e bonita do que qualquer império construído com frases, ações e administrado pela inverdade. 
Ontem já tive raiva, hoje eu tenho pena, seres humanos capazes de coisas tão grandes, gastando energia com coisas tão pequenas.
Tem gente que quer manter relacionamento assim, conquistar emprego, chamar a atenção, ter seu espaço que por falta de um trabalho honesto, de uma vibração boa não conquistou.
Me vi tantas vezes em meio a uma tempestade, ciclone, maremoto de falsidade. 

Machucado, caído, molhado, fui salvo e aquecido pelo sol do bem e do amor divino, que apesar das minhas imperfeições, ainda é o meu salva-vidas.
Ainda há tempo, se desapegue desse péssimo hábito, deixe seus bons pensamentos e atitudes aflorarem, seja feliz com a verdade, por mais que ela não te agrade.

O sussurro da verdade ainda é melhor e mais bonito que a ópera da mentira.