sexta-feira, 26 de abril de 2013

AGORA É TARDE


Há uns bons anos não tenho tido paciência com a televisão aberta, tampouco com a tv a cabo (Que até hoje nunca assinei). Faço quase sempre aquele zapt zupt no controle remoto enquanto estou sem sono, nem mini-série da moda, nada me cativa.
Quase nada...Tendo "a sorte" de passar na TV no horário que geralmente estou em repouso tenho assistido quase diariamente o programa de Danilo Gentili, AGORA É TARDE.
Simpatizei com o programa e com o tom humorístico e crítico dele, geralmente com convidados que não se levam a sério, ou são sérios e se levam na brincadeira também.
Ultraje a Rigor, banda que embalou minhas festinhas de adolescente ( O disco NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA era essencial, tocava os dois lados), o veterano Marcelo Mansfield, os dois meninos Leo Lins e Murilo Couto tornam o programa interessante e as vezes, muito bom.
Claro que eles se arriscam em piadas "politicamente incorretas" acertando em cheio em algumas e equivocando-se em outras, coisa normal para quem ousa.
Gentili tem carisma, tem liberdade e acerta muito mais que erra, só que as vezes parece faltar a ele um pouquinho mais de jornalismo no momento das entrevistas para extrair mais informações do convidado e aí sim, a partir disso, complementar com o seu improviso e humor. Sem isso, ele fica fazendo piadinhas antes do convidado concluir o seu raciocínio, muitas vezes sendo até pior que Jô e Faustão nesse quesito.
É divertido, interessante, jovem...Um sucesso merecido.
Imitando o bordão do Jô...Quase não estou indo para a cama sem ele!





terça-feira, 23 de abril de 2013

EVANGELIZAR É AMAR MÚSICA ESPÍRITA

Com dois Cd's lançados e o terceiro já no forno (Com um cheirinho muito bom no ar) a banda EVANGELIZAR É AMAR, fará a abertura da 3ª MOSTRA DE TEATRO ESPÍRITA na sexta-feira dia 05/07/13 as 21hs.

Com um repertório já na ponta da língua das crianças, jovens e adultos do movimento espírita, será a segunda vez que a banda se apresentará em um teatro aberto a todos que quiserem conferir esse belo trabalho de música espírita.
Com uma bagagem de muitos anos apresentando-se em palestras, encontros, seminários, congressos do movimento espírita da Capital e do Interior do Estado, a Banda promete um show vibrante com suas músicas que falam de amor, fé, otimismo em ritmos como: Baladas, rocks, reggae, infantis e até uma "pitadinha" de RAP.
Acima você ouviu a reflexiva "Mestre Jesus" de autoria de Dani Medina.
Fica desde já o convite, ingressos já a venda!



segunda-feira, 22 de abril de 2013

3ª MOSTRA DE TEATRO ESPÍRITA - INGRESSOS Á VENDA


A partir dessa segunda-feira (22/04/13) Estará a disposição o 1º lote de ingressos antecipados da nossa 3ª MOSTRA DE TEATRO ESPÍRITA.

Os valores:
Inteira:  R$ 20,00
Meia :   R$ 10,00

- Passaporte para os sete espetáculos R$ 59,90
* Meia entrada para estudantes, titulares do cartão clube do assinante ZH (Com direito a adquirir mais um ingresso para acompanhante) e terceira idade
** Os valores para a peça infantil A MENINA QUE NÃO SABIA REZAR são os mesmos para todos:
R$ 10,00 
*** Não há desconto para a compra de passaportes

Ponto de venda: 
CAFETERIA ALGO A MAIS - De segunda a sexta-feira das 9hs as 18h.30, sem fechar ao meio dia.
Rua dos Andradas, 1560 - Subsolo Galeria Malcon - F: 3226-1686


Programação:

6ª Feira - 05/07 - 21hs - Evangelizar é amar - Música
Sábado - 06/07-   15hs - A menina que não sabia rezar - Teatro infantil
                             17hs - Uma vovó no além - Teatro adulto
                             19hs - Fugindo para viver - Teatro infanto-juvenil
                             21hs - Caminhos que cruzei - Teatro adulto
Domingo-07/07   15hs - A menina que não sabia rezar - Teatro infantil
                             17hs- Entrevista com espíritos - Teatro Adulto
                             20hs-  Paulo e Estevão - Teatro Adulto




Maiores informações:
www.ciahariboll.com.br
contato@ciahariboll.com.br
www.facebook.com/ciaharibolldeteatro

domingo, 21 de abril de 2013

Entrevista com: RATINHO BASTOS



Assim como o filho pródigo da parábola bíblica, estamos recebendo de volta em RATO ALEGRE, o grande humorista, piadista, sem-noçãozista, RATINHO BASTOS, que vem gravar o seu seriado pelo canal VOX, com o seu texto e a sua atuação que vai colocar muito autor e protagonista de novela mexicana no bolso.
Entrevistamos esse conterrâneo que mais esculachou nossa Cidade, nossos artistas e nosso Estado, enquanto esteve em programas de emissoras do Centro do País. Foi no "CHULÉ DA PRAÇA XV" que encontramos o grande artista para essa exclusiva entrevista.
Para não ficar digitando várias vezes, informamos que a letra P simboliza o "PERGUNTADOR" e a letra "R" simboliza o roedor humorista.

