sexta-feira, 30 de março de 2012

Ela confusa...

Você não quer não  amar
Você não quer não sentir
Você não quer não sonhar
Você não quer não se apaixonar
Você não quer não sorrir


Você não quer  vê-lo acompanhado
Você não quer ler poesia que não seja tua
Você não quer se permitir
Você não quer mais vê-lo calado


Você não quer não escolher
Você não quer tanta certeza ter
Você não quer não amar
como teria que ser...


Você não queria ser só amiga
Você não queria se sentir culpada
Você queria continuar sendo assim, 
elogiada, amada...
Não ter...E não perder...


Não ama
Não usa
Confusa...


Luis Carlos Pretto - Março/2012









quinta-feira, 29 de março de 2012

A QUEDA DE BILLY - LEGIÃO URBANA

O programa da REDE RECORD - Domingo Espetácular: Nos trouxe a matéria sobre a situação do ex-baixista da Legião Urbana Renato Rocha (Billy, Negrete).
Morador de rua, 50 anos, com visíveis sequelas físicas e mentais do atentado que andou fazendo com seu corpo físico no passar dos anos.
Sabemos que praticamente nenhum artista vive plenamente bem de seus recursos financeiros se não forem administrados com cuidado e aplicados em meios que possam no futuro lhe garantir ao menos o necessário.
Billy, assim como muitos, não soube administrar, e não cabe a mim julgá-lo, apenas tristemente constatar novamente isso, esse acontecimento o artista.
Segundo a matéria, ele recebe em torno de R$ 900,00 pelos direitos autorais referentes aos três discos que gravou com a banda, inclusive sendo co-autor de algumas músicas, entre elas a ótima DANIEL NA COVA DOS LEÕES que ele compôs com Renato Russo.
Dinheiro pouco é claro, mas não existe muita gente aí vivendo com menos que isso?
Expulso da banda por indisciplina, falta de foco, vontade, ele não demonstrou em sua carreira solo (?) e na sua vida pessoal, que essa energia "rebelde" seria em prol de seu sustento e seu bem estar.
Em entrevistas no decorrer dos anos, não cansou de criticar fortemente os outros legionários, expondo até mesmo a intimidade deles.
Crucificar os ex- colegas de banda e familiares por essa situação na qual ele se encontra é errado, depende dele, e eu como fã da Legião torço para o seu restabelecimento primeiro como pessoa, em voltar a ter o básico que o ser humano necessita e depois, se for o caso, seu retorno á música.
Força Renato! Só depende de você!



segunda-feira, 26 de março de 2012

MARIA, MARIA LINDA!

Na metade dos anos 70 até a metade dos anos 80 não era raro para mim ouvir Elis Regina no Rádio ou vê-la na TV. Impossível ter passado por esse tempo sem ser atingido e afetado pela sua arte.
Sempre simpatizei com a música, com a voz, porém nunca fui fã.
Fã sou de Maria Rita sua filha, amor á primeira nota musical! Correta ela em estabelecer sua carreira primeiro, sua identidade, sem se permitir nem uma música do repertório da mãe em sua trajetória.
Sempre quis assisti-la ao vivo, então houve a oportunidade em seu show tributo a Elis, que estreava justamente aqui em Porto Alegre, no aniversário de 240 anos da nossa Capital.
Tenho pânico de ir a shows, apesar de gostar. O tumulto, o fato de que nunca tenho grana para ir nos locais numerados, e tenho que ir horas antes para conseguir um bom lugar, me angustia.
Pois bem, depois de pensar e pensar, o amor venceu e fui: Cheguei ao anfiteatro pôr do Sol as 16hs e vi que havia duas colunas de cadeiras bem em frente ao palco. Já estava  marcando meu território perto de uma torre de iluminação, quando curioso, perguntei a um segurança, se aquelas cadeiras estavam reservadas para algumas pessoas em especial. Ele disse que eu poderia entrar ali e sentar, era por ordem de chegada. UAU! Quem cedo madruga, Deus ajuda!
Fiquei há menos de cinco metros do palco, confortavelmente acomodado em uma cadeira, tão a vontade que só depois de muito tempo, levantei e vi a multidão que estava presente: 50 mil pessoas, segundo a EPTC.
Maria Linda, toda de branco, subiu ao palco saudando o público e desfilando quase duas horas de sucessos com sua maravilhosa voz, carisma e talento, ao mesmo tempo semelhantes e diferentes da mãe.
Três músicas particularmente me arrepiaram: Deitar e Rolar, Alô, Alô Marciano e Romaria. Lógico que amei todo o show, incluindo o Rock de Rita Lee "Doce de Pimenta" que eu não conhecia.
Ah, os clássicos estavam lá " Fascinação, Como nossos pais, O Bêbado e a equilibrista" para o delírio da gauchada!
Que show! Que Presente!
Maria, Maria...Linda!

