quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TODA FEITA - Grupo TEATRO LÁ EM CASA





TODA FEITA é o novo espetáculo do GRUPO TEATRO LÁ EM CASA.
Escrito e dirigido por Pedro Delgado
É uma nova versão para o texto encenado em forma de monólogo por Pedro Delgado chamado VESTIDA DO AVESSO.
Trazendo a experiência da encenação anterior e colocando em prática o resultado de sua tese de mestrado em artes cênicas, Pedro nos entrega um espetáculo visualmente belo e provocante.
O texto de Berna Herculine, a professora transexual agora é dividido entre quatro atores que se revezam na personagem, assim como são os narradores da sua história e contra-regras.
Todos ficam o tempo todo em cena sempre com alguma atividade em prol do espetáculo, mesmo quando não estão com a "bola", ou seja, não estão doando sua energia física, seu corpo para Berna.
No início somos convidados a entrar na "sala de reuniões" onde a professora Berna irá conversar com os pais dos seus alunos, e o assunto da reunião torna-se um desabafo da professora.
A partir dali o espectador é provocado o tempo todo pelo figurino, pela cenografia, pelo texto e pelos atores por intermédio de momentos fortes que poderão incomodar alguns, mas nenhuma ação física ou cena é tão chocante como a história de vida dessa professora.
Assim como um bom time de futebol bem organizado pelo técnico para jogar bem, ocupar os espaços, os atores estão dispostos cada um em sua função, sustentando a base cênica, trazendo veracidade e nos fazendo "comprar" a história.
Éverton Barreto nos conquista com sua força na interpretação, sendo dele os melhores momentos da peça. Pedro Delgado atua como o meio campista do time, direcionando a bola, tratando ela com carinho, com intimidade fazendo suas embaixadinhas e passando redondinha para os colegas. Douglas Carvalho tem seu momento de brilho ao cantar divinamente e seu habitual comprometimento cênico, profissionalismo e parceria que dá gosto de ver. Ao jovem Jean Netto cabe uma função mais de contra-regragem, que ele executa muito bem, o seu visual ficou fantástico, e quando chamado também para ser o narrador/Berna o faz com bons resultados.
Com a nova dinâmica e a direção de Pedro Delgado o espetáculo ficou bonito, moderno e provocante.
A estética Queer (como você pode ver nas fotos) trouxe um belo visual e todos os acessórios, adereços cênicos e figurinos tem sua função, tudo está plenamente justificado e o público que ainda não "captou", passa com o desenvolvimento da peça a entender.
Leandro Gass mostra novamente seu bom trabalho de um "pensador" que a partir da idéia do diretor, cria e opera seu plano de luz a contento.
A trilha sonora é feita de recortes, remixes, conduzem os momentos que a solicitam e permitem que Éverton Barreto nos mostre um pouco do que já faz muito bem em seus anos de carreira.
Temos ainda o uso de imagens projetadas de uma forma muito bem feita...(Toda feita?)
Não vou dar mais detalhes do que acontece em cena para não estragar a surpresa e porque nada que eu possa relatar aqui se compara ao ver e sentir ao vivo.
Amigos que gostam de teatro, permitam-se provocar-se, assistam espetáculos como esse e todos os demais que fujam do seu gosto/costume, vale a pena!

SINOPSE E FICHA TÉCNICA, segundo a divulgação do Grupo:
Sinopse: 
Cansada de ostentar uma máscara criada por uma sociedade normativa ou de esconder-se atrás dela, Berna Herculine rompe com seu próprio silêncio para se fazer perceber. Ela transcende paradigmas conservadores numa tentativa de se fazer entender enquanto resultado de uma construção sócio-cultural. TODA FEITA trata-se de um espetáculo teatral que apresenta os conflitos de uma transexual e sua insatisfação com o lugar periférico social que lhe cabe habitar. Esta, não se constitui como um corpo único, mas como corpos diversos que se completam e se multiplicam em suas semelhanças e diferenças. Assim, o personagem não é um único, mas um arquétipo que dá origem a outros corpos que se constroem num território negativo engendrado a partir de conceitos conservadores que normatizam as construções sexuais e de gênero. A Teoria Queer é utilizada como aporte teórico dessa concepção bem como a hermenêutica para um espetáculo desviante e perturbador.