P- Por que chamar esse local centenário do centro de Rato Alegre de  "Chulé da praça XV"?
R- Pelo cheiro que tem na volta, mas não estou avacalhando, podem mandar os advogados do Fortunatto colocarem seus cartões de volta no bolso, adoro cheiro de chulé, cheiro de queijo que eu roía por aqui pelos cantos quando precisava.
P- Fale-nos do seu seriado
R- (Entusiasmado) - Ah! sim! A VIDA DE RATINHO BASTOS, uma série minha, comigo, com meu texto, com a minha cara, com o meu estilo, com a minha interpretação, com a minha atuação, com o meu coração!
P- Tudo teu? Seria uma série "monólogo?"
R- Não! Para contar A MINHA HISTÓRIA, contatamos DEZENAS DE EXCELENTES ARTISTAS aqui de Rato Alegre, só não vamos dar muita corda pra eles, pq sabe né, eu perco o emprego, então vão ser bons "escadas" para o MEU SERIADO! (Não sei se deixei isso claro) Estou contando com uma das melhores empresas de vídeo/propaganda e cinema da Capital, ou seja, estou muito bem amparado para brilhar NO MEU SERIADO!
P- O que podemos esperar do seriado?
R- Ora, MINHAS PIADAS, MINHA CARA DE PAU, MEU TEXTO, MEU ROSTO, MEU PROTAGONISMO (Que de tão bom, vira até antagonismo!),  até uma pitada de DRAMA, pois minha VIDA, como qualquer novela mexicana, tem que ter um drama (nem tão bom e engraçado, é claro!)
P- Então tudo vai ser rodado com os artistas e equipes daqui?
R- Tentamos contratar uns chineses e bolivianos ilegais, mas não rolou, eles cobram muito. E aqui podemos contar com vários aspirantes a artistas e celebridades que fariam e fazem de graça, e alguns até me convidam pra almoçar e jantar. Só os chatos dos artistas bons e experientes é que tivemos que pagar e dar um espaço a mais, saco!!!
P- Vimos que você cercou-se de muitos artistas de alto gabarito aqui da Cidade!
R- Sim, tenho que mostrar algo de qualidade para o centro do país, quanto mais forte a escada, mais para o alto eu vou
P- Pretende vir gravar mais uma temporada aqui?
R- Não sei, tem muita gente boa aqui que pode me ofuscar, como vou brilhar com o meu genialismo, sendo que em um minuto o fulano ou a ciclana aqui que os ótimos produtores convidaram podem me envergonhar? Bom, de qualquer jeito, vou rir, sou sem-vergonha mesmo. Talvez se tudo der certo, entra um bom patrocinador e a gente contrata os chineses e bolivianos.
P- Estamos encerrando pq logo vamos gravar a última cena e eu também tenho que figurinar pois ganhar R$ 70 pila em uma manhã, não é todo o dia que rola. Deixe suas últimas palavras para nossos leitores
R- Ah! Sim! Em breve no canal VOX, o MEU SERIADO! COMIGO! (NUNCA SEM MIGO)! A VIDA DE RATINHO BASTOS, e fique atento ao seu FACEBOOK, fique sempre on-line, deixe sua bolinha verde na reta, pois um de nossos produtores pode te chamar e aí você virá fazer parte dessa escada humana de gente maravilhosa a me levar ao céus! Pois para me levar ao inferno, não preciso de ajuda, basta minhas próprias piadas.





sexta-feira, 19 de abril de 2013

OBLIVION - Ficção simples (?) e interessante!


Existe em algum lugar, algum livro, roteiro, gibi, mangá, teoria de ficção científica que seja original, ou que ao menos aponte para um raciocínio diferente do que temos visto nos últimos quarenta anos no cinema?
Viagens no espaço, planeta terra destruído, viagens no tempo, clones, guerras, outros planetas, extraterrestres do bem ou do mal, mutantes, máquinas que se rebelam, robôs quase humanos, seriam somente esses os temas de uma boa ficção da literatura ou cinema? Me pergunto, sem saber uma resposta?
O negócio é relaxar e assistir um filme com aquelas doses de "mais do mesmo" e torcer que o roteiro te surprenda, apreciar a visão de cada roteirista, diretor, e diretor de fotografia para o fim do mundo, planetas e acontecimentos em duas horas.
Tom Cruise, após uma fase que se dedicou a projetos, digamos, mais "sérios" entre o final dos anos 80 e 90, parece que desde o primeiro missão impossível, fora algum filme aqui ou ali, rendeu-se definitivamente ao seu posto original de ator de filmes "pops" e de ação.
Ao contrário de Bruce Willis que é o mesmo em filmes iguais, Tom é o mesmo em filmes ao menos diferentes um dos outros.
Oblivion é um filme legal, com uma excelente fotografia, efeitos simples e funcionais, elenco no (tom?), Cruise convence sendo o Tom de sempre na história de Jack, uma espécie de "lixeiro" que fica no que sobrou do planeta Terra após uma guerra, zelando por equipamentos responsáveis por levar água e outros recursos naturais para uma lua de saturno, que é onde a humanidade "mora" e tem de enfrentar "alienígenas saqueadores".
Ali você lembra de filmes como: Wall-E (A ótima animação da Pixar), 2001 (Impossível não lembrar e o cineasta fez questão de deixar isso claro), O planeta dos macacos e uma pitadinha de tudo o que já se viu de melhor e de pior em filmes de ficção.
Como escrevi antes o que mais me impressionou no filme foi a fotografia, tudo muito natural que a gente até esquece que os atores estavam em meio a computação gráfica. As naves, os trajes, as armas, simples e funcionais (nada de absurdo como visto em tantos outros filmes). Ainda com o "plus" de um belo lugar que serve de "refúgio" do personagem de Cruise quando ele busca entender "flashes de memória" que lhe vem a mente todo o tempo.
De todo esse quase mais do mesmo, o que me conquistou também foi a simplicidade de um corte de câmera e "truque" de roteiro, escondendo algumas coisas, induzindo outras, para que não pudéssemos dizer na saída do cinema: "Eu já sabia".
* Em um momento o roteiro dá uma sacudida no teu raciocínio e por alguns momentos não sabes se o personagem sonha ou viajou no tempo. ( E vais sair com muitas dúvidas acerca de acontecimentos do filme e seu roteiro, podes crer!)
Tio Morgan Freeman dá uma "chegadinha" de leve no filme como aquele líder de sempre, para abrir os olhos de Jack para  a verdade que ele desconhece.
Ainda tem as belas e eficientes atrizes : Olga Kurylenko e Andrea Riseborough 
Um filme legal, gostei!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