quinta-feira, 22 de março de 2012

A CÃOFUSÃO & TARTUFFO

Dois dos melhores espetáculos de 2011, retornam nesse final de semana como um presente da SMC aos Porto Alegrenses com entrada franca.
A infantil A CÃOFUSÃO de Marcelo Adams, Dirigido por Lúcia Bendati e TARTUFFO de Gilberto Fonseca e Grupo Farsa

Já escrevi sobre esses espetáculos aqui nesse blog e recomendo, aproveitem!! 

quinta-feira, 15 de março de 2012

A CARPA - DELICIOSA!

Eu cada vez mais vou bater na tecla! Adquirir cultura não necessariamente significa gastar uma alta quantidade de dinheiro. É só interessar-se, procurar, não há desculpa. Basta apenas uma olhada em um jornal diário, e agora ainda mais na febre do Facebook. Há shows, teatro, saraus, oficinas, sessões de cinema de qualidade com preços acessíveis e alguns ainda, gratuitos.
Domingo tive a felicidade de assistir no teatro Renascença (Com 40% de sua capacidade preenchida, pena!) um belo espetáculo chamado A CARPA, selecionado pelo programa PETROBRÁS DISTRIBUIDORA DE CULTURA 2011/12, entrada franca.
Sinopse: 
Uma celebração de Pessach, a páscoa Judaica é o pano de fundo para o confronto de gerações de mãe e filha judias. Em épocas diferentes discutem suas posições e seus pontos de vista em relação ao mundo, religião e até mesmo o corte de cabelo, porém, mais que tudo, o amor.
Vemos uma cenografia muito bem feitinha, simples, textos e situações de levar as gargalhadas, a presença masculina  de um boneco em cena o tempo todo que lê um jornal, enquanto as duas atrizes desfilam ótimas interpretações e interagem com ele, que é o pai e marido.
Ivone Hoffman é maravilhosa, como é bom vê-la em cena e Anna Cotrim que a gente vê que não é da aldeia pelo "chiado" dos "S" é também de um nível muito bom.
Espetáculo gostoso, cujo o talento e a empatia de Ivone, o texto, toda a atmosfera criada ali para contá-lo deixa-nos plenamente satisfeitos por termos estado ali.
E aprender também um pouco sobre a cultura do povo Judeu, pois se não entendemos algumas palavras e citações feitas em cena, temos no belo programa, um glossário.
Mães & Sogras da Cia de Teatro ao Quadrado, me veio a mente quando estava assistindo, mas infelizmente não consegui assisti-lo nas vezes que esteve em cartaz.
Vale a pena assistir pessoal!
Mais informações sobre a produtora e o grupo:
www.produtoraolhodeboi.com.br/acarpa