Ficha Técnica:
Texto e direção: Pedro Delgado
Elenco: Everton Barreto, Douglas Carvalho, Jean Netto e Pedro Delgado
Criação de Luz: Leandro Gass
Operação de Som: Leandro Ribeiro
Fotos: Vilmar Carvalhoho. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MARXISMO, IDEOLOGIA E ROCK'N'ROLL

O belo programa da peça com lindas fotos e informações sobre o mesmo, transforma-se em um maravilhoso pôster-cartaz!

Graças a uma cortesia estendida aos seguidores do facebook da CIA TEATRO AO QUADRADO, tive a oportunidade junto a outras pessoas de assistir o espetáculo fruto dessa postagem.
Agradeço desde já não apenas a cortesia e sim a oportunidade de assistir mais um belo trabalho de Luciano Alabarse, tendo na dupla M&M seus fiéis escudeiros juntamente com um elenco de primeira que já vinha de trabalhos anteriores do diretor e algumas boas novidades.
Começamos com uma sessão de músicas dos anos 70 executados pelos atores 30 minutos antes da peça propriamente dita, contando com uma bela iluminação e já nos mostrando os fantásticos figurinos de Claudio Benevenga e o cenário onde a história irá se desenvolver.
O elenco afinadíssimo e vibrante, se reveza nos instrumentos e faz um belo "sarau" enquanto o público vai se acomodando e se ambientando com a proposta cênica disposta no palco do Teatro Renascença. 
Entre as canções, a famosa Give peace a chance de John Lennon com direito a uma paradinha com batida estilo funk nos versos antes do famoso refrão.
Em cena a história de Max e seu pupilo Jan com seus problemas pessoais/familiares/políticos devido a motivação de cada um que vai se desenvolvendo em cena, ora em Cambridge (Inglaterra) e na Tchecoslováquia.
Sinopse segundo a postagem do grupo no evento do facebook:
UM DRAMA ÉPICO QUE ATRAVESSA MAIS DE 20 ANOS DA HISTÓRIA EUROPEIA (E MUNDIAL), DE 1968 A 1990, COM A AÇÃO DESENVOLVIDA NA INGLATERRA E NA TCHECOSLOVÁQUIA.
A ENCENAÇÃO APROVEITA A ESTRUTURA CINEMATOGRÁFICA DA DRAMATURGIA DE STOPPARD E CONSTRÓI UM ESPETÁCULO DINÂMICO E ENVOLVENTE.
MAX MORROW É UM PROFESSOR INGLÊS PROFUNDAMENTE ENGAJADO COM A IDEOLOGIA MARXISTA, UM DEFENSOR DO REGIME COMUNISTA QUE TEM EM JAN, UM JOVEM ESTUDANTE TCHECO, UM PUPILO BRILHANTE. COM A INVASÃO SOVIÉTICA DA TCHECOSLOVÁQUIA EM 1968, APÓS O FLORESCIMENTO DA PRIMAVERA DE PRAGA, JAN RETORNA AO SEU PAÍS DE ORIGEM E PASSA A SOFRER A REPRESSÃO DA DITADURA COMUNISTA.