OFICINA DE TEATRO DA CIA HARIBOLL

Turma 01/2013 - Oficina de Teatro Cia Hariboll

Há vinte anos eu fiquei "quietinho na minha" ministrando oficinas de teatro voluntariamente para o projeto do Grupo Teatral Amador Perseverança no Instituto Espírita Dias da Cruz e agora na Sociedade Espírita Caminho da Luz, ambas em Porto Alegre.
Também em algumas oficinas, workshops dentro de congressos, encontros de juventude espírita dentro e fora da Capital.
De formação amadora, nunca me senti professor de nada, apenas senti e sinto esse espírito artista, motivador e ativista dentro de mim. Junto com a vontade, veio também o estudo, a pesquisa e com o tempo, a experiência que repasso aos jovens que buscam uma introdução ao universo artístico independente de seu objetivo em utilizá-la. (A vida é a peça teatral mais importante).
Centenas de alunos passaram pelas oficinas, pelas minhas peças teatrais, alguns trabalham até hoje comigo, outros em outros grupos, alguns formaram-se pelo DAD.
Porém, nesse ano resolvi pela primeira vez nessas duas décadas abrir uma oficina de teatro, explorando a "tema" que diferenciou meu trabalho dos demais colegas artísticos na cidade: O teatro e a dramaturgia espírita.
Com o suporte dos treze anos de estrada da Cia Hariboll, já me sentia mais preparado para repassar as informações e energias necessárias aos alunos, independente das origens e dos objetivos deles.
Saindo da comodidade, está sendo desafiador e ao mesmo tempo muito tranquilo e familiar, a essência do meu trabalho está ali e encontra seus afins em jovens, adultos e sêniors.
Essa primeira turma irá encerrar esse ciclo no dia 18 de maio onde iremos apresentar a conclusão desse estudo a cerca da espiritualidade, da presença e do jogo cênico.
Me sinto um artesão por natureza, aquele tiozinho que ainda teima em fazer carrinhos de madeira como profissão e paixão, sei do meu tamanho, até onde posso ir ou não.
Não sou professor, sou um amador das artes, da espiritualidade que hoje é um profissional das artes cênicas com o devido registro, graças a essa base, a essa luta contínua em busca da informação e evolução.
Em junho começa a turma 02/2013 para quem quiser na simplicidade do exercício teatral e da doutrina transcendental, descobrir-se mais um pouco, divertir-se e quem sabe (?) tornar-se mais um protagonista na arte teatral.
Maiores informações sobre as inscrições para a turma 02/2013 da Cia Hariboll:
contato@ciahariboll.com.br
www.ciahariboll.com.br

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CIA HARIBOLL : 3ª MOSTRA DE TEATRO ESPÍRITA


Anualmente reunimos todos os espetáculos espíritas da nossa Cia em um único evento, a nossa mostra de teatro.
Com suas "carreiras solos" os seis espetáculos apresentam-se em curtas temporadas em teatros de Porto Alegre, participam do Porto Verão Alegre e viajam muito em apresentações em congressos, eventos e seminários que tratam da espiritualidade.
Reuni-los em um mesmo projeto é como convidar amigos a uma grande festa, é uma celebração entre o público e os atores/técnicos.
Nossa 1ª Mostra foi em 2011 no Teatro Hebraica, fizemos duas semanas de sexta a domingo, contando com um público de quase duas mil pessoas em uma média de mais ou menos 200 pessoas por apresentação.
Nossa 2ª Mostra foi em 2012 no Teatro da AMRIGS, onde em apenas um final de semana (de sexta a domingo), levamos ao palco cinco espetáculos, com um público superior a duas mil pessoas, em uma média de mais ou menos 350 pessoas por apresentação (Sendo que a peça PAULO E ESTEVÃO ocupou todos os 700 lugares do local).
Agora, de 05 a 07 de julho de 2013, a 3ª Mostra será novamente na AMRIGS onde pretendemos bater o recorde anterior, dessa vez contendo sete atrações, sendo que uma é musical: o show da banda EVANGELIZAR É AMAR, especialmente convidada a abrir a mostra.
E na manhã de domingo (07/07) das 9hs as 12hs, com o ingresso de R$ 1kg alimento não perecível será realizada uma mostra de teatro espírita com trabalhos de jovens na área de teatro, música e vídeo.
Estamos na espectativa de nesses três dias, levar ao teatro da AMRIGS um público estimado em 6.300 pessoas.

Os ingressos antecipados:

R$ 20,00 - Inteira
R$ 10,00 - Estudante/Assinante ZH/Terceira Idade
* Peça Infantil valor único de R$ 10,00

PASSAPORTE PARA TODAS AS APRESENTAÇÕES: r$ 59,90

Local: CAFETERIA ALGO MAIS - Rua dos Andradas, 1560 - Subsolo Gal. Malcon - F: 3226-1686

Tele- Entrega : (somente Porto Alegre)  F: (51) 33523794
Os mesmos valores acima, acrescido da taxa de R$ 15,00

terça-feira, 16 de abril de 2013

ENTREVISTA COM ESPÍRITOS - DEZ ANOS

Bocca e Pretto - 2003 - Foto Claudio Etges

Melissa, Fernando e Pretto - 2006 - Foto Gabi D'Andrea

Em maio, nosso espetáculo ENTREVISTA COM ESPÍRITOS completa DEZ ANOS EM CARTAZ!
Quarto espetáculo da Cia Hariboll a chegar há uma década de apresentações, unindo-se agora a PAULO E ESTEVÃO ( 18 anos), A MENINA QUE NÃO SABIA REZAR (17) e CAMINHOS QUE CRUZEI, AMIGOS QUE ENCONTREI (13 anos).
Com objetivo de ser bem diferente do espetáculo que o antecedeu, a peça aborda a mediunidade desequilibrada de um rapaz que vê em um aposentado psiquiatra a "cura" para suas visões e manifestações que lhe acompanham desde a tenra idade.
Otto, o psiquiatra também tem seus segredos e medos, essa aproximação dos dois acaba por ser determinante para histórias e manifestações que ocorrem em seu consultório durante uma consulta de Bruno, que são chamadas de entrevistas.
A partir de um determinado momento, não vemos mais os dois, nem o sombrio consultório e sim outros cenários e histórias de seres que desencarnaram das mais diversas formas e por algum motivo ou outro estão ainda aqui no plano físico.
No final, existe algo muito maior que une os dois personagens, resultando na grande surpresa da trama causando um grande impacto na vida de ambos.
A peça se desenvolve durante uma hora com cenas inspiradas nas linguagens de cinema , clown, improviso e o "teatro clássico" representado no texto e na cena da inquisição.
Com doses de humor, ternura e suspense, ENTREVISTA COM ESPÍRITOS até hoje é o espetáculo "patinho feio" da Cia, por arriscar-se muito, agradar  e também incomodar  na mesma proporção.
Sem a unanimidade e o grande público dos demais espetáculos ele foi vindo, crescendo e aparecendo...
Neste ano, juntamente com apresentações comemorativas a data, será lançado o livro do espetáculo.

