quinta-feira, 2 de maio de 2013

INSTITUTO NT - O CARTEIRO


Ontem no feriado de 1º de maio, minha namorada e eu seguimos a jornada de ir a espaços culturais ainda não conhecidos por nós e assistir filmes independentes ou fora do circuito das grandes salas.
Fomos no INSTITUTO NT DE CINEMA E CULTURA, que fica situado na rua Marques do Pombal 1111, abrigado na casa Boni, um imóvel tombado como patrimônio histórico.
Tudo ali colabora para uma excelente alimentação visual e cultural: O prédio, a arquitetura, a ótima cafeteria, me identifiquei de imediato com o local em uma familiaridade que eu parecia criança na casa e no pátio dos avós. Viemos caminhando pela Av. Nova york até chegar no local em um dia gostoso de outono e o bairro realmente favorece quem gosta de caminhar e respirar um ar puro.
Bom, tudo tem um preço né? Para entrar e assistir o filme em cartaz: O CARTEIRO, tivemos que desembolsar por cada ingresso R$ 16,00 (salgado se comparado a cinemas de shopping e para uma sala tão pequena), mas vale a pena.
A sala de cinema é aconchegante, o interessante é ver na parede dela uma lareira e várias outras portas e entradas e saídas que permaneceram devido ao fato do que o prédio (casa) é tombado. Apenas 50 lugares, todos bem localizados e bem cuidados.
Os atrasados na sessão (Que não deveria ser permitido, ou ter uma outra entrada para eles) abrem a porta perto da tela causando um incômodo igual ao que acontece quando estamos em casa vendo tv e alguém entra de repente trazendo consigo um pouco da luz da rua incomodando a visão).


O CARTEIRO - O FILME: Escrito e dirigido por Reginaldo Faria é um simpático filme que se passa no município gaúcho de São João do Polêsine (Região do Vale Vêneto) próximo a Santa Maria.
Um belo lugar totalmente desconhecido por este que vos escreve e de muita gente, onde a esposa do Diretor, conhecedora do local indicou-o.
Vitor é um jovem carteiro que apaixonado por uma nova moradora chamada Marli, passa a abrir as suas correspondências antes de entregar, interferindo assim na sua comunicação com o namorado que mora no Rio de Janeiro.
Com a cumplicidade do amigo e colega de trabalho Jonas eles tem alguns momentos que até relembram um pouco de Chicó e João Grilo do Auto da Compadecida, quando usam suas espertezas para pregarem peças nos moradores:: A viúva, o dono do bar, a separada, o delegado, entre outros. 
A fotografia e a direção de arte são esplêndidas, nossos artistas gaúchos estavam lá dando a conta do recado. Uma surpresa feliz e triste ao mesmo tempo foi ver Marcos Barreto, ex-diretor da Casa de Cultura Mário Quintana que desencarnou há pouco tempo, em plena atividade artística.
O roteiro e direção de Reginaldo Farias (Que todos que nasceram entre os anos 70/80 não tem como não admirá-lo) é simples e contando com a locação e com os já citados artistas, chega a um resultado bom.
Acima de tudo foi essa impressão que tive: Bom ver nossa terra, nossos artistas no cinema outra vez (Bairrista eu hein?).

Ao final da tarde, um chuvisqueiro, um ventinho de outono, um delicioso café acompanhado de uma "tostada vegetariana", um beijo de namorada, para encerrar mais essa jornada em busca de lugares desconhecidos desse artista, que recomendo a todos conhecer o espaço.

Maiores informações sobre O CARTEIRO (trailler/sinopses/fotos)
em:  http://www.filmeocarteiro.com.br




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