A trilha sonora vai sendo executada ao vivo por Arthur de Faria "Syd Barret" e Casemiro Azevedo, enquanto o texto de Tom Stoppard adaptado pelo diretor vai se materializando divinamente por intermédio do elenco em suas interpretações e as marcações feitas pelo mesmo conjuntamente com Margarida Peixoto.
Gosto de ser provocado, de aprender, de ficar as vezes com um "nó mental" e não entender certas coisas, sair de lá e buscar explicações, provando que a peça não termina quando aplaudimos o elenco, merecidamente, de pé.
O elenco todo merece elogios, porém, fiquei encantado por Áurea Baptista como a forte Leonor e a doce Esme em sua fase adulta. Que maravilha!!! Os experientes Carlos Cunha Fº, Marcelo Adams, Clóvis Massa Lisiane Medeiros e Mauro Soares, junto aos não menos experientes, mas uma "nova geração" como: Luisa Herter, Marcelo Crawshaw, Pingo Alabarce e Gustavo Susin deixam qualquer pessoa com fome de bom teatro, de profissionalismo, totalmente satisfeita.
Infelizmente segundo informações da produção, o espetáculo encerrou sua trajetória no último dia 24/11/13 e com esse gesto fantástico de cordialidade convidando as pessoas, cumpriu sua missão de além de nos trazer uma montagem inédita, nos fazer refletir, nos tirar do "mais do mesmo" teatrais, oportunizar a muitos como eu que tiveram a honra de assistí-los.

AUTOR: TOM STOPPARD
ELENCO: MARCELO ÁDAMS, CARLOS CUNHA FILHO, ÁUREA BAPTISTA, GUSTAVO SUSIN, LISIANE MEDEIROS, CLÓVIS MASSA, MAURO SOARES, PINGO ALABARCE, LUÍSA HERTER, MARCELLO CRAWSHAW 
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: ARTHUR DE FARIA E CASEMIRO AZEVEDO.
FIGURINOS: CLÁUDIO BENEVENGA
DIREÇÃO MUSICAL: ARTHUR DE FARIA
ILUMINAÇÃO: JOÃO FRAGA
CABELOS E MAQUIAGEM: ELISON COUTO
PRODUÇÃO EXECUTIVA: MIGUEL ARCANJO E FERNANDO ZUGNO
FOTOGRAFIA:MARIANO CZARNOBAI
ADAPTADO POR: LUCIANO ALABARSE
DIRIGIDO POR: LUCIANO ALABARSE E MARGARIDA PEIXOTO




terça-feira, 26 de novembro de 2013

JOANNA DE AMOR - A ESTRÉIA

 Elenco minutos antes do início da peça


No dia 16/11/13 na Casa de Cultura de Torres/RS estreamos a peça da Hariboll:  JOANNA DE AMOR.
Uma iniciativa nossa contando com a colaboração da Secretaria de Turismo/Cultura de Torres e do movimento espírita local responsáveis pela divulgação, promoção e venda dos ingressos antecipados.
Temos um carinho muito grande por todo o litoral do nosso Estado, onde somos sempre muito bem recebidos e decidimos pela primeira vez, começar a trajetória de um espetáculo nosso fora de Porto Alegre.
Todas as cadeiras do teatro estavam ocupadas e com direito a algumas extras, o que nos deixou muito felizes visto que era um feriadão e a Cidade estava repleta de outros eventos.
No palco o elenco demonstrou segurança e garra, ofertando ao público um bom espetáculo, fruto de meses de dedicados ensaios e vontade de contar aquela história da melhor forma possível.
Tecnicamente tivemos que improvisar um pouco, visto que o teatro não tem iluminação própria e trouxemos os poucos refletores próprios que temos e nossa mesa de luz "artesanal" e ambos deram conta do recado.
A história de Joanna e suas quatro encarnações terrenas desenvolveu-se em uma hora e oito minutos, tempo já estipulado em ensaios.
Elenco/Diretor e organizadores do evento local

O público foi composto principalmente pelos participantes do movimento espírita local, seus parentes e amigos, assim como pessoas que buscaram outras opções de programa e nossos familiares/amigos que vieram de Porto Alegre para nos prestigiar e também aproveitar a bela Torres.
Após doze horas dentro do teatro, saímos de lá muito felizes pela recepção do nosso trabalho, pela oportunidade de seguir nossa jornada com novos espetáculos e tendo sempre um bom público nos prestigiando.
A música tema composta por esse que vos escreve, os figurinos de André Aurélio, os vídeos de Sérgio Teixeira, os adereços cênicos de Allex Manzônia, juntamente com a atuação das atrizes receberam palavras doces de carinho em formas de elogios.
Ainda há um longo caminho, coisas para melhorar, coisas para resolver, coisas para evoluir e assim ficar melhor para o espetáculo e para o público que o recebe.
Porém, foi um bom primeiro passo, uma amostra feliz e um caminho que se for seguido com atenção, disciplina, boa vibração e muito suor vai se tornar mais um querido trabalho da Hariboll.