FICHA TÉCNICA: (2003 A 2005)

Carolina Olivera/Fernanda Petit/Luis Carlos Pretto/Paulo Bocca
Roteiro: Bocca/Pretto
Texto Final e Direção: Pretto
Cenografia: Bocca

FICHA TÉCNICA (2006 até o momento)

Alvaro Dimare (2006 a 2010)/Fernando Rodrigues/Melissa Monteiro/Suka Rodriguez/Pretto
Cenografia: Alvaro Dimare/Fernando Rodrigues/Pretto/Gabriela D'andrea
Texto e direção: Pretto





segunda-feira, 15 de abril de 2013

20 ANOS DE TEATRO E ARTE ESPÍRITA!

 Turma 1993 - Chaves e o fantasma

Turma 2013 Apresentará em pequenas esquetes todo o repertório desses vinte anos

Em maio, o meu trabalho de evangelização espírita por intermédio do teatro completará vinte anos.
Em 1993 foi criada a oficina de teatro para os jovens da evangelização do Instituto Espírita Dias da Cruz, que após as primeiras apresentações, foi batizado de GRUPO TEATRAL PERSEVERANÇA Perseverança.
O primeiro nome do grupo era "AGORA VAI", mas tivemos que mudar por solicitações de alguns "cardeais" e "bispos" que ainda presidem algumas Sociedades Espíritas, mas no fim, compreendemos que PERSEVERANÇA, mesmo um pouco "careta" era o nome ideal e no decorrer dos anos mostrou-se o que melhor representava a proposta.
Para chamar a atenção dos jovens, pais e crianças da época, nada como recorrer ao CHAVES e CHAPOLIN e escrever uma peça, onde esses personagens com todas suas características, gags e bordões estivessem dentro de um texto com proposta de divertir e evangelizar.
Então, em maio de 1993 foi o início da trajetória, cujo o objetivo era apenas esse, servir de apoio e instrumento a evangelização.
Com minha direção e textos, com a supervisão e figurinos da Tia Nair, os anos passaram, eu me profissionalizei no teatro, centenas de alunos passaram pelo grupo, muitos seguiram no teatro em outros grupos, entraram na faculdade de artes cênicas e grande parte do elenco da minha Cia Hariboll veio desse "trabalho de base".
Muitas histórias, risadas, lágrimas, desafios, realizações rechearam essa trajetória cujo aniversário comemoraremos dia 04 de maio na casa que abriga o nosso trabalho há dez anos: Sociedade Espírita Caminho da Luz.
Graças a esse trabalho que a minha "ficha" caiu, de apenas um voluntário com boa vontade, que utilizava os finais de semana de folga do trabalho para evangelizar por intermédio da arte, tornei-me um profissional das artes cênicas, tendo feito diversas oficinas, cursos, workshops, com profissionais de alto gabarito e tendo o privilégio de ter trabalhado com algum deles.
Também descobri meu dom de compositor de três acordes, tendo composto mais de vinte músicas para o Grupo Vocal Dias da Cruz e para os espetáculos. Sendo que "JUVENTUDE" está no 2º CD da Banda EVANGELIZAR É AMAR, "MEU LAR" é até hoje executada ao vivo nos encontros, seminarios e evangelização no Dias da Cruz e "DO ESPÍRITO" é levada aos palcos pelos jovens do Grupo FILHOS DA LUZ de Sto Antônio da Patrulha.
Entre dezenas de peças e esquetes apresentadas em escolas, creches, asilos, tardes juvenis, seminários, palestras, Sociedades espíritas da Capital e do Interior, nossa maior realização foi com a adaptação do livro PAULO E ESTEVÃO, hoje produzido pela Cia HARIBOLL.
Hoje, há dez anos tendo registro profissional de Diretor e ator, nunca, nunca vou esquecer e deixar de promover o Grupo Teatral que criei e que vou fazer de tudo para que continue sua trajetória de evangelizar e cativar.
Hoje o Grupo é coordenado por: Nair Macedo e Elis Dutra.

sábado, 13 de abril de 2013

PÚBLICO PAGANTE = 2 PESSOAS!


Todo o artista tem inúmeras histórias para contar.
Todo o artista um dia cancelou apresentações por ter "zero público" ou um nº insuficiente para cobrir o mínimo dos mínimos de custos operacionais que exige uma apresentação.
Já cancelei algumas vezes sim (felizmente a última há mais de seis anos), já apresentei para poucos, já tirei dinheiro do bolso para que os artistas/técnicos pudessem "ensaiar" as "ganhas" e tudo o que podia ser feito para que o artista esteja lá no palco executando seu trabalho.
O grande prejuízo financeiro que já levei na vida foi com uma peça infantil logo no início da carreira da Cia Artiurbana, pois eu me recuso a cancelar espetáculo infantil, ainda mais após ter presenciado um colega cancelar uma apresentação sua por causa do pouco público e da pouca arrecadação que viria dali. Vi crianças sairem chorando, os pais mesmo entendendo a situação, porém, apavorados pensando "Onde vamos levá-los se as outras peças começam também as 16hs?".
Então, quando fiz minha primeira temporada infantil avisei ao elenco que não íamos cancelar nunca, a não ser que não aparecesse ninguém. Resultado: Prejuízo financeiro, porém, crescimento do projeto que hoje atrai um bom público e crianças saindo cantando e com os olhinhos brilhando.
Na minha peça da Cia Hariboll, CAMINHOS QUE CRUZEI, AMIGOS QUE ENCONTREI, estávamos em uma temporada de quinta á domingo no Teatro Nilton Filho, no ano de 2001, quando na quinta-feira, caiu um temporal em Porto Alegre, desses que nem a gente sairia de casa para nos assistir.
Pois bem, a bilheteira nos disse: Tem duas pessoas (Tem horas que os artistas torcem que a partir de um determinado horário, se não apareceu ninguém, que não apareça mesmo!).
Olhei para a sala de espera e me deu uma pena daquelas duas senhoras, não ia mandá-las embora na chuva, disse para o elenco: Vamos fazer!
(Só não falei para eles que além de serem apenas duas, eram duas cortesias da TVE).
Em 2006 ou 2007, estávamos no TEATRO DO IPE com minha peça de clown chamada ENTRE TAPAS & BEIJOS, uma comédia que eu muito me orgulhei de ter feito, fruto da oficina de clown que tive o privilégio de ter Luiz Henrique Palese como professor. A peça nunca teve um grande público, porém naquele domingo se superou: DUAS PESSOAS.
Quando pensei em cancelar, na sala de espera ouvi as pessoas falando em idioma diferente, falei com a nossa bilheteira ela disse que era uma secretária brasileira e um empresário Indiano, que ele queria assistir teatro em Porto Alegre e ela buscou na programação um espetáculo que ele pudesse compreender, escolhendo o nosso, visto que era uma comédia muda.
Apresentamos para os dois, o indiano gargalhava, interagia e fez questão de nos cumprimentar pela peça e por ter apresentado somente para os dois naquele teatro enorme.
Hoje felizmente não sei mais o que é cancelar espetáculos ou público pequeno, mas estamos sempre com aquele friozinho na barriga, aquela pergunta: "Será que vai ter público"? Mas estou preparado, pois acima de DUAS PESSOAS, é lucro!

