terça-feira, 30 de outubro de 2012

GONZAGA - De pai para filho


A frase de que o cinema é a arte do Diretor é quase uma verdade absoluta.
Assim como cada um tem a sua identidade e raros (raríssimos) conseguem realizar filmes totalmente diferentes as suas características e marcas pessoais.
Breno Silveira que surpreendeu o País com o ótimo 2 FILHOS DE FRANCISCO, seguiu a fórmula em filmes menos assistidos e da mesma forma, bons e sensíveis.
GONZAGA DE PAI PARA FILHO, é filho direto do primeiro filme citado. Essa fórmula repetida não é ruim, muito pelo contrário, trás ao público a história sofrida de mais um quixote das artes, o Rei do Baião Luiz Gonzaga e na carona, o não menos genial Gonzaguinha.
O filme é uma delícia que faz a gente relembrar o baião, o forró, a música popular de bom gosto e ouvir novamente a deliciosa MPB de Gonzaguinha que partiu cedo.
Todos os profissionais da equipe técnica foram muito felizes no que realizaram, os atores cumprem suas funções a contento, com coadjuvantes experientes e protagonistas que convencem e tornam o filme bom como é.
Os três atores que fazem o Gonzagão, tem a empatia e a energia necessária para convencer e motivar a continuar assistindo. Julio Andrade dá um show como Gonzaguinha.
Até fiquei com vontade de dançar um baião bem pegado!
Indico!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

SOMBRAS DA NOITE


Existem cineastas, que tem uma marca tão pessoal que é impossível não identificá-la nos seus filmes.
Proposital ou não, independente do roteiro, as marcas estão lá na película como digitais, únicas, exclusivas, identificáveis.
Assim são: Woody Allen, Quentin Tarantino e Tim Burton (Vou ficar somente nesses três exemplos).
Esse último filme de Burton é deliciosamente...BURTON!
Está lá a comédia de humor negro, a aventura, a fantasia "gótica", a trilha de Danny Elfman, a fotografia, a direção de arte, os personagens afetados e...Johnny Deep é claro!!
Mais um personagem deliciosamente estranho vivido por esse "bruxo" de Burton, assim como a ótima "primeira dama" do cineasta, Helena Bonham Carter, contando ainda com a volta da veterana Michelle Pfeifer e do bom Jackie Earle Haley de quem fiquei fã após sua interpretação de Rorschach em Watchmen.
Muitas vezes o mágico não é fazer algo totalmente diferente e sim, fazer coisas diferentes, sem perder suas características, tampouco preocupar-se com isso.
O filme poderia ter sido um pouco mais ousado? O Diretor poderia se arriscar um pouco mais? O filme está muito pipoca? O roteiro tem algumas falhas e as vezes é raso? Arrisco dizer que sim.
Mas é essa essência Burton que me encanta em seus filmes, alguns mais, outros menos, Porém, esse Sombras da Noite me deixou com sorriso nos lábios. 

SINOPSE:

O filme conta a história de uma família ameaçada por uma terrível maldição. Ainda em 1752, o casal Joshua e Naomi Collins e o jovem filho Barnabas (Johnny Depp), partem de Liverpool, na Inglaterra, para começar uma nova vida na América o que a princípio parece dar muito certo.
Barnabas se torna um homem rico, poderoso e muito popular. Sua vida vai muito bem até que ele comete o grave erro de partir o coração da bela Angelique Bouchard (Eva Green). A jovem é na verdade uma bruxa que como vingança, transforma o playboy em um vampiro e permite que ele seja enterrado vivo.
Apenas dois séculos depois Barnabas é libertado de seu túmulo e volta para um mundo completamente diferente de 1972. Quando retorna a Collinwood descobre que sua propriedade está em ruínas. As pessoas que restaram da família Collins vivem numa trama de segredos obscuros e problemas que na medida do possível são resolvidos pela psiquiatra Dra. Julia Hoffman. 
* A inspiração do filme vem da série televisiva de mesmo nome dos anos 60 (Que já busquei assistir algo)
* Filme legal! (Apronta a pipoca!)

Elenco: Johnny Depp, Eva Green, Michelle Pfeiffer, Jonny Lee Miller, Chloë Grace Moretz, Gulliver McGrath, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Bella Heathcote, Christopher Lee,Hannah Murray,Thomas McDonell, David Selby, Jonathan Frid,Alice Cooper e Lara Parker.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LOOPER

Filmes sobre viagens no tempo nunca foram novidades no cinema.
Os líderes da cultura pop que dominaram esse tema nas últimas décadas: Exterminador do Futuro e De volta para o futuro.
Eles exploraram bem o tema, aliado com o ótimo entretenimento a que se propunham, conquistaram a merecida fama.
Outros fizeram cópias genéricas e ficaram pelo caminho, no esquecimento, outros que se propunham a explorar o tema com um pouco mais de seriedade e menos preocupação com a bilheteria, infelizmente também.
Looper é um bom filme.
É quase o mais do mesmo, mas com uma diferença pouca, que faz diferença.
É um filme de ação que cumpre o que promete, é um filme sobre viagens no tempo, que assim também o faz.
Joseph Gordon Lewitt é o mocinho da vez, embalado pelos últimos dois bons filmes de Christopher Nolan (A orígem e Batman) e do outro lado o cada vez mais Bruce Willis, Bruce Willis.
Joseph é um mercenário contratado para eliminar pessoas que são enviadas do futuro, pessoas que segundo a "organização", devem ser mortas no passado para que no futuro não existam.
Tudo muda quando o próximo "serviço" encomendado é ele mesmo (Interpretado por Willis) no futuro.
Então segue uma caça do mercenário contra a sua versão do futuro, que consegue escapar e tenta assassinar o líder da organização que o enviou para o passado.
Só que esse cruel líder no futuro, é uma criança diferenciada do presente, na qual ele instintivamente vai proteger.
A gente lembra ali de cenas do Exterminador, cenas do De Volta para o Futuro, cenas de X-Men, Minority report. Não tem como ser muito original com temas tão (bem ou mal) explorados no cinema, mas esse vale.
O final? Bom...Fico por aqui!
Bem interessante. Gostei!