Cena final JOANNAS e o MÉDIUM

Nosso agradecimento a todos que vibraram a nosso favor na realização desse trabalho, a UME LITORAL - Kalintia, Cristiano e demais amigos. A FARMÁCIA ITAPEVA, CASA DAS PEDRAS e CANTINHO DO PESCADOR (Pela deliciosa janta oferecida).
Nosso agradecimento também ao INSTITUTO ESPÍRITA DIAS DA CRUZ na pessoa do Sr. Presidente EDER CARDOSO, o amigo HYRO MATTOS, a atriz e amigona LORENA SANCHEZ e ao amigo DAIRSON GONÇALVES por sua atenção e apoio.
Nos reencontraremos em 2014 no PORTO VERÃO ALEGRE
Até lá!!!
Vídeo com os segundos finais da apresentação:

FICHA TÉCNICA:
JOANNA DE AMOR 16/11/13

Elenco: Allex Manzônia, Clélia Goulart, Danielle Quintana, Karen Rocha e Melissa Monteiro
Figurinos Joannas: André Aurélio
Figurinos e adereços cênicos: Allex Manzônia e Cia Hariboll
Cenografia: Luis Carlos Pretto e Allex Manzônia
Vídeos: Sérgio Marques Teixeira
Trilha original: Luis Carlos Pretto
Música tema: Clélia Goulart (Voz) Luis Carlos Pretto (Voz e violão)
Produtor do estúdio: Alexandre Camargo
Preparação corporal atrizes: Hyro Mattos
Assistência cena e diálogos em espanhol de Juana Inez: Lorena Sanchez
Op. Luz: Gabriela Monteiro
Produção: Clarissa Oliviera/Gabriela Monteiro/Kalintia B Selau
Texto e direção: Luis Carlos Pretto
Realização: Hariboll produções artísticas LTDA.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