E você colega artista? Tem alguma história dessas? de público pequeno que queira compartilhar conosco? Ficaremos felizes em ler.
Haribol!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sala P.F.Gastal - Monty Phyton


Seguindo minha saga em busca de conhecer outros espaços de cinema em nossa Capital gaúcha (Post do dia 01/04), eis que pela primeira vez coloco os pés na sala P.F.Gastal da Usina do Gasômetro. (Sim, demorei).
Há semanas já estudava a programação desse meu próximo "alvo" juntamente com a minha fiel escudeira, quando eu vi que nessa semana a programação seria destinada aos ingleses do MONTY PHYTON, ou seja, FECHOU TODAS.
SOU FÃ, APAIXONADO, DOIDO por esses ingleses e seu humor anárquico e não me canso de rever seus filmes (possuo todos).
Mas ter a sensação de vê-los em uma tela de cinema (Mesmo sendo cópia em DVD) era algo imperdível, pois quando os filmes foram feitos na década de setenta/oitenta, eu era ainda um pretinho que assistia só trapalhões e filmes de kung-fu.
A VIDA DE BRIAN é o meu favorito, a jornada do contemporâneo de Cristo é narrada com o humor peculiar deles, com as dezenas de papéis que eles se revezavam e interpretaram muito bem (Coisa que os cassetas tentaram sem sucesso).
Crítica aos filmes religiosos da época, referência a febre de filmes espaciais, tiradas ótimas sobre os costumes da época, crítica religiosa, humor que vai do inteligente, do absurdo ao pastelão.
Gargalhei como se nunca tivesse assistido, acompanhado de uma dezena de pessoas, na sua maioria jovens, o que achei muito legal.
A sala P.F.Gastal é bonitinha, as cadeiras não são tão cômodas como as outras salas alternativas que visitei, mas não chega a incomodar em um filme de um pouco mais de uma hora de duração.
Como eu gostaria que as pessoas saissem mais, prestassem atenção no que está rolando, nas programações alternativas, preços convidativos e saíssem da mesmice.
Foi um programa fantástico...
"Olhe sempre, para o lado bom da vidaaa"

A Vida de Brian (Life of Brian), de Terry Jones (Inglaterra, 1979, 94 minutos)

Uma iconoclasta versão da vida de Cristo, a partir da história de Brian, que nasce no mesmo dia em que o Messias, e passa a vida inteira sendo confundido com ele. Filme que desagradou a Igreja Católica à época de seu lançamento mas conheceu enorme sucesso nas bilheterias do mundo todo.

Quem foi Paulo F. Gastal:

Nascido em Pelotas, o jornalista Paulo Fontoura Gastal (1922-1996) foi o maior crítico de cinema que o Rio Grande do Sul já teve. Responsável pela formação de várias gerações de cinéfilos, começou a publicar seus artigos em 1941, passando pelos mais importantes veículos de imprensa do estado. Principal mentor do Clube de Cinema de Porto Alegre, que ajudou a criar em 1948, e um dos idealizadores do Festival de Gramado, P. F. Gastal, como era conhecido por seus leitores e admiradores, encarava o cinema como a maior de todas as artes e notabilizou-se por defender o filme de autor diante das exigências do cinema comercial.
Um homem que dedicou sua vida a nos ensinar a amar o cinema, P. F. Gastal empresta seu nome à primeira sala de exibição municipal de Porto Alegre, numa justa homenagem ao seu notável trabalho em prol da consolidação de uma cultura cinematográfica entre nós.


SALA P.F.GASTAL contato: 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NO AR: SITE DA CIA HARIBOLL

 
Mês de abril com novidades: Agora somos uma empresa de produções artísticas, onde além de seguir na produção e promoção dos nossos próprios espetáculos e eventos, vamos produzir artistas e trabalhos que se enquadrem em nossa proposta.
Também entrou no ar o site oficial da CIA HARIBOLL DE TEATRO. Desenvolvido pela AGÊNCIA PALCO em uma parceria que muito nos alegra.
 
Acessando o site você acompanha nossa agenda, assiste a vídeos, vê fotos e obtém  todas as informações do nosso trabalho de arte transcendental
                                                                    www.ciahariboll.com.br


quarta-feira, 10 de abril de 2013

POLUIÇÃO DE ENERGIAS


Existe um tipo de poluição no qual poucos estão atentos.
Ela é invisível, mas nos atinge tanto quanto as outras.
E infelizmente eu sou muito sensível a ela.
A poluição da vibração emitida pelos seres em desequilibrio.
Existe já uma conscientização maior acerca da separação de lixo, da fiscalização (ainda insuficiente) de órgãos protetores dos animais, mares, natureza.
Mas a conscientização de que com nossos pensamentos menos felizes produzimos uma nuvem intensa que paira em nossa volta e a soma delas em locais como o centro de Porto Alegre, se visto por todos, assim como eu vejo, seria próxima da foto que ilustra esse post.
Todos respiram esse "ar" são atingidos e como a um vírus de gripe, contribuem com sua contaminação.
Locais de Porto Alegre como "Camelódromo", "Voluntários da Pátria", "Av. Farrapos" e alguns locais públicos ou de empresas (que prefiro não citar) são muito complicados para eu transitar.
Na Av. Salgado Fº os ônibus embarcam verdadeiras nuvens cinzas individuais e a poluição dentro do coletivo muitas vezes é maior e traz mais malefícios do que o gás carbônico que emite.
(E viva os telefones com música que fazem muitos mudarem de vibração).
Eu fico enjoado nesses lugares, sempre tento evitar, mas me preparo com a máscara da prece para filtrar o ar.
Ontem, no coletivo que utilizei para voltar para casa o cheiro era de gás, esperando algum desatento provocar uma faísca, cada um levando para casa uma batata quente para jogar na primeira pessoa ao desembarcar. (Cônjuje, vizinho, familiar).
Acham tudo tão normal, aliviam seu stress na cerveja, no álcool em fotos fazendo sinal de vitória, fazendo biquinho, exibindo o latão, a garrafa, ou o caneco como se fosse um troféu.
Eu vejo, eu sinto e como é feio, como é nociva essa poluição da vibração.
Muitos acham que é bobagem
Muitos adoecem sem saber a razão.
É necessário não desviar o caminho, mas sim enfrentá-lo procurando uma opção, procurando não colaborar com essa nuvem cinza, fazer da sua prece e meditação, a sua respiração.
E assim vamos, contando com o sol físico para as nuvens dissipar, com o verde e o ar para respirar, e buscar na fé, ou independente de crer em um Deus, fazer dos bons pensamentos e boas atitudes a sua rotina, a sua canção.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mi Corazón

