sexta-feira, 19 de abril de 2013

OBLIVION - Ficção simples (?) e interessante!


Existe em algum lugar, algum livro, roteiro, gibi, mangá, teoria de ficção científica que seja original, ou que ao menos aponte para um raciocínio diferente do que temos visto nos últimos quarenta anos no cinema?
Viagens no espaço, planeta terra destruído, viagens no tempo, clones, guerras, outros planetas, extraterrestres do bem ou do mal, mutantes, máquinas que se rebelam, robôs quase humanos, seriam somente esses os temas de uma boa ficção da literatura ou cinema? Me pergunto, sem saber uma resposta?
O negócio é relaxar e assistir um filme com aquelas doses de "mais do mesmo" e torcer que o roteiro te surprenda, apreciar a visão de cada roteirista, diretor, e diretor de fotografia para o fim do mundo, planetas e acontecimentos em duas horas.
Tom Cruise, após uma fase que se dedicou a projetos, digamos, mais "sérios" entre o final dos anos 80 e 90, parece que desde o primeiro missão impossível, fora algum filme aqui ou ali, rendeu-se definitivamente ao seu posto original de ator de filmes "pops" e de ação.
Ao contrário de Bruce Willis que é o mesmo em filmes iguais, Tom é o mesmo em filmes ao menos diferentes um dos outros.
Oblivion é um filme legal, com uma excelente fotografia, efeitos simples e funcionais, elenco no (tom?), Cruise convence sendo o Tom de sempre na história de Jack, uma espécie de "lixeiro" que fica no que sobrou do planeta Terra após uma guerra, zelando por equipamentos responsáveis por levar água e outros recursos naturais para uma lua de saturno, que é onde a humanidade "mora" e tem de enfrentar "alienígenas saqueadores".
Ali você lembra de filmes como: Wall-E (A ótima animação da Pixar), 2001 (Impossível não lembrar e o cineasta fez questão de deixar isso claro), O planeta dos macacos e uma pitadinha de tudo o que já se viu de melhor e de pior em filmes de ficção.
Como escrevi antes o que mais me impressionou no filme foi a fotografia, tudo muito natural que a gente até esquece que os atores estavam em meio a computação gráfica. As naves, os trajes, as armas, simples e funcionais (nada de absurdo como visto em tantos outros filmes). Ainda com o "plus" de um belo lugar que serve de "refúgio" do personagem de Cruise quando ele busca entender "flashes de memória" que lhe vem a mente todo o tempo.
De todo esse quase mais do mesmo, o que me conquistou também foi a simplicidade de um corte de câmera e "truque" de roteiro, escondendo algumas coisas, induzindo outras, para que não pudéssemos dizer na saída do cinema: "Eu já sabia".
* Em um momento o roteiro dá uma sacudida no teu raciocínio e por alguns momentos não sabes se o personagem sonha ou viajou no tempo. ( E vais sair com muitas dúvidas acerca de acontecimentos do filme e seu roteiro, podes crer!)
Tio Morgan Freeman dá uma "chegadinha" de leve no filme como aquele líder de sempre, para abrir os olhos de Jack para  a verdade que ele desconhece.
Ainda tem as belas e eficientes atrizes : Olga Kurylenko e Andrea Riseborough 
Um filme legal, gostei!

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