V FETEF - V FESTIVAL DE TEATRO ESPÍRITA DE FLORIANÓPOLIS


A convite dos membros do NEA - Núcleo Espírita de Artes - Participei nos dias 9 e 10 desse mês como oficineiro no V FETEF - FESTIVAL DE TEATRO ESPÍRITA DE FLORIANÓPOLIS.
Uma louvável iniciativa que teve total apoio da SEEDE, onde realizou-se o evento muito bem organizado e pensado pela equipe responsável.
Fico tão feliz quando vejo o apoio ESCANCARADO de uma Federação Espírita ou uma casa espírita à arte que vocês nem imaginam.
No sábado pela manhã repassei aos amigos a minha experiência em direção teatral de grupos espíritas (amadores ou profissionais), houve um bom debate entre os presentes que se identificaram com a minha forma de trabalho e organização, algumas discordâncias, porém, tudo debatido de forma muito saudável e proveitosa.
Fui convidado a conhecer o maravilhoso espaço e trabalho da SEEDE e estendo desde já o convite aos amigos leitores de todo o Brasil para conhecê-lo:  http://www.seede.org.br .
Na parte da tarde fui convidado a fazer parte do juri do festival e analisar os trabalhos após a sua realização, não havia premiação pois no entender dos organizadores ( e eu concordo) todos os trabalhos são premiados a partir do momento que são realizados com amor e carinho.
Assim, após tantas manifestações de carinho, educação e recepção dos amigos Catarinenses, me pus a assistir os trabalhos:
SPLINTS, NO UNIVERSO DA IMAGINAÇÃO - TAS - Trupe de Artistas da SEEDE - Com texto de Edmundo Cezar e direção de Rafael Flores - Mostrou uma bonita e colorida história encenada por mais de uma dezena de jovens. Uma mulher após uma grande perda, é levada a uma viagem ao universo da imaginação, onde encontra palhaços, mágicos, artistas e entes queridos, levando dali uma grande lição para continuar sua vida física da melhor forma possível.
A MENINA TORTA-  Peça escrita e dirigida por Márcio Cardoso é resultante da Disciplina Direção teatral I e II do curso de Bacharelado e Licenciatura em Teatro da UDESC. Duas bonecas de pano na ausência de sua dona, agora uma adolescente que não tem mais tempo para brincar, conversam acerca do universo feminino comentando tudo o que viram através dos olhos e sentimentos da dona. Um trabalho profissionalíssimo de teatro e que deve seguir uma trajetória própria de apresentações.
UM EXPERIMENTO DE STAND UP COMEDY ESPÍRITA - Direção e Texto de Eduardo Silva - NEA- Núcleo Espírita de Artes. Ninguém melhor para "zoar" os espíritas do que o próprio espírita. Não tenham medo dirigentes, presidentes e colegas de causa, em nenhum momento a doutrina é satirizada ou ridicularizada, com muita propriedade o texto e a interpretação de Eduardo abordam de uma forma cômica a mediunidade e outros aspectos, trazendo com facilidade o riso e o entretenimento.
INESQUECÍVEL VIAGEM - TAS- Trupe de Artistas da SEEDE - Direção de Rafael Flores - Uma jovem em estado de coma, viaja por dentro de seu próprio corpo e tem diálogos esclarecedores e cômicos com seus próprios órgãos, despertando depois com grandes lições aprendidas. Mais uma vez, os jovens em cena mostrando sua vontade, sua entrega em um espetáculo que trabalha com luz negra, manipulação de bonecos e sombras.
Infelizmente não pude assistir os espetáculos de domingo à tarde, visto que tinha compromisso em Porto Alegre. JUVENTUDE E COMPROMISSO - Grupo Teatral Mensageiros da Luz - Blumenau/SC e CIRCO ALEGRIA - Nea- Núcleo Espírita de Artes

Ver os jovens artistas (amadores ou profissionais) em cena promovendo a arte espírita é muito lindo, não há o que criticar, apenas fazer alguns apontamentos para que o trabalho evolua na medida do possível, para que fique melhor para eles e para o público que os assiste.

No domingo pela manhã ainda participei da oficina de Dramaturgia ministrada por Rogério Felisbino da Silva, autor de livros e peças espíritas montadas pelo NEA, sendo também da diretoria da ABRARTE - Associação Brasileira de Artistas Espíritas. Foi uma interessante troca de informações onde cada um mostrou sua forma de escrever, de organizar as suas idéias com o objetivo de levar as esquetes ou peças teatrais espíritas da forma mais esclarecedora possível ao público.

Meu agradecimento ao convite recebido e compartilho com os amigos que me lêem a maravilhosa estada que tive com os amigos de Santa Catarina, meus parabéns a Federação Espírita Catarinense, a SEEDE, ao NEA cujo o trabalho com a arte espírita completou 25 anos.
Um grande abraço ao Zeh Ronaldo, Rogério, Flores, Vivian, Maico, Luciane e demais colegas e PARABÉNS!!!

Link para a página do NEA no facebook:


                                                     Parte dos oficineiros e equipe do FETEF

                                               Maquete da SEEDE onde realizou-se o evento

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

TE VÊ - UM CANAL A CABO DO ALÉM PARTE II


Nesse domingo (10/11) haverá a apresentação de conclusão da turma 03/2013 de teatro e dramaturgia espírita da Cia Hariboll.
Ministro oficinas de teatro desde 1993 nos centros espíritas, nos encontros do movimento espírita, com os atores da nossa cia, mas somente vinte anos depois, abri minhas oficinas ao público em geral.
Utilizamos as "regras" do teatro, a fim de divulgar a mensagem de amor, esclarecimento e conforto da doutrina, procurando unir o entretenimento e o conteúdo doutrinário.
Procuramos mostrar a arte para o aluno com uma visão positiva, procurando criar um ótimo ambiente de grupo, colocando na prática no palco e na vida os ensinamentos recebidos e estudados em anos de evangelização.
Temos uma oficina por trimestre onde com nossa experiência, trabalhamos com eles as noções básicas de teatro, interpretação de texto, construção do personagem e a "cobertura do bolo" que é a mensagem do bem.
Nossa oficina não visa formar atores, para isso, sempre indico colegas qualificados para isso. Nossa proposta é oferecer uma convivência de grupo, onde todos irão criar, se conhecer, trocar idéias e depois colocá-las em prática no palco, assessorados pelo evangelho do bem.
A apresentação desse domingo terá exercícios de dança, música e paródias de programas de tevê, mostrando como seriam os programas da terra lá no mundo espiritual onde tudo é mais elevado. 
Vamos trabalhar com o humor, gerando sorrisos e também esclarecimento.
Estejam convidados desde já!
Abraço!


terça-feira, 5 de novembro de 2013

JOANNA DE AMOR - PARCERIAS

Para desenvolver a linguagem proposta para a encenação de JOANNA DE AMOR, além do elenco fomos procurar outros profissionais para auxiliar-nos.
FIGURINOS - O estilista ANDRÉ AURÉLIO com sua grande experiência em moda, cinema, tv e espetáculos de patinação foi o responsável pela criação dos figurinos das "JOANNAS", tendo como base as imagens nos repassada pelos livros históricos e espíritas.
VÍDEOS - Os vídeos que serão projetados em cena e os áudios foram captados, editados e mixados por SÉRGIO MARQUES TEIXEIRA, que vem desenvolvendo há alguns anos a gravação e edição de programas de tv, curtas, video-clipes e dvd's de apresentações de vários grupos de teatro. 
EXPRESSÃO CORPORAL - Para os momentos lúdicos e suaves do espetáculo que requerem uma ótima expressão corporal em dança e postura, tivemos a assessoria do professor de teatro/dança HYRO MATTOS, um dos responsáveis pelo teatro NILTON FILHO, um dos mais importantes teatros independentes do nosso Estado.
OUTROS COLABORADORES:
Lorena Sanchez - Atriz / Leandro Gass - Iluminador/ Dairson Gonçalves - Assessoria doutrinária/ Eder Cardoso - Instituto Espírita Dias da Cruz/ Kalíntia Selau e amigos do movimento espírita de Torres - Produção local.
E é claro, você que está lendo esse blog, que gosta de arte, que gosta do nosso trabalho e está vibrando para a realização do mesmo, certamente é nosso grande colaborador.