Claro que te quero
é natural, terno e sincero.
Estar bem é estar com você
complemento bom do meu viver.
É cedo? É tarde? Não sei
Você veio quando não esperei
então fica aqui no meu peito
ainda um bom tempo
que eu te aquecerei.
Um abraço gostoso
um olhar, um sorriso
um toque, uma pele que arrepia
são gestos, a materialização da mais bela poesia.
Hoje poeta me inspiro
na alegria do carinho sem febre, sem stress
mas intenso
no enredo do amor e da paixão
Claro que te quero
Clarissa
Mi Corazón!


domingo, 7 de abril de 2013

VAI QUE DÁ CERTO


Bom, eles conseguiram, o filme deu certo!
Por que o plano que eles traçaram para essa comédia nacional foi bem pensado, ao contrário do desastrado plano dos seus personagens em irem para o "mundo do crime" para sanar seus problemas financeiros.
Pegaram a estrada das leis de incentivo, o carro-forte da Globo filmes, pegaram pra guiar os jovens comediantes e atores em evidência pela Plim-Plim e pela força que é a internet e "simbora"!.
O roteiro fraco como qualquer dezena de comédias americanas que tratam do mesmo tema, fica até interessante e engraçada por causa dos talentos individuais e das piadas que retratam as nossas coisas, o nosso país.
As mesmas carinhas de sempre que pipocam nas telinhas nos últimos anos, só faltou o Adnet. O Bruno Mazzeo que faz um apagadíssimo personagem que muito bem poderia ter sido dado a qualquer outro ator, pois um personagem sério (?) não parece ter sido feito pra ele, mas sim para o artista que é ele, pois atrai as empresas apoiadoras. (O destaque no cartaz seria coincidência?)
Sim, damos algumas risadas, mais por causa do talento desses artistas jovens, pois o texto em si, a direção, não colabora em quase nada para torná-las efetivamente cômicas.
Gregório Duvivier do sucesso da internet PORTA DOS FUNDOS e Fábio Porchat ilustram o que eu falei e nos levam as gargalhadas, os demais, fazem o que fazem sempre. Os olhos arregalados do Lucio Mauro F° e etc..Legal ver veteranos como o Lúcio Mauro e a também lindinha e global Natalia Lage para trazer um toque feminino para a história.
Situações absurdas fazem parte da comédia, e misturar vários elementos dela em um mesmo filme não é crime, mas fica estranho, raramente funciona.
No final, deu certo, e  deve chegar a seus milhões de espectadores e ter continuação. Não é nada demais, porém muito mais que muita comédia americana que pipoca na nossas telonas e levam ótimo público.
E você amigo artista que está lendo esse post, não tenha medo das suas idéias por mais absurdas que sejam. Junte os amigos certos, a produtora certa, acredite...
VAI QUE DÁ CERTO?

SINOPSE OFICIAL
Cinco amigos dos velhos tempos se encontram com problemas financeiros e resolvem se reunir para praticar um golpe contra uma transportadora de valores. O plano é ótimo e Danilo (Lúcio Mauro Filho) trabalha lá já tem tudo esquematizado na cabeça. Agora, ele só precisa que Rodrigo (Danton Mello), Vaguinho (Gregório Duvivier), Amaral (Fábio Porchat) e Tonico (Felipe Abib) se concentrem nas coordenadas para faturar uma grana alta e fácil. Mas a sorte não parece estar do lado do quinteto e eles vão ter que se virar para honrar o compromisso com um "empresário do mal", que financiou o armamento do grupo. Será que eles conseguem? É quando pinta a ideia de recorrer a um outro amigo de infância, o político Paulo (Bruno Mazzeo). A confusão está armada e tem tudo para dar errado.

FICHA TÉCNICA
Brasil , 2013 - 100 minutos
Comédia
Direção:
Maurício Farias
Roteiro:
Maurício Farias, Fábio Porchat
Elenco:
Danton Mello, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Felipe Abib, Lúcio Mauro Filho, Bruno Mazzeo, Natália Lage, Lúcio Mauro, Sérgio Guizé


sábado, 6 de abril de 2013

VIDA ALHEIA - Projeto NOVAS CARAS



O Grupo Artes e Letras já tem um bom tempo de estrada. Essa caracterizada por suas montagens de clássicos da literatura brasileira e do teatro em escolas e faculdades da Capital ou do Interior.

Autores como: Machado de Assis,  Simões Lopes Neto, Augusto dos Anjos, entre outros,  são representados por espetáculos teatrais, esquetes ou saraus musicais. Fora isso, eventualmente colocam sua proposta em cena nos teatros, o que por sí só vale a conferida pois nos traz textos, situações e autores que raramente são explorados nos espetáculos em cartaz. 

Contemplados neste ano no projeto da SMC: NOVAS CARAS que há décadas tem possibilitado que novos artistas e diretores coloquem seus estudos e projetos em cartaz, o Grupo de uma forma simples e objetiva nos apresenta os deliciosos textos de Artur de Azevedo (Cuja biografia coloquei abaixo, extraída da bem-vinda Wikipédia).

Vida Alheia é um conjunto de cinco textos cômicos que abordam a vida e os costumes de um Rio de Janeiro da metade do século XIX  protagonizados por três bons jovens artistas e a participação do "veterano" Julio Lhenardi. 
São cinco histórias encenadas:
1) Um poeta boêmio embriagado pela lúdica vida artística, é cobrado pela esposa pelo fato de que não há alimento em casa e que a mesma padece de todas as estruturas mínimas para a sobrevivência.  
2)Um velho comenta com as pessoas na praça sobre a vida de alguns vizinhos e conhecidos.
3)Duas amigas conversam acerca dos hábitos do marido de uma delas e de como manter o bom casamento.
4)Uma sucessão hilária de discussões entre chefes, encarregados e subalternos.
5) Uma senhora que quer assistir espetáculos nacionais e descobre que todos os teatros estão ocupados por cias e produções estrangeiras.