quarta-feira, 14 de março de 2012

INIMIGOS DE CLASSE

Há menos de um mês iniciou-se o ano letivo nas escolas estaduais (Agora paralisadas por 3 dias), tenho acompanhado meus dois filhos que estão respectivamente na 2ª  e 6ª série na mesma escola que eu estudei.
Estou apavorado com o que tenho visto no colégio Dr. Oscar Tollens, a qualidade do ensino, da estrutura física e da conduta dos alunos está em frequente decadência.
Não há respeito com os professores, não há segurança, não há funcionários. Vejo tudo ali: Uma arena de gladiadores, um estábulo, um matadouro, tudo, menos sinal de um lugar onde vamos educar e formar uma geração de adultos mais informados, politizados e preparados.
(Isentando é claro os esforços de quem tenta trabalhar e manter a ordem ali)
Ao assistir INIMIGOS DE CLASSE, novo espetáculo de Luciano Alabarse, vi perfeitamente representado ali a Escola, os alunos, os professores, os pais que tenho observado diariamente.
No palco, no cenário vejo aquela sala de aula, um depósito de coisas quebradas, pichadas, e de jovens cuja essa manifestação é a projeção de seres que por dentro estão quebrados, rabiscados, maltrapilhos, e ali parecem materiais abandonados nesse depósito por algumas horas.
O espetáculo além de me brindar com seu inegável conjunto de profissionais de alto gabarito , serviu para que eu me sensibilizasse, aprendesse a não julgar os alunos "arruaceiros", sem saber o que se passa com eles, suas histórias, suas motivações, suas dores.
Cada ator tem seu momento individual, sua "canção solo" e justificam a sua escolha para protagonizar um espetáculo tão intenso. Pela segunda vez vejo Marcelo Adams interpretando um personagem da sua faixa etária para baixo, (A outra foi no filme A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA) e não aqueles "senhores" que ele já deu vida com muita competência. Sua energia e aparência jovem contribuem para que sua carreira continue repleta de possibilidades.
Outra coisa muito positiva: A inclusão social em uma apresentação especial para deficientes visuais, Audiodescrição, ou seja, a arte fazendo muito mais do que apenas ser, arte.
Assim como os trabalhos anteriores de Luciano que eram essenciais para manter o Teatro Grego em nossa programação teatral, esse é essencial para todos nós que sempre direta ou indiretamente estaremos ligados a educação.
Meus cumprimentos a todos os envolvidos nesse projeto, muito bem vindo e que eu recomendo aos meus amigos, colegas de teatro, mestres, alunos e público em geral, com louvor!
Mais contemporâneo impossível!!!

* A peça é uma livre adaptação do texto de Nigel Williams e discute a falência do sistema educacional em relação ao complexo universo dos alunos marginalizados das escolas públicas.

terça-feira, 13 de março de 2012

Mulher real

Não pensei no dia seguinte...Me entreguei
Não fiquei com nenhum receio...Acreditei
Não tive nenhuma dúvida que seria bom...Comprovei
Não joguei palavras ao vento...Te entreguei
Não pensei na falta que me farias...Aproveitei.
Não quis falar do futuro...Beijei
Não quis ficar em cima do muro...Pulei
Não quis romper o ciclo...Vivenciei
Não quis o espaço vazio...Abracei
Não quis perder o tempo...Contigo Acordei.
Depois de tudo isso...
Não quis magoar...Magoei
Não quis pirar...Pirei
Não quis silenciar...Silenciei
Por mais que sejamos maduros
Por mais que saibamos da verdade
o sonho e a fantasia vem nos rondar
tirar o foco da realidade boa que foi
e nos incomodar.
Eu quis, você quis
Eu pulei, você pulou
e assim, felizmente
mais uma vontade se concretizou.
E a você, musa desses versos
me cativou, me ensinou, me inspirou
eu te amei, você me amou
foi muito bom
o nosso universo, nosso ciclo
cujo o ar, somente a gente respirou.



segunda-feira, 12 de março de 2012

TRIO ZAZ - Aos mestres do humor, com carinho!

Zucker, Abrahams e Zucker (abreviado ZAZ) são um trio do cinema americano comédia composto por Jim Abrahams (nascido em 10 de maio de 1944) e os irmãos David (nascido em 16 de outubro de 1947) e Jerry Zucker (nascido em 11 de março de 1950) que se especializa em pastelão filmes de comédia durante a década de 1980 e início de 1990. Eles se conheciam durante seus anos de infância; crescendo em Shorewood, Wisconsin.
Algumas das "pérolas" deles que amo: (Algumas dirigidas e escritas em conjunto, outras com um deles assumindo a direção e os outros no "apoio")
Ainda existem filmes interessantes que fizeram em carreira solo, por incrível que pareça o filme "espírita" de sucesso, GHOST é de Jerry! E mais outros na linha desse humor, ou com algumas variações. Alguns bem, outro mal sucedidos, mas é a marca do talento desses mestres para mim! Pesquise e veja as outras obras e até se surpreenda.
Meu top top deles é esse abaixo:






sábado, 10 de março de 2012

GOELA ABAIXO, OU POR QUE TU NÃO VIU ANTES?


Não vi antes por uma terrível sequência de conflitos de datas, agendas, coincidências de programação no mesmo dia com as minhas peças, entre outras coisas!
Mas felizmente pude assistir ao espetáculo mais antigo da Cia de Teatro ao Quadrado ainda em cartaz, 7 anos! Que bom!