(CONTINUA)
Teatro/Dança: Com Hyro Mattos

Figurinos com André Aurélio

Vídeo e áudio com Sérgio Teixeira
Colaboração da atriz Lorena Sanchez

domingo, 3 de novembro de 2013

A FÚRIA DOS TITÃS - 24 ANOS DEPOIS



Em 1989 no ginásio do gigantinho, esperei quase duas horas para entrar para assistir o show de lançamento do disco OBLESQ BLOM, cuja música de trabalho que estourava nas rádios era FLORES.
O ginásio ficou lotado de jovens rockeiros e uma roda de punks ou os mais exaltados faziam sua "coreografia" de dar chutes no ar perto do palco.
Eram meus ídolos desde o primeiro disco, ali ao vivo, fazendo o público pular aos acordes de MISÉRIA, a música que abria o disco recém-lançado.
Era a fúria dos Titãs ali presente ainda com Nando Reis, Marcelo Fromer e o Arnaldo Antunes, uma noite de rock na veia que ficou para sempre registrado na mente.
Os anos passaram para todos e depois disso veio a fase metal, a fase experimental, a fase acústica e eu sempre acompanhando de longe ora gostando, ora detestando o material gravado, mas fã sempre.
Falta de grana, falta de vontade, sei lá, passaram-se os anos e nunca mais fui a um show deles que assim como Roberto Carlos, no mínimo uma vez por ano aparecem por essas bandas da Capital gaúcha.
Graças a um presente da filhota, nessa última sexta-feira 01/11/13 os reencontrei ao vivo.
Foi também meu reencontro com o tio AUDITÓRIO ARAÚJO VIANNA, inegavelmente belo e bem administrado, limpo, com equipe de funcionários bem preparada e cordial.
Enquanto aguardava o show, lembrei da loucura que foi em 1989 e com espanto observava que a maioria do público que ocupava o local perfeitamente acomodados, era composto de casais, mulheres e famílias.
Onde estavam os jovens de preto? Depois do show iniciado vi que além de algumas dezenas que pulavam na frente do palco, os outros estavam no peito de vários senhores de quarenta anos como eu.
TITÃS - INÉDITO é a nova turnê onde eles mostram ao vivo dez canções inéditas que abrem o show. Infelizmente não pude curtir as novas canções porque simplesmente não consegui entender o que os vocalistas cantavam (Como pode uma coisa básica como o microfone do vocalista estar abaixo ou no mesmo volume do que os instrumentos?). Deu para notar que a pegada continuava a mesma, que eles não escondiam de ninguém que ainda precisavam ler as letras das novas canções no palco e que o público respeitou esse novo momento bem sentadinhos nas cadeiras.
Só entendi a música nova chamada "NÃO PODE", as outras, lembro o nome porque eles anunciaram antes de tocar, já que entendia três a cada palavra que eles cantavam. Como disse antes, a pegada rock e a identidade titãnica dos vocais e dos riffs de Belloto seguiam em forma.
Após a recepção morna e respeitosa do público com as novas canções, chegou a hora da fúria dos titãs aparecer e o público levantou e ressuscitou após os primeiros acordes de LUGAR NENHUM, música do álbum JESUS NÃO TEM DENTES NO PAÍS DOS BANGUELAS.
Com a porteira aberta dos hits, foi um verdadeiro show de rock mostrando um pouco do grande material de uma das melhores bandas de rock que o Brasil já teve.
Os "meninos" continuam bons, cantando com garra, com vontade, dá pra ver que acima de tudo, amam estar no palco e serem os Titãs, quem queria sair fora saiu e não fazem mais falta, que continuem felizes e prósperos em suas carreiras-solo (Arnaldo e Nando).
Apenas duas baladas para o desespero de quem achava que seria um show para namorar, para ficar sentadinho: A fantástica EPITÁFIO, e a surpresa É PRECISO SABER VIVER de Roberto Carlos, a última do show.
Uma das músicas mais pedidas foi executada de uma forma extremamente "suja" e mais acelerada que de costume, POLÍCIA foi gritada aos berros por Sérgio Britto em uma barulheira infernal, ficando uma música menos Titãs e mais Sepultura.
A música que mais amei ouvir ao vivo foi DESORDEM que incrivelmente está mais atual que nunca.
A fúria dos Titãs continua para a alegria dos seus fãs rockeiros, após a fase acústica, após a fase love e experimental, ao menos no show , o rock bem pegado segue sendo o protagonista!
Saí feliz de lá. apenas lamentando a ausência de outras pessoas queridas junto a mim, feliz com o resgate do auditório Araujo Vianna, com a estrutura, segurança, profissionalismo que a casa está sendo administrada (preferia que isso fosse feito pela Prefeitura, mas isso é utopia!).
Feliz por ver de perto meus ídolos da adolescência e ver que continuam ótimos, bem e principalmente curtindo fazer o que fazem: Britto, Belotto, Branco e Miklos.
A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA! (E o zumbido no ouvido até agora!)

MÚSICAS DO SHOW (Não estão na ordem):
Abertura: dez músicas inéditas, Sonífera ilha, Polícia, Cabeça dinossauro,Marvin, aa uu, homem primata, bichos escrotos, família, lugar nenhum, desordem, flores, comida, diversão, o pulso, epitáfio, a maior banda de todos os tempos da última semana, vossa excelência, é preciso saber viver

Disco lançado em 1989 que assisti o show