O cenário é representado apenas por duas cadeiras e alguns acessórios cênicos de época. Os figurinos e adereços estão bem representados e servem bem a proposta quando querem marcar a época ou servir de motivo de risos.
A iluminação de Catarinno Grosser, devido a simplicidade da montagem, limita-se a cumprir bem a  função destinada nas cenas e entre elas, tendo a oportunidade de destacar-se ao final com a convincente simulação de um flash de máquina de fotografar antiga (Daquelas com pólvora) onde a família teatral posa no final.
Com uma direção discreta do jovem Gabriel Motta que deixa a história fluir, boa atuação do mesmo, das atrizes Ana Paula Aguiar e Kariny Schoenfeldt e de Julio Lhenardi, hilário nos personagens cômicos que lhe couberam, a peça segue um ritmo bom, resultando em uma interessante proposta.
Recomendo que assistam os projetos do NOVAS CARAS, assim como estão dando a oportunidade deles encenarem, nós temos que dar a oportunidade dos artistas terem um público, um retorno, uma crítica feroz ou um elogio rasgado, pois só assim eles e o público evoluem: Trabalhando, estudando, pesquisando, assistindo.
Algumas peças tem resultados fracos, outros médios, alguns bem interessantes como essa.
Recomendo a peça não só aos estudantes, como ao público em geral para ter esse contato com um autor, assim como muitos outros, que ganha fôlego graças ao trabalho da cia artes e letras em trazê-los para as escolas e palcos.

SINOPSE - VIDA ALHEIA - Segundo a CIA

Uma Comédia de Artur Azevedo

Espetáculo composto de cinco quadros (esquetes), breves histórias de gente comum. Flagrantes do cotidiano do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX que Artur Azevedo soube, como ninguém, transpor para os palcos, o que observava nas ruas e nas casas.

Quatro atores se revezam nos vários personagens que transitam pelo palco,contando suas histórias, às vezes trágicas, outras nem tanto, mas sempre numa linguagem simples, sem faltar uma forte pitada satírica, marca registrada de Artur Azevedo.

Os figurinos e adereços demonstram claramente os usos e costumes da época.

A trilha sonora é composta somente de trechos de músicas brasileiras, chorinhos,
valsinhas, etc.
Nosso objetivo é lembrar quem foi e o que representou e ainda representa, para a nossa dramaturgia, Artur Azevedo. Que tanto fez pelo teatro nacional e pelos nossos artistas e suas obras tão pouco ou nada sendo montadas, apesar de servirem como conteúdo para o ensino da língua portuguesa e literatura.


FICHA TÉCNICA:

Elenco: Ana Paula Aguiar – Gabriel Motta – Júlio Lhenardi – Kariny Schoenfeldt
Concepção e Figurinos: J.Alceu 
Iluminação e Trilha Sonora: Catarinno Grosser
Operação de Som e Luz: Marcelo Shultes
Dramaturgia: Valéria Di Pietro
Direção: Gabriel Motta 
Supervisão Geral: Julio Lhenardi
Duração: 45min
Realização:
15 anos de Entretenimento e Cultura
Informações e Agendamentos:
julio@grupoarteseletras.com.br - grupoarteseletras@hotmail.com
(51) 3395 5482 – 9203 3487 – 8178 4582 -



Recorri a Wikipédia para trazer maiores informações sobre o autor:

Biografia

Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em 7 de julho de 1855, em São Luís - MA e faleceu em 22 de outubro de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães.
Em 1871 escreveu uma série de poemas satíricos sobre as pessoas de São Luís, perdendo o emprego de amanuense (copista de textos à mão).
Seguiu para o Rio de Janeiro aos 18 anos de idade (1873), onde foi tradutor de folhetins e revisor de "A Reforma", tornando-se conhecido por seus versos humorísticos. Escrevendo para o teatro, alcançou enorme sucesso com as peças "Véspera de Reis" e "A Capital Federal". Fundou a revista "Vida Moderna", onde suas crônicas eram muito populares. Colecionador de obras (pinturas, gravuras e esculturas) e crítico de arte nos jornais cariocas, constituiu um vasto acervo denominado postumamente de "Coleção Arthur Azevedo de Gravuras". Foi amigo de artistas como Victor Meirelles, Rodolfo e Henrique Bernardelli, Modesto Broccos e João Zeferino da Costa.
Artur de Azevedo, prosseguindo a obra de Martins Pena, consolidou a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do Teatro de revista, em sua primeira fase. Sua atividade jornalística foi intensa, devendo-se a ele a publicação de uma série de revistas, especializadas, além da fundação de alguns jornais cariocas.
Era irmão mais velho do escritor Aluísio Azevedo, autor de "O Cortiço" e "O Mulato".

[editar]Bibliografia

Escreveu cerca de duzentas peças para teatro e tentou fazer surgir o teatro nacional, incentivando a encenação de obras brasileiras. Como diretor do Teatro João Caetano, no Rio, encenou quinze originais brasileiros em menos de três meses.
Escreveu ainda:
  • Sonetos (1876)
  • Contos fora de moda (1901)
  • Contos efêmeros
  • Contos possíveis (1908)
  • Rimas (1909)
Para o teatro escreveu, entre outras:
  • O Rio de Janeiro de 1877 (1878)
  • A pele do lobo (1877)
  • O Bilontra (1885)
  • A Almanjarra (1888)
  • O Dote (1888)
  • O Badejo (1898)
  • Confidências (1898)
  • O Jagunço (1898)
  • Comeu! (1901)

[editar]Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras

Foi um dos fundadores do Sodalício Brasileiro, onde ocupou a cadeira que tem por patrono Martins Pena.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Atitude política com resultado!

