sábado, 4 de maio de 2013

SOMOS TÃO JOVENS!

 
Os críticos vão dizer que o filme é pop, arrisca-se pouco, não tem muita profundidade na personalidade do personagem central e dos assuntos relativos a juventude do artista Renato Russo.
Não estarão eles errados em tecer esses comentários, pois o filme é leve, não se compromete muito, não explora muito a fundo a rebeldia, a depressão, os conflitos e as histórias que todo o fã conhece com mais detalhes.
O fã parece que é fácil de agradar e conquistar com filmes do seu ídolo, isso acontece, porém, é o maior crítico quando a obra de arte inspirada nele não o convence.
Eu fui convencido, na simplicidade do trabalho realizado e acho que os outros também gostarão, é um bom prato que dá vontade de repetir.
Thiago Mendonça está para Renato assim como Daniel esteve para Cazuza, em uma atuação ótima, completa, digna de um bom artista jovem (Com trinta anos interpretando um jovem dos dezesseis aos vinte e poucos) e convence.
A fotografia e a direção de arte fazem a gente viajar no tempo nas arquiteturas antigas, nos figurinos, acessórios, eletrodomésticos, mostrando um ótimo serviço também dos responsáveis por essa equipe do filme dando veracidade a época que ele é retratado.
O elenco jovem dá conta do recado, prestando "assessoria" a estrela realmente que é o protagonista em todos os momentos. Legal assistir como eles se divertiam, trocavam ideias, levavam abordagem da polícia nos anos da ditadura e a amizade de vários amigos em comum que formaram futuramente bandas como: Paralamas do Sucesso (Herbert também aparece), Plebe Rude e Capital Inicial.
O Filme aborda a juventude de Renato, a formação da sua banda punk ABORTO ELÉTRICO, sua pequena carreira solo como TROVADOR SOLITÁRIO e termina com a grande obra da sua vida A LEGIÃO URBANA partindo para o seu show no Rio de Janeiro.
A trilha do filme é do músico CARLOS TRILHA, parceiro de Renato em seus discos solos e parceiro da banda nos últimos cds lançados e shows.
Os fãs e os sensíveis como eu irão encher os olhos d'agua, bater o pé no chão acompanhando o ritmo, irão cantar as músicas e matar ao menos um pouco da saudade de um ídolo e de um tempo que se foi.
Um filme leve, bom Fiquei feliz e necessário para apagar a horrorosa impressão da "homenagem" a Legião Urbana com o Wagner Moura nos vocais! ( Brrrrr!!!!).
Como disse antes, um filme pop, leve e simples como a maioria das canções da Legião.
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

INSTITUTO NT - O CARTEIRO


Ontem no feriado de 1º de maio, minha namorada e eu seguimos a jornada de ir a espaços culturais ainda não conhecidos por nós e assistir filmes independentes ou fora do circuito das grandes salas.
Fomos no INSTITUTO NT DE CINEMA E CULTURA, que fica situado na rua Marques do Pombal 1111, abrigado na casa Boni, um imóvel tombado como patrimônio histórico.
Tudo ali colabora para uma excelente alimentação visual e cultural: O prédio, a arquitetura, a ótima cafeteria, me identifiquei de imediato com o local em uma familiaridade que eu parecia criança na casa e no pátio dos avós. Viemos caminhando pela Av. Nova york até chegar no local em um dia gostoso de outono e o bairro realmente favorece quem gosta de caminhar e respirar um ar puro.
Bom, tudo tem um preço né? Para entrar e assistir o filme em cartaz: O CARTEIRO, tivemos que desembolsar por cada ingresso R$ 16,00 (salgado se comparado a cinemas de shopping e para uma sala tão pequena), mas vale a pena.
A sala de cinema é aconchegante, o interessante é ver na parede dela uma lareira e várias outras portas e entradas e saídas que permaneceram devido ao fato do que o prédio (casa) é tombado. Apenas 50 lugares, todos bem localizados e bem cuidados.
Os atrasados na sessão (Que não deveria ser permitido, ou ter uma outra entrada para eles) abrem a porta perto da tela causando um incômodo igual ao que acontece quando estamos em casa vendo tv e alguém entra de repente trazendo consigo um pouco da luz da rua incomodando a visão).


