sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sala P.F.Gastal - Monty Phyton


Seguindo minha saga em busca de conhecer outros espaços de cinema em nossa Capital gaúcha (Post do dia 01/04), eis que pela primeira vez coloco os pés na sala P.F.Gastal da Usina do Gasômetro. (Sim, demorei).
Há semanas já estudava a programação desse meu próximo "alvo" juntamente com a minha fiel escudeira, quando eu vi que nessa semana a programação seria destinada aos ingleses do MONTY PHYTON, ou seja, FECHOU TODAS.
SOU FÃ, APAIXONADO, DOIDO por esses ingleses e seu humor anárquico e não me canso de rever seus filmes (possuo todos).
Mas ter a sensação de vê-los em uma tela de cinema (Mesmo sendo cópia em DVD) era algo imperdível, pois quando os filmes foram feitos na década de setenta/oitenta, eu era ainda um pretinho que assistia só trapalhões e filmes de kung-fu.
A VIDA DE BRIAN é o meu favorito, a jornada do contemporâneo de Cristo é narrada com o humor peculiar deles, com as dezenas de papéis que eles se revezavam e interpretaram muito bem (Coisa que os cassetas tentaram sem sucesso).
Crítica aos filmes religiosos da época, referência a febre de filmes espaciais, tiradas ótimas sobre os costumes da época, crítica religiosa, humor que vai do inteligente, do absurdo ao pastelão.
Gargalhei como se nunca tivesse assistido, acompanhado de uma dezena de pessoas, na sua maioria jovens, o que achei muito legal.
A sala P.F.Gastal é bonitinha, as cadeiras não são tão cômodas como as outras salas alternativas que visitei, mas não chega a incomodar em um filme de um pouco mais de uma hora de duração.
Como eu gostaria que as pessoas saissem mais, prestassem atenção no que está rolando, nas programações alternativas, preços convidativos e saíssem da mesmice.
Foi um programa fantástico...
"Olhe sempre, para o lado bom da vidaaa"

A Vida de Brian (Life of Brian), de Terry Jones (Inglaterra, 1979, 94 minutos)

Uma iconoclasta versão da vida de Cristo, a partir da história de Brian, que nasce no mesmo dia em que o Messias, e passa a vida inteira sendo confundido com ele. Filme que desagradou a Igreja Católica à época de seu lançamento mas conheceu enorme sucesso nas bilheterias do mundo todo.

Quem foi Paulo F. Gastal:

Nascido em Pelotas, o jornalista Paulo Fontoura Gastal (1922-1996) foi o maior crítico de cinema que o Rio Grande do Sul já teve. Responsável pela formação de várias gerações de cinéfilos, começou a publicar seus artigos em 1941, passando pelos mais importantes veículos de imprensa do estado. Principal mentor do Clube de Cinema de Porto Alegre, que ajudou a criar em 1948, e um dos idealizadores do Festival de Gramado, P. F. Gastal, como era conhecido por seus leitores e admiradores, encarava o cinema como a maior de todas as artes e notabilizou-se por defender o filme de autor diante das exigências do cinema comercial.
Um homem que dedicou sua vida a nos ensinar a amar o cinema, P. F. Gastal empresta seu nome à primeira sala de exibição municipal de Porto Alegre, numa justa homenagem ao seu notável trabalho em prol da consolidação de uma cultura cinematográfica entre nós.


SALA P.F.GASTAL contato: 

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