Ter sido militante de um partido que vence as eleições (partido não, candidato, pois hoje, os partidos estão partidos, fragmentados, onde o que menos conta é a ideologia afim) não desautoriza os outrora chatos militantes daqueles que acham que são os melhores, os mais honestos, os mais preparados e blablablá, em protestar quando a coisa fica "feia".
Ninguém mais autorizado a xingar o marido que uma esposa traída, ninguém mais autorizado a reclamar do seu time do que um sócio em dia, ninguém mais autorizado a procurar o gerente do que a cliente vip do restaurante.
Então, feridos na confiança, no amor pela bandeira eles vão as ruas e tem de ser assim.
Aqueles que não votaram no partido A, tecem comentários bobos como "Votou nele? Te rala", como assim cara-pálida? Todos nós nos "ralamos", o mesmo vale para aquele que se abstém de votar, perpetuando os mesmos no poder, sem dar uma chance a renovação na câmara, congresso, governo.
Os simpatizantes do partido no poder, tem sim, o direito e o dever de "chiar" e todos nós, simpatizantes ou não, devemos nos unir em ações, manifestações que dizem respeito a todos.
Apesar de ficar feliz com a conquista da tarifa voltar a R$ 2,85 ao invés do R$ 3,05, para mim foi uma vitória cômoda pois, não fiz nada além de repassar alguns e-mails, registrar algumas opiniões, na hora de pagar a passagem mais barata estarei ciente de que não fui pra rua, pra chuva, pro movimento, e outras pessoas "desocupadas" que estavam se ocupando de materializar um ato político conquistaram para mim.
O deputado Feliciano está na Secretaria de Direitos Humanos por que o PT venceu as eleições com total apoio da maioria dos artistas e ONGS que hoje estão berrando aos quatro cantos quanto a indicação. Ora, votou, endossou, tornou-se cúmplice do Governo e dos seus aliados.
Nem por isso estão desautorizados a chiar, chiar muito!!!
E não é só Don Feliciano, é Calheiros e dezenas de secretários, senhores/senhoras em cargos cujo histórico está aliado a corrupção e atos de preconceito.
A Presidente, o Prefeito, o Governador, todos amarrados, enroscados em alianças e perdidos no labirinto do jogo do poder.
A atitude política começa com um voto UM BOM VOTO! E um povo traído, unido, jamais será vencido.
Parabéns aos jovens, aos organizadores, aos simpatizantes, aos que se mobilizaram efetivamente nesse gesto político.
A
os depredadores de patrimônio público (Sempre tem uns cabeças de vento para estragar) o rigor da lei!

A foto que ilustra esse post é de Ramiro Furquim - Site 21 - http://www.sul21.com.br/

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Teatro e cinema para crianças!

Na semana de páscoa, assisti dois produtos culturais destinados as crianças (Sim, a arte é um produto!). Um no teatro com produção independente e outro no cinema, é claro, com toda a estrutura hollywoodiana possível. Ambas atingem seus objetivos naquilo que se propõem de acordo com sua estrutura e proposta.



3 URSOS - MISSÃO CACHINHOS DOURADOS - Produção da Entreteniarte, traz para o presente a personagem Cachinhos dourados,  agora sem a pureza da criança da história original, (Foram várias versões desde 1837, originado do conto do poeta inglês Robert Southey). Agora, absorvida pelo mundo capitalista, ela transformou-se em uma empresária de produtos de beleza que poluem o meio ambiente e parece nem ligar muito para o mundo além do seu umbigo (Que deve ter piercing). Para detê-la e a qualquer outro que ameace a natureza, estão infiltrados na floresta vivendo como uma tradicional e fofa família urso, os agentes 00, 01 e 02. Sob o comando do sargento Ratazana que aparece em vídeo para dar-lhes as instruções.
Com texto do diretor Edye e da bióloga Bruna Ruiz, o espetáculo une tiradas de bom humor dos três personagens em seus conflitos de disfarce de agentes/ursos com um texto didático quase documental acerca da biodiversidade. Por ter essa proposta diferenciada dos demais espetáculos infantis em cartaz, onde além dessa conscientização ser citada, é ilustrada em vídeos e em ações, merece ser prestigiado e divulgado.

Sinopse segundo a Cia Entreteniarte: 
Numa época em que o mundo sofre as consequências do aquecimento global e o descaso da humanidade para com a natureza, é criada a INSEGLO (Inteligência Secreta Global), liderada pelo Sargento Ratazana e sua Equipe de Espiões Ultra Secreta: os agentes 001, 002 e 0,0. Para manter suas identidades em sigilo nas missões dadas pela Agência de Segurança, os três ursos se infiltram na floresta, passando os dias como uma típica família de ursos, com direito a hibernar no inverno e comer mingau. Diferente da história original, aqui, a menina loira cresceu e se tornou uma poderosa empresária, dona de multinacionais, porém, muito arrogante e despreocupada com a natureza. Agora, a missão desta secreta família é capturar Cachinhos Dourados e colocar um fim nos danos causados por suas fábricas, antes que ela invada suas casas, coma todo o mingau, quebre as cadeiras e durma nas suas camas.

Ficha técnica:
Elenco: Ita Ramires/Erick Chagas/Juliana Pretto/Natalie Gonçalves
Participação em Vídeo: Edye/Eduardo Camargo
Iluminação: Bruna Ruiz
Texto: Bruna Ruiz e Edye
Direção: Edye
Produção de vídeos/figurinos/cenografia: Entreteniarte produções/Maria Morato




OS CROODS - A Dreamworks acerta com essa história "Platônica" sobre a família das cavernas que após serem os únicos sobreviventes das ameaças que extinguiram as outras (Das formas mais engraçadas e absurdas possíveis), são obrigados a buscar outro porto seguro devido aos perigos que estão submetidos de vido a forças da natureza.
Em um primeiro momento pela situação da dramaturgia e caracterização de alguns personagens a gente pensa: Já vimos isso em Shrek e em A era do gelo.
Mas não, temos um excelente exemplar, digno dos dois primeiros filmes do Ogro e da ainda insuperável filmografia da PIXAR.
Uma excelente qualidade de animação onde vê-se as cicatrizes adquiridas pelos personagens, textura da pele, cabelos, um cenário lindo e quase "Avatárico". Tiradas humorísticas sensacionais que mesmo com a previsibilidade do "tudo termina bem" e "eu te amo pai" no final faz com que esse seja mais um belo exemplo de filme família, onde todos se divertem.

Elenco das vozes originais e os personagens:

  • Nicolas Cage como Grug Crood, o patriarca bem-intencionado, mas superprotetor, desatualizado e membro da família Croods.[4]
  • Ryan Reynolds como Guy, um menino que não é tão forte como os Croods, mas prefere usar o seu cérebro e vem com várias idéias. Ele é acompanhado com uma preguiça como seu animal de estimação.[5]
  • Catherine Keener como Ugga Crood, esposa de Grug. Ela é a mente mais aberta do que Grug, mas tem um trabalho duro para fazer sua família segura.[6]
  • Clark Duke como Thunk Crood, filho de Grug e Ugga, com 9 anos é o filho do meio, que não é inteligente, tem a coordenação ruim, mas tem um bom coração.[7]
  • Cloris Leachman como Gran, uma antagonista feroz, muito velha (45 anos), sogra de Grug.[6]
  • Emma Stone como Eep Crood, a filha mais velha de Grug e Ugga, que é cheia de curiosidade e um desejo de aventura
  • Randy Thom como Sandy Crood, o bebê feroz de Grug e Ugga, que simplesmente morde, não sabe falar, sabe rosnar.