GOELA ABAIXO, OU POR QUE TU NÃO BEBES?
Ultimamente sendo apresentado somente no Porto Verão alegre, é um brinde ao público com uma peça de qualidade, regada a uma boa e gelada cerveja.
Um verão escaldante, o ótimo teatro de Arena que após uma semana de apresentações das minhas peças no Porto Verão, tornou-se minha casa também. Vários colegas artistas, diretores presentes, a cerveja descia deliciosamente pela garganta, enquanto os olhos, os sentidos eram alvos de um delicioso "confronto" de energias dos talentosos Margarida Leoni Peixoto e Marcelo Adams.
Tudo ali muito bem feito, construído, desconstruído, os detalhes: As lâmpadas trocadas, baratas, figurinos, papéis, baldes, garrafas, iluminação, sonoplastia, rádio antigo...E a cerveja auxiliando na perfeita simbiose entre público, atores, personagens. 
Até me questionei: Quem não bebe, tem a mesma percepção e essa sensação de maior proximidade? Até que ponto um "latão" ingerido interfere? Fiquei curioso em saber, mas ao assistir novamente, não vou abdicar da bebida, ah não!! kkk!
Mesmo um veterano consumidor de cerveja como eu, que não é "fraco" sente que o consumo dela altera um pouco tua percepção, te une mais ainda ao que se passa em cena, e te faz, além de apreciar os atores, também pensar: "Céus, como eles bebem! E cerveja quente?" Será que há um truque ali? Bom, de qualquer forma, o melhor "truque" não é segredo de mágico. É estudo, trabalho, pesquisa e muito suor, característica dessa Cia cujos espetáculos sempre serão referência para o teatro gaúcho.

"Mais uma dose? É claro que eu estou a fim..." Cazuza/Frejat - Por que a gente é assim?
APRECIE SEM MODERAÇÃO

Sinopse: (Via Site do Porto Verão Alegre)

Em cartaz há 7 anos, com um detalhe muito especial: cada espectador recebe cerveja de graça para beber durante o espetáculo. Em um cervejaria decadente, durante o regime comunista no Leste europeu, o Mestre-cervejeiro tenta embebedar seu funcionário para extrair informações sigilosas. O embate entre os dois rende momentos hilariantes, e que provocam na plateia a reflexão sobre como o poder embriaga as pessoas. 

Ficha técnica:

Texto: Václav Havel

Direção e cenografia: Marcelo Adams

Elenco: Marcelo Adams e Margarida Leoni Peixoto

Figurinos: Rô Cortinhas

Iluminação: Wagner Duarte

Produção e realização: Cia. de Teatro ao Quadrado

www.marceloadams.blogspot.com



quinta-feira, 8 de março de 2012

John Carter- Entre dois mundos

John Carter é baseado no clássico romance de Edgar Rice Burroughs, cujas aventuras altamente criativas serviram de inspiração para muitos cineastas – tanto no passado como no presente. O filme conta a história de John Carter (Taylor Kitsch), que é inexplicavelmente transportado para Marte onde se vê envolvido em um conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars Tarkas (Willem Dafoe) e a atraente Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins). Em um mundo à beira do colapso, Carter descobre que a sobrevivência de Barsoom e de seu povo está em suas mãos.

O que se vê na tela é mais do mesmo, nada de inédito, as vezes até irritante de tão óbvio. Cenas, diálogos, efeitos, situações que relembram muito bons filmes do cinema como: Senhor dos Anéis, Avatar, Cowboys & Aliens, O Vingador do Futuro, e em alguns momentos os genéricos produzidos em série.
Disney no páreo, um conjunto de livros, então preparem-se para uma longa vida para John Carter, desde que este faça o devido sucesso.
Dentro de toda a dramaturgia previsível e semelhante ao que já vimos, existe uma pontinha de originalidade que não é também tão original assim, mas que serve ao menos para oferecer aquela sensação de "É! Valeu as duas horas dentro do cinema" e basta.
Poderiam até dizer que tudo o que veio depois da obra tanto nos livros quanto no cinema foram inspirados por ele, mas aí fica a famosa pergunta: Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha...
O Diretor do filme é o diretor do fantástico filme da PIXAR Wall-E, onde também saiu BRAD BIRD que realizou um bom filme da série Missão Impossível.
Minha recomendação?: Vá, compre pipoca, refri, bibs, assista sem compromisso. Se quiser algo melhor e mais consistente tanto em termos de aventura, comédia ou drama, olhe o roteiro de cinema, não vai ser difícil encontrar.