O CARTEIRO - O FILME: Escrito e dirigido por Reginaldo Faria é um simpático filme que se passa no município gaúcho de São João do Polêsine (Região do Vale Vêneto) próximo a Santa Maria.
Um belo lugar totalmente desconhecido por este que vos escreve e de muita gente, onde a esposa do Diretor, conhecedora do local indicou-o.
Vitor é um jovem carteiro que apaixonado por uma nova moradora chamada Marli, passa a abrir as suas correspondências antes de entregar, interferindo assim na sua comunicação com o namorado que mora no Rio de Janeiro.
Com a cumplicidade do amigo e colega de trabalho Jonas eles tem alguns momentos que até relembram um pouco de Chicó e João Grilo do Auto da Compadecida, quando usam suas espertezas para pregarem peças nos moradores:: A viúva, o dono do bar, a separada, o delegado, entre outros. 
A fotografia e a direção de arte são esplêndidas, nossos artistas gaúchos estavam lá dando a conta do recado. Uma surpresa feliz e triste ao mesmo tempo foi ver Marcos Barreto, ex-diretor da Casa de Cultura Mário Quintana que desencarnou há pouco tempo, em plena atividade artística.
O roteiro e direção de Reginaldo Farias (Que todos que nasceram entre os anos 70/80 não tem como não admirá-lo) é simples e contando com a locação e com os já citados artistas, chega a um resultado bom.
Acima de tudo foi essa impressão que tive: Bom ver nossa terra, nossos artistas no cinema outra vez (Bairrista eu hein?).

Ao final da tarde, um chuvisqueiro, um ventinho de outono, um delicioso café acompanhado de uma "tostada vegetariana", um beijo de namorada, para encerrar mais essa jornada em busca de lugares desconhecidos desse artista, que recomendo a todos conhecer o espaço.

Maiores informações sobre O CARTEIRO (trailler/sinopses/fotos)
em:  http://www.filmeocarteiro.com.br




quarta-feira, 1 de maio de 2013

O DIVERTIDO HOMEM DE FERRO 3


Divertido sim!
Quem quer assistir algo sério sobre ameaças terroristas que assista os telejornais, quem quer assistir algo sério protagonizado por super-heróis assista os filmes do Batman de Christopher Nolan ou Watchmen. Quem quer assistir um filme divertido de super-herói, é esse...HOMEM DE FERRO 3.
Mais pop que os dois anteriores o filme tem uma influência direta dos acontecimentos de OS VINGADORES tanto na vida pessoal do protagonista, quanto na história que assistimos: Cenas de ação e efeitos esplêndidas e muito, muito humor.
Adaptar quadrinhos para o cinema é mais arriscado que adaptar um best seller, pois os fãs não perdoam nenhum deslize, nenhuma "licença-poética", o que está escrito na "Bíblia sagrada" do seu personagem favorito tem que ser seguida, versículo por versículo, e "ai" de quem ousar fugir ás "escrituras sagradas".
HOMEM DE FERRO 3 é um divertido filme de super herói como tem de ser, Robert Downey Jr é um ator de grande capacidade que para o seu bem ou mal ficará artisticamente para sempre reconhecido como o Gladiador Dourado (Acima de Chaplin que lhe deu o Oscar).
Ainda abalado pelos acontecimentos mostrados no filme dos Vingadores, Tony dedica seu tempo na busca de outras tecnologias, experimentos para o seu homem de ferro, esquecendo a "patroa" e um pouco do mundo lá fora que está sendo ameaçado por um terrorista chamado Mandarim (Uma das grandes surpresas do filme, eu adorei, mas o fãs do vilão dos quadrinhos odiaram a sua versão cinematográfica).
Existem outros acontecimentos "estranhos" como a "transformação" da personagem Pepper Potts, que no final das contas contribuem para um filme de heróis! (ora bolas!) 
Pelo seu jeito irresponsável de ser, erros do passado (inimigos no futuro) e erros do presente (dar o endereço de sua casa em rede nacional para o terrorista em tom de desafio) levam Tony a enfrentar um grande desafio, enchendo a tela de bastante ação e humor (muitos dizem que exagerado, eu adorei!).
No final das contas, me diverti e ri muito, o que não era de se esperar de um filme de heróis, mas Robert "Tony" Jr, os roteiristas e o novo diretor se encarregaram de nos entregar um bom filme pop.